terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Pornô Política de Arnaldo Jabor

PORNÔ POLÍTICA - Paixões e taras na vida brasileira (Arnaldo Jabor)

Amor é prosa, sexo é poesia e política também rima com pornografia - no vício brasileiro pela crise, na tara nacional pelo destino-pastelão. O que será de nós, pergunta Jabor, no dia em que a crise for embora, e sem assunto ou tremor, formos relegados a tarefas menores, como... trabalhar? Sentiremos então, profetiza, um intenso tédio conjugal pela pátria.

Com a admirável capacidade de aliar temas públicos ao universo de nossas fixações interiores, Arnaldo Jabor se tornou conhecido como um dos analistas mais brilhantes do país, capaz de captar delicadas flutuações do nosso existir. Cineasta da palavra, como definiu Jô Soares, ele constrói imagens precisas para retratar sentimentos, desenha frases que pulsam, dá nome aos bois - e aos bodes da nação.

Arrojado, inteligente, profundo - seu texto flui sem preconceito ou superego, como se a ninguém temesse, sem pudor de confessar miséria ou medo, no caldeirão onde se misturam memórias de infância, análises políticas e confissões sexuais, amorosas daquelas que os homens constumam fazer secretamente. Jabor fala no horário nobre da TVO que discutimos na sala de estar, só entre amigos, e escreve o que nem imaginávamos pensar ou sentir.

"...O maior mistério do mundo é a diferença entre os sexos. Talvez o único mistério. Por mais que queiramos, nunca chegaremos lá. Lá onde? Lá onde mora o outro, a diferença."
Tratá-se de uma crítica do cotidiano do brasileiro. Arnaldo Jabor expõe idéias fantásticas sobre a política. É uma leitura interessante, realista e bem humorada.
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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

DESEJO



DESEJO

Olhos que me chamam

boca que prende
corpo que me aquece
mãos que me protegem
sinto seu cheiro que me enlouquece
beijo seus lábios
sussurro em seu ouvido
acaricio seu corpo
envolvo-me em seu calor
seu corpo quente sob o meu
Nosso suor se misturando
Me leva ao ápice do prazer
e mais insaciável,
o corpo estremece e enfraquece.
Arrepios me fazem cair sob seu corpo quente,
Sussurros, as respirações, o fervor.
Não é só sexo!
É paixão,
é cumplicidade,
é desejo!

Por Joyce Barreto Chicon
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