quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Entrevista com profissional de moda - Modelo

Uma breve entrevista com a modelo curitibana Paula de Almeida Demori, modelo internacional e segue com planos em cursar graduação de Rádio e TV. Mas não vai parar de fazer trabalhos como modelo. A modelo conta um pouco sobre o que é atuar como modelo e fala sobre o mercado de trabalho na área.

Paula me concedeu uma breve entrevista em Fevereiro de 2012. (Aqui no blog postei a entrevista completa sem alterações). [Matéria publicada no site do EnModa Escola de Empreendedores]

Paula de Almeida Demori


Joyce Barreto: Defina o que é ser modelo para você.
Paula Demori: É ser uma atriz que interpreta e muda. Eu gosto de pensar assim, porque para todas as fotos que fiz, eu interpretei personagens diferentes, e é isso que dá vida ao meu trabalho. Infelizmente muitos agem e tratam a modelo como um cabide.


J.B: Como é a sua rotina?
P.D: Eu posso dizer que o cotidiano de um modelo não há rotinas. É efêmero como a moda, um dia ela está em casa, dia seguinte ela está no Japão. Funciona assim: A agência tem o trabalho de agendar com clientes apontamentos e testes para a modelo, quando ela não está fotografando ou desfilando, ela está fazendo testes para possíveis trabalhos no futuro.


J.B: Cite pontos positivos e negativos da sua profissão.
P.D: Bom, como em qualquer carreira existe esse equilíbrio. Para mim, os pontos positivos sempre foram às viagens, que me ensinaram muito, conhecer pessoas e culturas diferentes são sempre ótimas experiências. A modelo também aprende outras línguas e vivenciar coisas inesperadas. A parte ruim é a ditadura da magreza  e da beleza na maioria dos mercados. E não posso negar que outro ponto negativo é a futilidade que nos cerca. Essa é a minha opinião estritamente pessoal. Muitas adoram o que eu não suporto, não é?


J.B: Sim, e sabemos que é um mundo fantasioso. Como é na verdade, o mercado de trabalho para este profissional. Os iniciantes encontram dificuldades?

P.D: É muito difícil, e as pessoas nem imaginam o quanto. O “new face”, assim denominado o modelo iniciante, sofre bastante no início para se adaptar ao mundo fashion. Até porque normalmente as meninas começam muito cedo, com cerca de 14 anos, por exemplo. E já tem que lidar com a ditadura da beleza e lidar com clientes te avaliando e te excluindo. Até dar certo, o iniciante recebe muitos "nãos", o que torna mais difícil, porque a maioria não consegue lidar com a pressão da rejeição e acabam desistindo.



J.B: Para ser um bom profissional, quais as características fundamentais para seguir esta carreira?
P.D: Costumo dividir em duas partes: Primeiro o fator estético padrão, que consistem em exigir que toda modelo deve ter mais de 1,70 de altura, ser magra e ter uma pele bem cuidada, ou no mínimo, fácil de cuidar. Mas esse ainda não é o fator mais importante. Porque para dar certo na profissão, é fundamental que o profissional goste muito do que faz, tem que ter punho forte, porque são muitos os desafios, personalidade forte é um pré-requisito. 


J.B: Quais as exigências que o mercado tem com este profissional?

P.D: O meu ponto de vista é bem crítico nesse ponto, a aparência sabemos que é o principal. Por isso se torna uma profissão dos sonhos. A moda trabalha com ícones da beleza ou as imagens da perfeição, ou pelo menos, tentam mostrar isso para seu público. São as mulheres lindas, com as medidas perfeitas padrão. Sabe, aquela coisa que todo mundo já ouviu e deseja: 90 cm de quadril, 60 cm de cintura, mas é necessário entender que existem limites. Uma modelo mesmo quando muito nova, ganha uma postura de adulta, quando menos esperar pode morar em outro país, são outros costumes e sozinha. Acredito que pecam no sentido de preparar a modelo para a realidade do mercado, nem tudo é um conto de fadas como muitos imaginam, é preciso amadurecer muito profissionalmente.


J.B: Isso aconteceu com você?
P.D: Sim, viajei com 14 anos de idade para Hong kong, e sofri um pouco com as mudanças. Demora para se adaptar, mas depois é fácil e da para tirar de letra.


J.B: E como é seguir a carreira no exterior?
P.D: Eu tenho experiência, sempre modelei fora do Brasil. Por muitas vezes na Ásia. Foram momentos marcantes na minha vida. Alguns muito bons e outro muito ruins. Na minha opinião, a modelo de verdade só conhece a experiência de modelar mesmo, quando trabalha no exterior, porque é mais que sofrer as pressões da carreira, mas aprende a lidar com a saudade e a carência, que com certeza é a parte mais difícil. Em polos da moda como Tokyo, New York, Paris, Milão a modelo não para um minuto por dia. Ela tem 10 testes por dia. Se estiver em um bom momento, ela trabalha diariamente. É ótimo para o crescimento da carreira. E ela volta para o Brasil com o nome lá em cima. Respeitada pelos clientes, que é muito importante.


J.B: Qual o caminho para dar certo na profissão?
P.D: Ser modelo exige disciplina, às vezes a mesma de um atleta. O corpo é prioridade, é necessário dedicar muito tempo e muitos cuidados a ele. Festas com amigos, bebidas, drogas etc. nem pensar. Aliás, isso é o que nos é taxado o tempo todo, em tempo integral, mas nem todos seguem piamente as regras. mas a pessoa que quer mesmo seguir com essa carreira deve ser persistente. Como eu disse, a palavra "não", é muito presente em nossas vidas, e não podemos nos deixar abater por ela, é preciso persistir até receber um sim, depois de centenas de "nãos".


Conheça um pouco do trabalho de Paula:























sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Empadaria da vovó

Foto: Empadaria da Vovó


Os fãs de empadas vão adorar a dica.

A Empadaria da Vovó, com duas lojas localizadas em São Paulo, ficou famosa pelas generosas e bem saborosas empadas. São 27 sabores, sendo 19 salgadas e oito doces. Conta também com a empada de 100g.


Foto: Empadaria da Vovó


Na Empadaria, além das empadas, você pode saborear sopas cobertas com massa de empadas e muito mais.

A dica é ótima para saborear um cafezinho com uma dessas delícias. Vale a pena conhecer!

É possível também pedir delivery.

Lojas:
Av. Dr. Vieira de Carvalho, 154
(Entre a Praça da República e Largo do Arouche)
Telefone: (11) 3337 1938

Alameda Santos, 1200
(Entre a Rua Pamplona e Al. Campinas)
Telefone: (11) 3541 3994


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Dois corações, duas almas



E é assim que deve ser,
dois corações andando juntos na mesma sintonia.
Duas vozes que juntas formam louvores,
E de um louvor, três simples palavras quando unidas na mesma frase,
Acariciam os ouvidos,
E que essas palavras se formem sempre que
Os olhos se cruzarem e os lábios não mais aguentarem,
O coração e a mente pela primeira vez se juntam e empurram um intenso suspiro,
Levando finalmente, “Eu te amo”, aos ouvidos dos dois apaixonados.

E que hajam discordâncias,
Lágrimas,
Tristezas que despertam corações.
Mas que reine a maturidade,
E ensine que a avalanche serviu para renovar.
Que as dúvidas e receios tropecem nas certezas, nas experiências e coerências,
E forme uma explosão de desejos.
Que tire os sentidos e acabe em dois corpos unidos em um único abraço,
Onde mais uma vez os olhos se cruzam
Os lábios se aproximam,
e num simples estalo,
um beijo aconchega os dois corações apaixonados.

...

E como dizia o poeta...

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

(Vinícius de Moraes)

...

E que todas essas palavras unidas se repitam por anos, anos e mais anos.
Sem fim...
Em que o eterno seja até os dois corações em carne se cansarem,
E descansarem para sempre, levando as almas a viajarem de mãos dadas ao desconhecido,
E se amem na presença do eterno Deus.


(Joyce Barreto Chicon)