segunda-feira, 16 de julho de 2012

Conquiste bons lucros

Tem fechado o mês sempre no vermelho? Então dê um adeus às dívidas e saia do aperto usando as horas vagas para fazer dinheiro


Para você conseguir pagar todas as contas, fazer a despesa da casa e ainda ver um dinheiro sobrando na sua conta no final do mês é um sonho? Mas é possível engordar seu orçamento com algumas atividades extras e dar adeus ao pesadelo da falta de grana. E melhor: sem comprometer seu trabalho com, carteira assinada. Aproveite o tempo livre para colocar suas habilidades em prática e ganhar um bom dinheiro com isso. Culinária, decoração, artesanato, ou qualquer atividade que você tenha um bom conhecimento, veja o que mais tem a ver com você e sua disponibilidade para executar o serviço, arregace as mangas e mãos à obra.


Decore e fature
Gaste: R$ 80,00 (festa para 50 pessoas)
Cobre: R$ 200,00

Use e abuse de sua criatividade. Invista num curso e deixe que os clientes venham até você. Caso a falta de tempo ou grana atrapalhe, nas bancas há muito material para aprender e treinar em casa. Comece com festas simples até pegar o jeito e partir para um negócio maior, como um casamento. Puxe, empurre, afaste o sofá, tire o quadro do lugar, invista em novas cortinas para dar contraste com o branco da parede e pronto. Transforme os ambientes, levando dicas que vão valorizar a casa de seus clientes. Com um toque e muito zelo, deixe os cômodos mais bonitos e aconchegantes e fature!



Dotes Culinários

Dotes culinários
Salgadinho (cento)
Gaste: R$ 13,00
Venda por: R$ 30,00

Bolo de festa (quilo)
Gaste: R$ 15,00
Venda por: R$ 35,00

Se você é daquelas que adora treinar seus dotes culinários e sabe preparar delícias que todo mundo adora, use todo seu conhecimento para ganhar dinheiro. Faça docinhos e salgados para festas, com um cronograma que defina os valores por encomendas. Se a produção der certo (e vai dar, com certeza), arrisque em outras guloseimas: bolos, tortas, lanchinhos... Mas como todo trabalho, é preciso divulgação, para isso, não tem mais promissor que o famoso boca a boca. Se tiver acesso à internet, divulgue seu trabalho através de blogs e sites. Coloque uma placa no seu portão com seus contatos e conte com a colaboração de amigos comerciantes para fazer seu marketing.

Sucesso com revenda

Custo é zero
Lucro: de 20% a 30% sobre sua venda

Antes de abraçar a ideia de iniciar revendas por catálogos, pesquise e tenha em mente que nem sempre o lucro será alto. Converse com revendedoras veteranas para ter uma base dos lucros. Para iniciar, trace um diferencial para acelerar suas vendas. Aos poucos adquira os produtos que percebe que tem muita procura por um preço melhor. Monte kits para facilitar a entrega dos pedidos. Em datas comemorativas, se tiver pronta entrega, garantirá os presentes de última hora aos seus clientes e lucro certo no seu bolso.




Artesanato
Gaste R$ 15,00
Venda por: R$ 30,00

Há diversas modalidades: bijuterias, decoupagem, reciclagem... Pinte e borde essa ideia e se dê bem. Para se tornar uma artesã de sucesso, invista em cursos. Tem muita aula gratuita. Visite feiras para enriquecer sua produção. O macramê, por exemplo, para decorar chinelos é uma alternativa perfeita para incrementar suas vendas. Veja nossa dica!

MATERIAL
1 par de chinelos
Agulha
2 travessões
Tesoura
Cola instantânea
10m de cordão encerado
Fio de náilon 0,30mm
22 entremeios de metal
56 contas de 6mm
Alicate de ponta fina.












FAÇA E VENDA

1- Corte 2,5m de cordão encerado e passe-o por baixo do fim da tira do chinelo. Junte as pontas para encontrar o meio.

2- Dê um nó e pingue uma gota de cola instantânea para o cordão não sair do lugar.

3- Insira em uma das pontas do fio 5 contas e 4 entremeios intercalados. Como o fio é comprido, enrole uma parte para facilitar o trabalho.

4- Passe a outra ponta por baixo da tira, saindo por cima do fio de contas. Em seguida, passe o fio de contas por dentro da laçada. Repita esse passo mais 3 vezes. 

5- Ao passar o fio das contas por dentro da laçada, posicione 3 pedras por cima da tira. Para fixar estas pedras, faça um ponto completo.

6- No próximo ponto acomode as três pedras na tira do chinelo. Faça mais 1 ponto para segurar e continue com mais 3 pedras. Na sequência faça mais 3 pontos, sem as miçangas.

7- Passe as 2 pontas pelo travessão com o alicate. Puxe a linha para acomodar a peça na tira do chinelo e dê 2 pontos de macramé para fixar.

8- Insira 9 contas pretas pelo fio e dê o primeiro ponto, acomodando 3 bolinhas na tira. Dê um ponto para segurar. Continue até prender as 9 contas, intercalando com o ponto.

9- Colocada todas as contas, faça mais 3 pontos até chegar no vértice da tira. Use mais 2m5 na outra tira e repita as sequências. No lugar do travessão faça 11 pontos de macramé. 

10- Nos fios de cima, coloque 3 entremeios. Em seguida, acomode os entremeios no vértice do chinelo. Prenda-o com o ponto torcido. Para arrematar, faça o meio ponto com cada lado do cordão. Passe a cola pelo verso dos pontos e corte os excessos com a tesoura.

Fonte
Mãos à Arte Chinelos, Pedrarias e Macramê (edição 47)
Editora Escala: www.escala.com.br
Execução: Angela de Luca e Miriam Pavani



O avesso da Pátria na 10ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty – FLIP

Na 10ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP, uma das palavras que vi foi "O avesso da pátria" com Dany Laferrière e Zoé Valdez. Dedico este post com uma matéria publicada no Estadão no dia 06/07/2012. Sobre Dany Laferrière falando sobre sua aversão ao  nacionalismo. Espero que gostem

Dany Laferrière na 10ª edição da FLIP
Foto por Joyce Barreto Chicon

Dany Laferrière fala sobre sua aversão ao nacionalismo e lança livro na Flip

O haitiano participa da mesa 'O Avesso da Pátria' em Paraty e lança o livro 'Como Fazer Amor com Um Negro Sem se Cansar'

Com 27 anos de atraso, o livro Como Fazer Amor com Um Negro Sem se Cansar, do haitiano Dany Laferrière, chega ao Brasil no momento em que seu autor participa da 10.ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Laferrière concedeu entrevista ao Sabático lembrando que, ao escrever o livro, não tinha só em mente autores ligados à geração beat, sejam eles os protagonistas ou coadjuvantes do movimento literário liderado por Jack Kerouac, cujo mais famoso título, On The Road, foi filmado pelo cineasta brasileiro Walter Salles. A retomada dos ideais da beat generation mais de meio século após sua eclosão pode ser entendida como uma resposta à padronização cultural ditada pela nova ordem do mundo globalizado, que trocou a liberdade pela segurança. Laferrière é o oposto dessa cultura: ainda jovem, lutou contra a ditadura de Jean-Claude Duvalier, mais conhecido como Baby Doc. O pai já vivia no exílio e o filho não teve escolha além de seguir seus passos, em 1976, quando um amigo jornalista, Gaston Raymond, foi assassinado pelos Tontons Macoute, grupo paramilitar mantido pelo regime de Duvalier.

Morando em Montreal, Laferrière veio a Flip para conversar, neste sábado, 7, às 17h15, com a escritora cubana Zoe Valdés justamente sobre o que significa ser nacionalista (palavra que odeia) num mundo que se pretende sem fronteiras. Na terça-feira, dia 10, já encerrada a Flip, ele discute um tema ainda mais interessante, A Literatura e a Reinvenção do Eu, às 20 h, no Teatro Eva Herz (Livraria Cultura da Avenida Paulista).

Reinventar o eu é com ele mesmo. Após deixar o Haiti, Laferrière trabalhou como faxineiro de aeroporto e em uma fábrica de tapetes, onde vivia cortando as mãos e os braços, até que os colegas o ajudaram a arrumar um lugar melhor e seguro para que pudesse escrever seu primeiro romance. Foi assim que surgiu Como Fazer Amor com Um Negro Sem se Cansar. Transformado por Jacques Benoit no polêmico filme (homônimo) que provocou certo barulho em seu lançamento americano, o livro, apesar de ter como principal personagem um aspirante a escritor, não é autobiográfico. No entanto, muitas das opiniões sobre relações inter-raciais do protagonista são divididas pelo autor. No livro, o escritor fictício divide com seu amigo preguiçoso um minúsculo apartamento em Montreal. Velho é como o chama seu amigo Buba, que passa os dias dormindo, lendo o Corão ou ouvindo jazz. O objeto mais precioso de sua propriedade é uma máquina de escrever Remington, que ele comprou de segunda mão e julga ter pertencido a um ícone da literatura negra (teria sido Chester Himes?).

O livro é repleto de citações a autores que Laferrière ama: além de Himes, Baldwin, Henry Miller, Bukowski. A lista dos favoritos é imensa e inclui Mishima, Joyce Carol Oates, William Styron e, claro, Salinger. Qual máquina de escrever usada ele compraria? Provavelmente aquela que pertenceu a Bukowski. "Ele e Borges são meus autores preferidos."

Jornalista no Haiti, Leferrière escrevia para um suplemento cultural quando teve de deixar seu país, na Olimpíada de 1976. Fixando-se inicialmente nos EUA, onde nasceu a primeira das suas três filhas, ele tentou sobreviver lá por 12 anos como escritor, mas acabou voltando ao Canadá em 2002.

Apesar de ter escrito seu primeiro livro sobre as aventuras sexuais de um negro com loiras de apelidos engraçados, Laferrière garante que jamais se sentiu parte de uma minoria. Nem gosta que alguém o chame de escritor haitiano. "Sou escritor e sou haitiano, mas isso não significa que tenha de defender uma causa." No Canadá, diz, a cor da pele não importa muito, embora seu narrador discorde dele. No começo dos anos 1980, época da ação de Como Fazer Amor..., o narrador diz que a "grande era negra" já passou. Ao negro, conclui, só resta se reinventar, "ejacular petróleo". Se você quer um resumo da guerra nuclear, continua o protagonista, "ponha um negro e uma branca na mesma cama". O ódio no ato sexual "é mais eficaz do que o amor".



Laferrière lutou contra a ditadura de Jean-Claude Duvalier em seu país e é oposto aos "beats"
Por Estadão de São Paulo

É certo que, por aquela época, Laferrière já havia lido James Baldwin, o que pode ser atestado por algumas das ideias expressas no romance inaugural do haitiano, que traz ecos de Da Próxima Vez, o Fogo, manifesto de afirmação racial escrito em 1963 pelo autor de Giovanni (livro gay de amores inter-raciais). "Baldwin é preciso, assertivo, mas também lírico", diz Laferrière, definindo o americano como um produto de sua época e "um tanto obcecado por essa questão de raça". Hoje, conclui, "o mundo não é tão regulado por conflitos raciais". Não que eles inexistam. "Só que essa não é a preocupação central do século 21".

Já o recrudescimento de movimentos nacionalistas preocupa Laferrière. "A vida não é uma questão de nacionalismo, mas de respeito ao próximo." Foi isso que motivou o escritor a produzir L’Odeur du Café, registro autobiográfico proustiano em que a madeleine de Laferrière é o café preparado pela avó do escritor. Esse récit d’enfance traz lembranças descontínuas e incertas que são ao mesmo tempo reveladoras da formação de um sentimento nacionalista posteriormente abjurado pelo haitiano, que diz ter nascido como escritor em Montreal. Isso não significa que ele defenda a francofonia ou a cultura canadenses. "Sou contra fronteiras e a francofonia representa mais uma, entre muitas."

Como autor migrante, Laferrière escreveu outro relato autobiográfico pouco convencional, Pays Sans Chapeau, romance em que ele cruza o rio Styx, ou seja, o rio dos mortos, para narrar como é a vida do outro lado. É uma parábola sobre a travessia que empreendeu até chegar aos EUA. Reafirma também a total ausência de nostalgia do mundo que conheceu no Haiti, exceto pelas boas lembranças da infância, como a imagem de sua avó na varanda da casa ensolarada e o cheiro do café. Quanto ao misticismo haitiano, ele não deixou marcas profundas em Laferrière. "Minha mitologia é a liberdade, e a literatura, nesse sentido, foi generosa por me oferecer uma oportunidade de viver uma outra vida além da real."

Borges, segundo Laferrière, é outro exemplo de alguém que se reinventou por meio da literatura, assim como Bukowski. "Ambos têm um estilo conciso e um gosto particular pelas metáforas." A análise do procedimento retórico do argentino em comparação com a sua literatura e a de Bukowski pode parecer chocante, mas o haitiano insiste que, como Borges, também tomou vidas emprestadas para contar sua história. "Tenho uma tia que vive me dizendo que eu não escrevo as coisas tais quais elas acontecem, mas é assim que as vejo e é isso o que importa, afinal, em literatura."

O que interessa, diz ele, é o poder subversivo da retórica. "Ao escrever Como Fazer Amor..., pensei muito em Montaigne, em como poderia mudar a proposição ‘eu te amo’ por ‘eu te desejo’, pois você pode detestar alguém, mas desejá-lo com igual intensidade." Laferrière pensava e em loiras que sentiam atração por homens negros. "Invertendo a lógica do racismo, mudando a equação da força percebi que era possível escrever uma sátira sobre as diferenças sociais e o abismo entre as classes sem fazer um discurso político." Seu lado ensaístico, adianta, só virá no livro que escreve (Notas para Um Jovem Escritor), conselhos que, aos 59 anos, resolveu dar aos aspirantes a literatos.

O Livro

Como fazer amor com um negro sem se cansar

(Tradução de Heloisa Moreira e Constança Vigneron, Editora 34, 152 páginas, 35 reais) Escrito pelo haitiano Dany Laferrière em 1985, mas inédito no Brasil, causou controvérsia na época de seu lançamento e quando foi transformado em filme dirigido por Jacques W. Benoit. Primeiro, por causa do título, mas também pela história, que fala sobre dois jovens outsiders vivendo em Montreal, no Canadá, nos anos 70. Ambos negros africanos exilados, um aspirante a escritor que vive várias aventuras amorosas, e outro que só pensa em dormir, ouvir jazz e recitar o Corão, eles viverão várias aventuras no verão de uma época de experimentações mil. O livro combina humor, erotismo, poesia e violência para dar voz a esse diálogo intenso, que tem como trama central as diferenças entre as culturas de origem dos personagens.

Fonte: RevistaVeja


terça-feira, 10 de julho de 2012

10ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty – FLIP

10ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon

Um quarteirão de gigantescas tendas brancas, bonecos de papel Machê espalhados por uma praça abordando os temas “Alice no país das maravilhas”, “o sítio do pica-pau amarelo”, chapéuzinho vermelho e “os três porquinhos”, uma tenda em forma de circo com as cores vermelho e branco vira uma biblioteca infantil, atores se transformam em personagens como Jack Sparrow e o ilustre autor homenageado desta edição o poeta Carlos Drumond de Andrade.

O dia todo artistas de rua dançam, recitam poemas, tocam instrumentos, e atuam para alegrar os turistas que transitam por ali. Não é novidade que Paraty é uma cidade enriquecida de cenários rústicos e encantadores. O ano inteiro oferece diversos festivais, e pessoas apaixonadas por cultura não abrem mão de uma visita a cidade. Em época de FLIP, Paraty ganha um “Q” a mais, com uma decoração digna de admiração, atrai crianças e adultos, que não resistem à literatura.


0ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon

Mais um ano eu tive o prazer de conferir o evento, e claro, voltei de lá satisfeita. O grande homenageado dessa edição foi Carlos Drummond de Andrade, fantástico. Mas como fiquei apenas no final de semana, assisti apenas duas palestras, mas que foram extremamente enriquecedoras, “O avesso da Pátria” com Dany Laferrière e Zoé Valdez. E “Drummond – o poeta presente” com Armando Freitas Filho (em vídeo), Eucanaã Ferraz e Carlito Azevedo.

Nesse post, mostro a vocês algumas fotos de como estava a flip esse ano.
Confira no Leitura sabor Café, um post especial sobre Dany Laferrière que fala sobre sua aversão ao nacionalismo.

Se houver interesse em conferir mais detalhes do que aconteceu nessa edição da Festa Literária, acessem o site oficial. http://www.flip.org.br/


Tenda do Telão - FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon


Flip 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon



A revista Piauí esteve mais uma vez na FLIP
Foto por Joyce Barreto Chicon

Caminho da Biblioteca da FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon


Biblioteca da FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon


A equipe da FLIP, preparou um livro com os 10 anos de FLIP
Foto por Joyce Barreto Chicon


FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon


FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon


Loja da FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon


Crianças brincam com os bonecos móvel na FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon


Tenda biblioteca infantil - FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon


Alice no país das maravilhas
Foto por Joyce Barreto Chicon


Alice no país das maravilhas
Foto por Joyce Barreto Chicon


Bonecos representam as brincadeiras de ruas na FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon


Boneco Barnabé do Sitio do Pica Pau amarelo
Foto por Joyce Barreto Chicon


FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon


FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon


FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon


FLIP 2012
Foto por Joyce Barreto Chicon


Tenda do telão
Foto por Joyce Barreto Chicon


Flip 2012
Foto por Patrícia Emy


Palestra "Drummond - o poeta presente"
Foto por Patrícia Emy


FLIP
Foto por Patrícia Emy


terça-feira, 3 de julho de 2012

Tem grana extra no seu armário


Você já parou para pensar que todas aquelas suas roupas, sapatos, bolsas, cintos e demais acessórios que você tem guardados há tempos dentro do seu guarda-roupa podem lhe render um dinheirinho e te ajudar a acabar com suas dívidas?

Por Joyce Barreto Chicon


Muitas pessoas almejam abrir seu próprio negócio, mas para muitas parece uma realidade distante, ou até impossível. Saiba que sua renda extra pode estar mais perto do que você pensa. Sabe aquelas peças que estão enterradas há um bom tempo no seu guarda-roupa, coisas que você comprou e nunca usou, tem aquelas que você utilizou apenas uma vez e nem se lembra mais. Está na hora de fazer uma faxina no seu armário e transformar tudo em dinheiro.

A ideia dos bazares em casa ou os brechós pela internet tem se tornado uma verdadeira febre e tirado muita gente do sufoco. Isso porque as peças que você não vê mais graça pode ser exatamente o que outras pessoas procuram.

A sua intenção é lucrar, então faça as coisas corretamente, preste atenção em cada detalhe, comece com uma faxina, reúna tudo o que não lhe serve mais, peças que você não usa. E cuidado com o apego material, essa é a hora que você deve deixar de lado a mania de acumular coisas por qualquer motivo, estava lá sem uso, não é agora que você vai encontrar utilidade, a menos que seja, LUCRAR.


Hora da faxina




Já se foi o tempo em que pessoas tinham preconceitos com os brechós, eles são ótimas alternativas para você comprar algo útil e por um preço menor. Mire-se nesse seleto público e transforme as suas peças novas e inutilizadas em produtos rentáveis, sem dó nem piedade.

Uma dica é que você utilize caixas de papelão, ou sacos plásticos para separar as peças por tamanhos e estilos, roupas que amassam com facilidade, você pode separar em cabides.

Não tenha dó de se desfazer das coisas, vale tudo: roupas, calçados, livros, móveis, acessórios... Peças como camisa branca, jeans, vestidos e saias de tecidos leves, couro e sapatos são os mais procurados e fáceis de vender.


Como iniciar?


Tem um espaço sobrando na sua casa? Pense bem, garagem grande, um quintal com bastante espaço, um cômodo isolado, ou qualquer espaço que você possa limpar e de maneira organizada montar o seu brechó. Para que tenha sucesso, é necessário que o ambiente escolhido tenha uma boa aparência, seja aconchegante, arejado e acima de tudo limpo.

Dica: Para ter um bom retorno, talvez você tenha que investir um pouco. Compre papel de parede, prateleiras, monte um provador, se necessário tapetes e banquetas ou pequenas poltronas para acomodar seus clientes. Quer conquistar com um atendimento diferenciado? Deixe cafezinho pronto em um local estratégico, copinhos e água para que eles possam se servir.

Não tem espaço em casa? Existem algumas alternativas para te ajudar, a internet, muitas pessoas desenvolvem blogs e sites e vendem tudo online, algumas usam até suas redes sociais, e fica por sua conta sair divulgando por aí. Mas se ainda sua ideia é algo físico, então vamos lá. Consulte a igreja de seu bairro e veja se eles fornecem espaço para um bazar, algumas fazem isso, mas existe uma divisão para fins beneficente.

Divulgue




Nenhum negócio decola, se você não tem uma boa lábia e não ter ideias para divulgar. Comece contando sua novidade para parentes, amigos e vizinhos. Que tal agendar um dia e reuni-los para um chá da tarde, ou algum evento de sua preferência, é nesse encontro que você vai começar a promover o seu brechó.


Brechó virtual



Para começar, procure um site gratuito como blogs que são fáceis de organizar. Pense em um nome atrativo e de fácil memorização. Tire foto e transfira para sua página. É importante que elas estejam em ótima resolução, com valor, descrições e formas de pagamento para evitar dúvidas nos clientes. Para fidelizar seu público, realize promoções e esteja sempre muito bem atualizada. Sempre!




Como ter o melhor preço

Cautela na hora de definir os preços dos produtos. Não cobre o mesmo valor que pagou, mesmo que não tenha usado uma unica vez. Lembre-se que roupa é igual carro: saiu da loja, perde o valor. A ideia é atrair compradores. Para não ter despesa com lavanderias é importante que as peças estejam em ótimas condições. Avalie pequenos defeitos, conservação, detalhes, tecidos, época e marca. É fundamental ter espírito empreendedor, mostre seus produtos, destaque os detalhes, fale deles como peças unicas, combine peças retro com atuais e mostre seu diferencial. 


Mire nos exemplos
www.ararareformada.blogspot.com 
www.lolitabrecho.blogspot.com 
www.dasmarka.com