quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Hiperidrose: o mal do suor excessivo

Umidade fora do normal nas mãos e em outras partes específicas do corpo gera incomodo e pode ser um problema que precisa ser diagnosticado


Por Joyce Barreto Chicon




No calor ou no inverno, não importa a temperatura e o clima, as mãos, pés e axilas começam a ficar úmidos, de repente o incomodo fica ainda maior, não importa o que você faça o suor fica incontrolável.  Esse excesso de suor, também conhecido por hiperidrose, é um transtorno que acomete muitas pessoas. Torna-se desagradável e até constrangedor, um simples aperto de mão vira um incomodo, os locais afetados ficam quentes e úmidos. Nas axilas, o suor marca as roupas, e exige maior cuidados com odores. Os pés ficam escorregadios dentro dos calçados, é desconfortável usar meias, pois elas encharcam e pode ocasionar outros problemas por causa da umidade, como micoses e frieiras.

A dermatologista Alessandra Magalhães, explica porque a hiperidrose acontece, como identificá-la e os possíveis tratamentos.

O que é?





O suor tem relação direta com o controle da temperatura do organismo. A sudorese é o que produz a quantidade natural de líquido pelo corpo. Essas glândulas são responsáveis por manter a temperatura corporal estável. Quando sofrem estímulos, liberam mais líquido. A hiperidrose aparece quando há excesso de produção deste líquido natural.

Pode ser primária, que ocorre apenas por esse excesso líquido. Ou secundária que é decorrente por outras doenças genéticas e que desenvolvem com o tempo.

Sintomas




Segundo a dermatologista, as axilas, mãos, rosto, virilha, couro cabeludo e pés são as regiões que possuem maior número de glândulas sudoríparas, portanto são as mais afetadas pelo problema. “Se perceber que estas partes do corpo ficam mais úmidas mesmo em dias não tão quentes, procure um dermatologista para diagnosticar o problema, pois essas glândulas ficam na derme”, aconselha.

Diagnóstico

Primeiro, o médico fará uma avaliação clínica no paciente, se a hiperidrose pode ter sido provocada por uma possível doença como diabetes, hipertiroidismo, obesidade ou alterações hormonais. “O médico precisa levar em conta também se o paciente é estressado, ou muito ansioso, pois esses são fatores que alteram o processo hormonal”, explica Alessandra.

Tratamentos

Pode ser clínico ou cirúrgico. Para um tratamento clínico, são adotados alguns procedimentos mais simples como loções antissépticas e antiperspirantes à base de alumínio. “Existem também tratamentos com a toxina botulínica, mas é paliativa, é o botox, que é aplicado na região de maior perda de líquido, este procedimento controla a hiperidrose”, explica a dermatologista.

Para casos mais graves, é recomendado a cirurgia para a retirada das glândulas sudoríparas, mas apenas para perda de líquido intensa.

Mulheres em foco





O problema está mais ligado nas mulheres do que nos homens. Isso porque elas sofrem com o ciclo hormonal e com a menopausa. Durante este período, quem possui a hiperidrose, pode apresentar um agravamento do problema.

Já nos homens o problema acarreta principalmente pela ansiedade e nervosismo. Pode ocorrer por causa dos hormônios, mas é mais raro.

Alerta na academia





Geralmente as pessoas que possuem a hiperidrose tendem a suar de forma exagerada enquanto praticam atividades físicas, sabendo disso é importante tomar determinados cuidados para a saúde e também higiene.

Antes de colocar as meias e tênis, utilize desodorante pédico que elimina odores e mantém os pés secos. Utilize meias de algodão.

Hidrate sempre o corpo, use desodorante corporal e roupas leves que absorvam o suor.  Opte pelos produtos hipoalergênicos.

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