terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

FEROMÔNIOS

Sexo não está no cérebro, mas no nariz, sugere pesquisa nos EUA
Matéria publicada em 07/08/2007. - Folha de SP - Publicidade da France Presse, em Paris

A enorme diferença entre o comportamento sexual de machos e fêmeas poderia ser explicada, pelo menos entre os animais, por um pequeno órgão localizado no nariz, e não por diferenças de gênero definidas pelo cérebro. É o que afirmam pesquisadores nos Estados Unidos, que se confessam bastante surpresos com a descoberta e suas consequentes implicações na compreensão da sexualidade. A pesquisa foi coordenada por Catherine Dulac, professora de biologia celular e molecular da Universidade de Harvard e pesquisadora do Instituto Médico Howard Hughes.

Durante o estudo, publicado pela revista científica inglesa "Nature", a equipe manipulou geneticamente um grupo de camundongos fêmeas, retirando do DNA dos roedores o gene TRPC2, provocando um curto-circuito no chamado órgão vomeronasal. Esse pequeno órgão no nariz apresenta um grande número de células receptoras de feromônios (odores primitivos responsáveis pelas reações dos vertebrados a situações que envolvem agressividade e sexo).

 Para surpresa dos cientistas, as fêmeas de camundongo manipuladas geneticamente apresentaram comportamento sexual bastante atípico. Elas cheiravam e corriam atrás de outras fêmeas, balançavam os "quadris", empurravam e montavam nos machos, emitindo ruídos semelhantes aos usados por camundongos machos para demonstrar interesse sexual. Mas o comportamento não foi totalmente igual ao dos machos: as fêmeas geneticamente modificadas se relacionaram sexualmente com os machos da maneira habitual. Além disso, ao contrário do que fazem os camundongos, elas não atacaram outros machos. Porém, quando nasceram suas ninhadas, as ratinhas voltaram a se comportarem como machos, displicentes com os bebês e "sedentas" por mais sexo.

Normalmente, as fêmeas de camundongo passam 80% do tempo no ninho cuidando de seus recém-nascidos e expulsando qualquer macho que se aproxime. Não foi o que aconteceu com as fêmeas manipuladas no estudo, que apenas dois dias depois do parto já começaram a sair do ninho e a deixar seus filhotes sozinhos, além de demonstrar receptividade aos machos que se aproximavam. "Esses resultados são surpreendentes", disse Dulac. "Ninguém jamais imaginou que uma simples mutação genética como essa pudesse induzir fêmeas a se comportarem como machos."

Mais provas

Para verificar se houve algum outro fator nos animais geneticamente manipulados que pudesse ter induzido às drásticas mudanças comportamentais, os cientistas removeram cirurgicamente os órgãos vomeronasais dos focinhos de fêmeas normais --e as mudanças observadas foram as mesmas. As descobertas são importantes, pois corroboram os argumentos daqueles que, por décadas a fio, buscam fatores latentes na estrutura cerebral para explicar por que o comportamento sexual de machos e fêmeas é tão diferente. A resposta parece ser: não há diferença --pelo menos, não nos camundongos.

A estrutura cerebral aparenta ser a mesma. "De modo geral, o resultado sugere que o cérebro feminino possui um circuito de comportamento masculino perfeitamente funcional", afirmou Dulac, "reprimido" por sinais do órgão vomeronasal.

Cheiros podem afetar atração sexual, diz estudo da BBC BRASIL
Uma pesquisa realizada por biólogos americanos indica que os cheiros dos feromônios humanos, substâncias químicas produzidas pelo corpo, podem afetar inconscientemente nosso comportamento sexual.Muitos animais respondem a sinais químicos na hora de procurar um parceiro, mas até agora pouco se sabe sobre como isso afeta as pessoas.Cientistas do Fred Hutchinson Cancer Research Center, em Seattle, descobriram um novo tipo de receptor nasal em ratos, cujo gene também está presente em humanos.

Fonte: Folha de São Paulo

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Dos filmes que indico: Edukators

Três jovens idealistas realizam protestos pacíficos, invadindo mansões, lá  trocam os móveis de lugar e deixar mensagens de protestos. Numa de suas ações um deles esquece um celular, o que faz com que tenham que retornar ao local no dia seguinte. Porém, o que eles não contavam era em encontrar com o dono da casa. Com Daniel Brühl, Julia Jentsch, Stipe Erceg e Burghart Klaubner.

SINOPSE

Jan (Daniel Brühl) e Peter (Stipe Erceg) são dois jovens que acreditam que podem mudar o mundo. Eles se auto-denominam "Os Educadores", rebeldes contemporâneos que expressam sua indignação de forma pacífica: eles invadem mansões, trocam móveis e objetos de lugar e espalham mensagens de protesto.

Jule (Julia Jentsch) é a namorada de Peter, que está passando por problemas financeiros e, por causa deles, está saindo de seu apartamento alugado. Tempos atrás Jule se envolveu em um acidente de carro, que destruiu o carro de um rico empresário.

Condenada pela justiça, ela precisa pagar um novo carro no valor de 100 mil euros, o que praticamente faz com que trabalhe apenas para pagar a dívida que possui. Como Peter viaja para Barcelona, Jan vai ajudá-la na mudança. Eles se conhecem melhor e Jan termina por contar a ela a verdade sobre os Educadores. Empolgada com a notícia, Jule insiste que ela e Jan invadam a casa de Hardenberg (Burghart Klaubner), o empresário que a processou.

Após uma certa resistência, Jan concorda. Na casa eles agem como os Educadores, mudando os móveis de lugar, mas cometem um grave erro: Jule esquece no local seu celular. No dia seguinte, com Peter já tendo retornado da viagem mas sem saber do ocorrido, Jan e Jule decidem invadir novamente a casa de Hardenberg, para recuperar o celular. Porém o que eles não esperavam era que o empresário os surpreendesse dentro da casa, o que os força a sequestrá-lo.

CENAS DO FILME








"Todo coração é uma célula revolucionária."