terça-feira, 7 de setembro de 2010

O amor é como droga

"...algo parecido com a sensação que um viciado em cocaína experimenta quando abandona a droga."

Romeu e Julieta

Como de costume, estava folheando as páginas do jornal "O Estado de São Paulo", lendo algumas matérias que me interessam, quando me deparei com um título bem interessante.

Estudo mostra que o amor é, de fato, como uma droga
Área do cérebro associada ao vício apresenta maior atividade diante da imagem do amado
Ellen McCarthy
THE WASHINGTON POST

Um a um, os estudantes universitários que participam do estudo do psicólogo Art Aron sobre rejeição amorosa apresentaram suas histórias pungentes.
"Não consigo dormir", disse um deles ao entrevistador. "Eu fico ali, deitado, tentando imaginar o que houve e como poderia ter sido."

"Dói muito", disse outro voluntário. "Eu desmorono, começo a chorar." Um joven se perguntava: "O que é que ela quer?"
Todas as pessoas estudadas puderam explicar que estavam sofrendo. Mas, ao estudar a atividade de seus cérebros, Aron e seus quatro colegas pesquisadores descobriram que eles estavam experimentando algo parecido com a sensação que um viciado em cocaína experimenta quando abandona a droga.
"É muito material e muito real", afirma Aron, coautor de um relatório sobre o assunto publicado no Journal of Neurophysiology.

Aron, um professor de psicologia social Universidade Stony Brook, em Nova York, vem estudando o amor romântico há 30 anos. Para isso, durante a última década, ele usou uma tecnologia que faz imagens do cérebro. Dessa maneira, ele pôde examinar experiências intensamente subjetivas de uma maneira relativamente concreta.

Para realizar esse estudo, Aron e seus coautores, incluindo a antropóloga Helen Fisher, recrutaram sofredores amorosos por meio de um folheto que questionava: "Você foi rejeitado recentemente no amor, mas não consegue superar?"

Anseio. As dez mulheres e cinco homens que participaram do estudo foram entrevistados sobre seus relacionamentose rupturas. Cada um deles reportou "pensamento obsessivo e anseio por uma união emocional".

Todos disseram que pensavem na pessoa que os rejeitara por mais de 85% do tempo em que estavam acordadas. E admitiram, de diversas maneiras, que se comportaram de um jeito familiar a qualquer um que tenha sido abandonado: chorando durante horas, implorando para voltar, telefonando e passando e-mails incessantemente, bebendo demais.

Dentro de uma máquina de captação de imagens cerebrais, eles observaram fotos de seu amor perdido alternadas com a de uma pessoa neutra, como um colega de quarto. Quando os estudantes olhavam para as fotos de quem os rejeitara, havia significativamente mais atividade em duas áreas do cérebro.

A primeira é uma área carregada de dopamina que intermedeia sistemas de recompensa e também se ilumina durante os arroubos do amor romântico (mútuo) inicial. A segunda é uma área associada ao vício e à ânsia por drogas.

Para Aron, as descobertas sugerem "que, para ajudar pessoas a lidarem com esses tipos de situações, podemos querer olhar para coisas que foram úteis para tirar pessoas de vícios específicos".
Significa também que um lábio franzido, uma caixa de lenços de papel e uma caneca de cerveja não vão vencer uma mágoa amorosa aguda, da maneira como nós e os diretores de comédias românticas gostariamos.

Mas o estudo mostrou também que os sujeitos que foram rejeitados há mais tempo exibiram uma quantidade menor de atividade na parte do cérebro que afeta a ligação entre pessoas.
Portanto, nossa avó estava certa. "Isso é consistente com a noção de que o tempo cura as feridas", diz Aron.

Tradução da Celso M. Paciornic

9 Opiniões:

Carla disse...

Eu já tinha lido um texto parecido, porém sempre é interessante. Realmente p todos que ja tiveram a experiencia de se apaixonar, conseguiram se ver dentro desse texto.
Muito bom.
parabens pela postagem

abraços

http://precisomeexpressar.blogspot.com/

Jhony disse...

Muito bom o blog =]
Estou seguindo, segue o meu tbm ^^ http://catchupnope.blogspot.com/, abraço, sucesso!

Diário de Shakespeare disse...

de fato é uma droga , viciosa ...
E tambem pode levar a um funeral em nosso emocional ...
é o que descrevo no meu ultimo post, onde descrevi a morte do meu coração esperando nascer um outro ...
Juro que nao li seu post antes do meu = )
bjos

Marilis Dutra disse...

Não existe remédio que o tempo...
lendo seu post me vi ah alguns anos atrás... pensava que iria morrer de amor... mas só o tempo nos mostra que tudo pode melhorar que um outro amor existirá...

bjss flor
parabéns pelo post.
Tenha uma ótima semana
,,
*

Insanium Delirium disse...

interessante esse estudo!!Uma vez vi no globo repórter uma matéria que "estuda" o amor, o que faz alguém se apaixonar, mostrando o lado científico da coisa, bem legal.
se quiser, acesse meu blog http://artegrotesca.blogspot.com

danilo disse...

Muito bom o blog, adorei mesmo! Você já viu uma entrevista minha, deve ter gostado. Fiz outra novamente, da uma passada por lá
http://danilofutebol.blogspot.com/
bjos

Rodrigo Cavaleiro disse...

É.. o tempo cura tudo... infelizmente o tempo de cada um é individual, e eu estou lá pelo com meu fantasma a uns 10 anos. Vem e vai... permanece, e fica lá pelos 50% dos pensamentos no meu dia.

Daí eu fiz o blog, que antes era dedicado a ela... e descobri que melhor mesmo, era dedicar a mim...

O fantasma? Ainda não tá completamente morto, mas já está descendo os palmos abaixo do chão.

Beijooo mais maior de grande possível no pé.

Obs.: Quase compre a revista 7 dias com você, mas não consegui, o biscoito recheado de chocolate me cativou mais... o biscoito, claro, foi apelativo, jogou com a dúvida de alguma matéria sua estar ou não ali.

• Murillo Japa disse...

Opa Tudo bem ?
Dando uma visita (espero retribuicao rs) :D
Muito bom seu Texto .

Abraço .

Mauricio disse...

Matéria interessante, aproveitei e li mais um pouco do seu blog, gostei e vou seguir.
Abraço