quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Absorvente interno sem tabu


Incomoda, dói, tira a virgindade. Ignore os mitos e usufrua dessa comodidade com muita liberdade durante aqueles dias...


Por Joyce Barreto Chicon

A menstruação é o período que mais mexe com a estabilidade de nosso corpo: dor, desconforto, e muitas vezes constrangimento quando o fluxo é mais intenso. Para algumas mulheres, a situação fica ainda pior quando ela vem em meio a planos de ir à praia ou à piscina. Isso porque usar absorvente íntimo ainda gera dúvidas, preocupações e até mitos, como perda da virgindade, dor e vazamento. Se você é uma dessas que resistem aderir a essa comodidade moderna, temos bons motivos para mudar os seus conceitos, a ginecologista Rosa Maria Neme garante: Ao contrário do que muita gente imagina, os absorventes internos são confortáveis, discretos e seguros, sim. Deixa você mais a vontade, permitindo-lhe aproveitar ao máximo os momentos em que com os convencionais não permitiriam. Isso tudo sem contar com a higiene íntima da mulher. Os tamanhos variam de acordo com o tipo de fluxo. Tire suas dúvidas e aproveite melhor o verão com esse aliado dentro de seu necessaire.

Choque tóxico
Doença grave causada por infecção por cepas de staphylococcus aureus, observada com maior frequência em mulheres menstruadas que fazem uso de tampões vaginais de alta absorção. Pode surgir diante de uma contaminação pela toxina da bactéria estafilococo dourado. O uso correto do absorvente interno, com troca regular a cada 4 horas (no mínimo) e 8 horas (no máximo), pode evitar a infecção. A síndrome atinge duas mulheres a cada 10 mil por ano.

A ginecologista Maria Neme responde:

A cordinha arrebentou
O absorvente interno é seguro e resistente, a cordinha é comprida e fica bem presa à base. Dificilmente estoura, mas pode acontecer. Mas calma, não se preocupe, é fácil de removê-lo, puxe o absorvente interno de dentro da vagina com os dedos, caso ficar receosa e tiver dificuldades, procure ajuda de seu ginecologista imediatamente para que ele possa removê-lo.

Sofro de Candidíase. Posso usar?
Pode sim. O absorvente interno não influencia de forma alguma no tratamento ou na revolução da doença.

Posso dormir com ele?

Pode, mas desde que o absorvente seja colocado na hora de dormir e retirado assim que você acordar.

Infecção
É difícil um absorvente interno ser o estopim de uma infecção. Somente se permanecer na vagina mais tempo do que o permitido. Portanto, fique atenta.

Tamanho ideal
Em geral, varia de acordo com o fluxo menstrual. Se for muito excessivo, melhor usar o super. Caso contrário, prefira os tamanhos menores.

Irritações e corrimentos



Os absorventes internos, na maioria dos casos, não oferecem nenhum risco à saúde da mulher desde que sejam usados de forma correta e manipulação cuidadosa e higiênica.

Tira a virgindade?
Quem nunca teve uma relação sexual também pode usar sem medo. Não há nenhum risco de romper o hímen, mas pode causar um pouco de desconforto na primeira colocação. É Claro que para quem nunca usou, deve haver cautela, o absorvente nunca deve ser empurrado de profundamente.

Dor e desconforto
Não dói e também não oferece nenhuma sensação de desconforto para a mulher. Basta saber aplicá-lo de forma correta. Se doer, é porque não foi bem posicionado. A mulher que usa o interno, muitas vezes até esquece que está de absorvente, isso é muito comum.

Posso permanecer com ele molhado?



Pode. A troca só deve ser realizada em um período de aproximadamente 2 horas após o contato com a água para evitar possíveis infecções.

Vaza ou não vaza?
Há risco de vazar se o fluxo menstrual for muito intenso. Por isso, existem tamanhos diferentes e, neste caso, a troca do absorvente deve ser realizada em um período de tempo mais curto.

Hora de fazer xixi
Não é necessário retirar o absorvente para ir ao banheiro, por exemplo. O absorvente é colocado no canal vaginal e a urina sai pela uretra que se localiza logo acima da abertura vaginal. Por isso, se for fazer xixi, apenas segure a cordinha adaptada no produto por trás para não molhar.  

Publicado na revista 7dias com você edição 347

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