segunda-feira, 13 de abril de 2009

Um sorriso que fez meu dia valer



Um sorriso que fez meu dia valer
Que doçura,
O brilho nos olhos me cobra um sorriso,
Sentada de vestido florido, que jeito curioso o dela,
Seus cabelos negros e crespos, ajeitado num laço vermelho,
Tão miúda, com braços e pernas finas,
Pele nova e pura, de cor negra opaca.
Com os dedos entrelaçados, olhava para tudo o que parecia novidade
Avistou uma mulher de saia rodada guiando um cachorro na rua,
Seguia-os com os olhos, em seguida deu um sorriso travesso
Mexia a cabeça procurando algo interessante que pudesse ver,
Não avistou nada diferente, ajeitou-se no acento, e brincava com as mãos,
Moleca levada agarrou a bolsa da mãe que estava ao lado,
De uma forma rápida e engraçada fuçava nos pertences aliestavam
Puxou uma fita cor-de-rosa e amarrou-a no pulso,
Com movimentos lentos dava um nó na fita,
A Mãe olhava de uma forma impaciente,
Logo saltou do acento e levantou a menina pelo bracinho magro
Que lançou-lhe um olhar de desaprovação,
A mãe encaixou a menina entre as penas e empurrando-a com o corpo,
Lançou-a para frente, esmagando-a na mulher de vermelho em pé a sua frente
A menina que várias vezes reparava que eu a observava-a, olhou para o lado e disse um oi com uma voz fina e tranquila acompanhado de um sorriso tímido, que fez valer minha manhã
A mãe lançou-a rapidamente para fora do ônibus,
E então eu observei-as pela janela, até não poder vê-las mais,
Aquele foi o ato que tomou conta dos pensamentos em parte do meu dia.


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