terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Xô, pernilongo!

Publicado no antigo modelo da revista: 7dias com você, edição 346

Saiba como ficar bem longe de zunidos e picadas que tiram o sono e até podem causar doenças



Por Joyce Barreto Chicon

Quem nunca perdeu o sono com o zunido de um pernilongo que atire a primeira pedra. Esses intrusos e inconvenientes insetos típicos de temperaturas elevadíssimas são determinados: atormentam a vida de qualquer um. Eles pousam na pele, picam e causam coceiras insuportáveis, mas essa picada pode provocar sérias alergias e riscos à saúde, como a transmissão de febre amarela, malária, filariose, dengue e erisipela uma infecção da pele causada pela bactéria que se propaga pelos vasos linfáticos.

Existem cerca de 4 mil espécies espalhadas no mundo. Eles precisam de sangue humano para formar e nutrir seus ovos colocados na água. E é nesse calor intenso, que o metabolismo dessas pragas aumenta e eles aparecem para o fim do nosso sossego.



Bem, e já que ainda não existe uma fórmula mágica para exterminar a espécie, saiba que é possível evitar a sua presença tão indesejada, assegura o biólogo Jair Rosa Duarte, da Associação Brasileira do Controle de Vetores e Pragas. “Sabendo que esses insetos precisam de água para se proliferar, portanto é fundamental evitar qualquer tipo de acúmulo de água em locais como terrenos baldios, jardins e valas. Se a proliferação vem de um local público, comunique imediatamente a Secretaria Municipal de Saúde do Centro de Controle de Vetores do seu município”, ensina o especialista.

E já que se trata de um inseto noturno, mais uma dica para eliminá-los de uma vez por todas: feche portas e janelas ao entardecer, use mosquiteiros, principalmente em berços, e telas nas janelas para impedir a invasão desses audaciosos vilões de nossa paz. Matá-los com inseticidas também funciona, mas atenção: a composição de alguns produtos é prejudicial à saúde especialmente de crianças e animais domésticos.

Seus aliados



Outro método infalível contra o voador estressante são as raquetes elétricas criadas para matar insetos, literalmente em uma tacada só. É eficiente, pois mata instantaneamente assim que o inseto encostar-se no metal da raquete, o que causa um choque elétrico imediato. Mas o método é apenas paliativo para os intrusos que ousarem a invadir a sua casa.

A melhor forma ainda está na prevenção, mantendo os ambientes sempre limpos e arejados. Nos dias de chuva, fique atenta aos locais que podem acumular água parada e evite que isto aconteça. A higiene do ambiente é muito importante, repare no lixo e sempre que estiver acumulado, retire-o e substitua o saco da lixeira por um novo. Se optar por encher a casa de inseticida, tranque as janelas e aplique o veneno, logo após tranque as portas e deixe-o agir por cerca de 30 minutos. Repita a operação quando ao anoitecer, nos horários entre 18h e 19h. E não se esqueça de checar se ainda resta algum cheiro nos ambientes antes de voltar a ocupá-los.

A ação dos repelentes


É importante salientar que os repelentes devem ser usados com moderação, indica Duarte. Eles não devem ser reaplicados com intervalos inferiores a duas horas, diz ele. Sua durabilidade na pele varia de acordo com grau de transpiração. Em pessoas mais sedentárias, eles agem por mais tempo. Hoje existe no mercado repelentes de ação prolongada o que também pode ser uma alternativa. “O repelente também é considerado um paliativo nessa frenética intenção de se livrar dos pernilongos, pois é repelido somente em quem o usa, mas não mata o inseto”, observa o biólogo.

Você sabia?
A coceira gerada pela picada de insetos como pernilongos, pulgas e borrachudos é consequência de uma proteína estranha de histamina transmitida através da saliva dos insetos. Ao coçar, através das unhas, você poderá facilitar a contaminação da pele, gerando dermatoses graves. 



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