sábado, 28 de maio de 2011

Redes Sociais viram os currículos de Profissionais

Por Joyce Barreto Chicon
publicado no Jornal Universitário Expressão
Jovens usam o Facebook para buscar
novas oportunidades
O número de usuários das redes sociais aumentou significadamente de 2008 ao início de 2011. Orkut, Facebook, Twitter, Linkedin e outros sites de relacionamentos são febre entre os internautas e todos os dias ganham novos membros. Mas o que era apenas distração virou coisa séria. Atualmente, as redes sociais são também ferramentas de contratação de funcionários para as empresas de grande, médio e pequeno porte.

As redes funcionam como verdadeiros currículos virtuais. A advogada especialista em Direito digital, Gisele Truzzi, afirma que a busca por profissionais através dos meios digitais. É cada vez mais frequente: “é comum que as empresas que recebem o currículo de um candidato faça pesquisas sobre ele na internet”.

Além de montar um perfil profissional, é possível adquirir um bom networking (rede de contatos), conquistar e fidelizar clientes. Mas não basta incluir dados pessoais e adicionar várias pessoas. O perfil deve conter as informações necessárias e sucintas, é importante que o candidato analise as exigências e políticas da empresa em que tem interesse. Tudo deve ser de acordo com a área profissional que ele pretende atuar. A advogada explica tudo o que o usuário deve saber na hora de ingressar nos meios de comunicação online.

Análise de Perfis

Cada site tem sua peculiaridade, mas o objetivo é praticamente o mesmo: conectar pessoas, proporcionar interatividade, publicação de conteúdos e divulgação de informações. “São nestes pontos que os profissionais devem ficar atentos. O perfil pode dizer muito mais sobre ele do que seu próprio currículo. Pois, se ele não tiver cautela na publicação de fotos e mensagens, podem se autodesqualificar em uma análise”, alerta Gisele.

A gerente de uma rede de óticas, Alexsandra da Silva, conta que, quando seleciona os currículos enviados por e-mail, consulta blogs que muitas vezes os candidatos incluem em suas informações, e busca seus perfis na internet através dos nomes e e-mails deixados. “O candidato se torna mais atraente quando as informações do documento enviado são proporcionais ao que ele divulga em sua rede”.

São levados em consideração os interesses do profissional e como funciona sua rotina, é muito comum as pessoas enviarem um currículo perfeito, mas, possuir um perfil nada atrativo. “Já aconteceu de eu receber bons documentos, mas quando fui mais afundo na pesquisa, achei o perfil com um vocabulário empobrecido e ofensas a outros membros. Não é a postura que desejo em um profissional para trabalhar comigo e com a minha equipe”, conta Alexsandra.

Segundo a advogada, na hora da busca de informações do candidato, vale tudo. Além dos sites de relacionamentos, os fóruns de discussões na web, videologs, fotoblogs também são alvos da procura. Os contratadores buscam veracidade e cautela dos candidatos.

O perfil ideal

Tanto o candidato a uma vaga quanto o profissional já inserido no mercado devem ter bom senso ao participarem de redes sociais, para não prejudicarem sua imagem no meio corporativo, consequentemente para preservarem também a reputação da empresa para a qual trabalha. “Se a pessoa usa as redes por uma questão pessoal então deve optar pelas configurações de privacidade que cada rede oferece. É necessário evitar a exposição excessiva”, aconselha Gisele.

Para que a empresa entre em contato com os candidatos, é interessante que existam informações como e-mails para contato, Skype para quem utiliza, interesses culturais, projetos e portfólios do que já executou em seus trabalhos anteriores. Obter uma boa escrita está dentro dos pré-requisitos dos profissionais de recrutamento.

Entrevistada: Gisele Truzzi - www.truzzi.com.br

Esta matéria saiu no Jornal Universitário Expressão, na editoria Científica. Saiu também na revista 7dias com você na edição 416.