sábado, 30 de julho de 2011

O prazer é todo seu

Tipos de orgasmo: Esqueça os tempos de fingimento, entregue-se e saiba tudo sobre ter um verdadeiro orgasmo
Joyce Barreto
Por muitas vezes o assunto orgasmo já foi o pioneiro entre as preocupações femininas, tudo porque grande parte das mulheres sente dificuldade de atingi-lo. E acredite ou não, ainda são muitas as que nunca provaram a deliciosa sensação de chegar aos ‘finalmentes’, ou nem sabem responder se chegaram lá ou não, quando existem dúvidas, esquece, é porque infelizmente nunca teve um. Quando atingem o ápice do sexo, geralmente é pela estimulação do clitóris, mas nem imagina que existe diferença entre ter um orgasmo clitoriano e um vaginal. A sexóloga Carla Cecarelo, explica tudo com detalhes.
Orgasmo Clitoriano
Este chega até mais rápido, a mulher consegue atingir o prazer e gozar com o estimulo direto do clitóris. Não necessariamente ela precisa da penetração para atingi-lo, pode optar pela masturbação utilizando os dedos, brinquedos eróticos, durante as preliminares e com o sexo oral.
Para a sexóloga, é muito mais fácil atingir o orgasmo estimulando o clitóris por fora, pois o contato é direto e deixa a vagina sensível mais rápido.
Melhor posição: Quando a mulher está por cima durante a penetração, conforme ela se mexe o clitóris entra em contato com a pele do parceiro, provoca a sensação de prazer e ela consegue atingi-lo com o pênis dentro dela.
Orgasmo Vaginal
Não é um processo tão rápido e fácil para atingir o mais alto grau de excitação, mas quando ele ocorre, deixa qualquer mulher fora do controle. Este acontece através da penetração, existem diversos pontos na vagina que o pênis ao tocá-los contribui para que o orgasmo ocorra. Mas o que acontece de tão excepcional para atingir o prazer desta forma? Decorre por cauda da contração dos músculos pélvicos vaginais, durante a penetração é normal que eles inchem e deixe o pênis em maior contato com estes pontos.
O orgasmo vaginal proporciona a mulher uma sensação mais intensa e duradoura do que o clitoriano, é responsável por reações de relaxamento do corpo, isto acontece devido uma maior liberação de endorfina no sangue. Involuntariamente a mulher percebe seu corpo estremecer e chega a ficar arrepiada, é natural que após a sensação ela se sinta sem forças por alguns instantes.  

Dificuldade para chegar lá
São muitos os fatores que podem estar relacionado com a dificuldade das mulheres atingirem um orgasmo. Durante a relação sexual, ela deve estar entregue não só fisicamente, mas psicologicamente também. Se em algum momento ela sentir-se insegura, é improvável que consiga atingi-lo. Outra hipótese é pela falta de conhecimento de seu próprio corpo, portanto tocar-se e excitar-se sozinha é muito válido para obter controle de si mesmo.
Não relacione o tamanho ou a grossura do pênis com estas dificuldades, pois não existe influencia.

Prepare-se para ter um orgasmo
Mulheres que se masturbam tendem a conhecer melhor o seu corpo, e quando chegam lá por si mesmas, costumam saber bem o que quer na hora do vamos ver. Mas além da masturbação, uma dica é exercitar a musculatura da pélvis, praticando exercícios de contração dos músculos da vagina.
Estes exercícios ajudam para que a mulher consiga acompanhar os movimentos dos músculos com os do quadril. Opte por brinquedinhos como as famosas bolinhas tailandesas para praticar a excitação.

Chega de fingir
Uma vez que você realmente entrar em delírio com um orgasmo e gozar, será difícil enganar seu namorado em uma próxima transa. Isto porque se tem um parceiro fixo, ele vai notar as diferenças.

Quando você tem um orgasmo de verdade:
O seu corpo fica quente;
Sua boca fica seca;
O ritmo da sua respiração e seus batimentos cardíacos ficam acelerados;
A sua musculatura fica tensa e contraída;
O clitóris e os lábios vaginais internos ficam inchados e sensíveis.
Quando você finge nada disso acontece. “As sensações de orgasmo são intensas, fortes, dura alguns segundos e é bem diferente de outras que o sexo também pode causar”, afirma Carla.

(Saiu na revista 7dias)

quinta-feira, 14 de julho de 2011

São Paulo, Horrores e Prazeres

A cidade que nunca dorme

Por Joyce Barreto

São Paulo, a grande metrópole e também conhecida como a terra da garoa, É também a terra da inversão térmica, as quatro estações do ano em um só dia. O inverno de muito frio ou com um sol ardente, o verão com um calor insuportável ou que trás temporais e ventanias derrubando árvores e desabrigam milhões de pessoas.


Grandes opostos, grandes ironias, têm fartura e tem miséria, numa esquina a requinte e o luxo, na outra o mendigo com seu cobertor mal cheiroso e a fome. Em uma calçada o executivo com uma maleta de couro e sua amiga ao lado com cabelos sedosos e suéter de pele, do outro lado a criança sozinha e abandonada com roupas rasgadas, pés descalços, cabelos sujos, mãos estendidas esperando algum trocado.

Um estado de misturas tem paulista, cariocas, gaúchos, nordestinos e até gringos. Pessoas únicas com estilos, manias e costumes completamente diferentes umas das outras. Pessoas de todas as cores, sotaques distintos, uns loiros, outros morenos, ruivos e grisalhos, os apaixonados e os descrentes, os pais, os professores, os estudantes, os travestis, os confeiteiros, os palhaços, as celebridades, os ricos, os pobres e os ninguém, todos transitando pelas mesmas calçadas.

A cidade do stress, dos quilômetros e quilômetros de transito, do emprego e do desemprego, da falta de transporte público, do vandalismo, da greve, dos protestos, da revolta, do PCC e da Cracolândia.

São Paulo, a cidade iluminada que possui paisagens fantásticas, artes nos muros, nas estações de metrô, quadros e nomes dos ilustres poetas e artistas que viveram aqui, as noites são convidativas e românticas, nas praças os namorados e amantes beijando e abraçando-se, pelas ruas grupos de amigos esbanjando alegrias e sorrisos, pessoas se encontram e brindam seus amores, os amigos, a família, o nascimento, mais um aniversário, o envelhecimento, as novas conquistas e os prazeres da vida.

Enquanto a maioria na cidade adormece, nos faróis fazendo malabares, limpando vidros dos carros, vendendo balas e trolhas, algumas famílias passam a noite trabalhando por um tostão e encarando muitos “Nãos”.

São muitas tristezas e injustiças, são tantas as decepções, lágrimas que percorrem muitos rostos. Na calada da noite, quando venta e a temperatura cai, pessoas estremecem debaixo das pontes, debaixo de toldos e nas sarjetas. Quando não lançam mão de uma garrafa de bebida alcoólica e drogas que os fazem esquecer o frio.

Este é a mesma SÃO PAULO, bom de viver. Cidade maravilhosa que adoro, são os pequenos detalhes que a torna especial, tem suas satisfações. Aquela padaria orgânica na Paulista, aquele shopping ponto de encontro de muitos amigos em pinheiros, a mercearia do seu Mário e dona Marina na esquina daquele bairro, aquele bar que toca mpb e jazz do centro, a balada de Moema, as famosas avenidas e ruas de comércio que passam mais de seis milhões de pessoas por dia, as rodovias que ficam interditadas a todo momento, os lugares que possuem nomes indígenas, como: o parque do Ibirapuera e o Anhangabaú e os museus e arquiteturas gigantescas pelo centro da cidade.

São Paulo é uma caixinha de surpresas, muitas boas e ruins, muitas dores e muitas delícias, horrores e prazeres. Essa é São Paulo o coração do Brasil.

E pela AVENIDA PAULISTA:












(Fotos de um trabalho de fotojornalismo, por Joyce Barreto; Fernanda Kanasiro, Marina Cezário e Carolina Carvalho)

sábado, 9 de julho de 2011

Vigie a sua autoestima

“Para o alto e avante”, é o lema adotado pela publicitária Gisela Rao, que da dicas inusitadas para você dar um UP na sua autoestima 
(Por Joyce Barreto)
A publicitária Gisela criou o blog “Vigilantes da autoestima”, com a ideia de levantar o astral das pessoas, principalmente da maioria das mulheres que são mais emotivas e ficam deprimidas facilmente. Todos os dias passamos por diversas situações sejam positivas ou negativas, podem até marcar as nossas vidas para sempre e serem causadoras da baixa-autoestima. E quando isto acontece é preciso muita força de vontade para recuperá-la, que só é possível quando nos conhecemos de verdade.

Segundo a blogueira a autoestima é dividida em quatro partes: Visual, amorosa, profissional e familiar. Ela explica em sua página porque isto acontece e da dicas de como superar. “É importante que as pessoas passem a olhar para si mesmas e parem de dar valor ao que os outros pensam a seu respeito, o blog está lá para fazê-las refletir sobre isso”, explica a blogueira.

Visual
Vem do autojulgamento. A maioria das mulheres fixa uma imagem negativa sobre si mesmas, e sofre por estar acima do peso, ter um cargo inferior na empresa e, principalmente, não gostar do que vê refletindo no espelho. “Boa parte desta angustia é imposta pela mídia, que constrói um perfil de mulher perfeita (e irreal). Mas quem disse que elas são felizes? É muito mais comum nessas pessoas o sentimento de vazio”, afirma Gisela. Quando a situação é essa, aumenta a preocupação com a opinião alheia e a possibilidade de se sensibilizar com críticas destrutivas se acentuam. “É preciso entender que não tem como agradar todo mundo”. Neste caso, livre-se dos pensamentos negativos e pare de alimentar a autocrítica. Busque o que lhe dá prazer, cuide de você e providencie mudanças que resgatem sua autoestima.

Amorosa

 Na maioria das vezes os relacionamentos quando abalados geram dúvidas e quando as coisas não vão bem, as pessoas mais inseguras começam a se culpar e se fazerem de vitimas. E se o relacionamento termina sentem-se mal, e se aprofundam na tristeza. “Quando estão sozinhas, não conseguem entender as razões, passam a achar defeitos em si mesmos. Com isto geram um bloqueio e não conseguem se relacionar com as outras pessoas justamente por não acreditar que são capazes de satisfazer alguém”, explica.
O ciúme também é um contribuinte da baixo-autoestima, reparar nas outras pessoas e começar a se enxergar inferior, causa medo da perda e insegurança. “Além de uma relação tóxica, você se prende a pessoa porque inconscientemente prefere alimentar o seu ego a ficar sozinha. Vira uma competição, de uma tentar ser melhor do que a outra, são estes fatores que despertam a vontade de tornar-se objeto de desejo. É prejudicial porque a pessoa vive se autoanalisando”, garante Gisela.       

A receita para não se depreciar é não colocar ninguém a cima de você, não permita que façam com você qualquer coisa que lhe deprima. Você é melhor, ame-se mais, sempre acima de qualquer suspeita.                  

Profissional

É mais comum acontecer quando a pessoa está em uma posição que não gostaria e se deprime quando não consegue apresentar bons resultados. “Deixe a lamentação de lado. Pare de se ver como vítima. Procure entender os reais motivos que geraram os problemas e mostre seu potencial para conseguir o que deseja. É preciso s empenhar e correr atrás do que deseja”, aconselha.

Familiar

A queda da autoestima na questão familiar ocorre por vários fatores. O mais comum é a rejeição de pais na infância, o que pode impactar na falta de amor-próprio em todas as esferas: aparência física, ida amorosa e carreira profissional. Quando a criança é desprezada, pode carregar isso para a vida toda, se não procurar ajuda para lidar com essa situação.

Mude o quadro
Gisela explica que é comum as pessoas formar listas de infelicidades, só conseguimos enxergar o lado ruim das coisas, até porque é o que nos incomoda. “As pessoas precisam aprender a listar as suas felicidades, as consequências boas de tudo aquilo que realiza. “Mova-se, você tem que se sentir ativa, saiba assumir suas falhas para conseguir corrigi-las, liste suas qualidades”, recomenda.

Quer melhorar a aparência, nada de optar por atividades que você não gosta, só porque promete resultados. Busque algo que lhe proporcione prazer, comece a sair mais com seus amigos, permita-se e preencha os seus tempos livres.

(Por Joyce Barreto - Saiu na revista 7dias, edição 414)