segunda-feira, 12 de maio de 2014

S.O.S. animal - Primeiros socorros

Saiba como ajudar a salvar a vida de seu bichinho de estimação com orientação e dicas práticas de primeiros socorros

Seu pet se acidentou? Sofreu um derrame? Teve crises de diarreia? Calma! Diante de uma emergência de socorro, a primeira coisa a fazer é evitar o pânico, alerta a veterinária Carla Alice Berl, do Hospital Pet Care. Quando seu pet passa por apuros em casa, diz ela, é necessário saber o que fazer antes de recorrer ao veterinário. Além disso, Carla adverte: não subestime um olhar cabisbaixo e nem tampouco o sono constante de seu bichinho. Ignorar alguns sintomas de que algo não vai bem é uma atitude que pode colocar em risco a vida de seu amigo. Saiba o que fazer antes de buscar ajuda profissional.

Traumáticos
Os principais traumas são brigas, atropelamento e quedas. Diante de alguma dessas situações, não mexa no animal. “Passe um lençol por baixo do animal, peça ajuda de alguém próximo (como um vizinho, se não tiver ninguém em casa), coloque-o sobre um lugar plano e chame o veterinário”, ensina Carla. Depois de sofrer um trauma, ele provavelmente estará sentindo muita dor. Então é normal que fique agressivo e até responda, à sua tentativa de ajuda com uma mordida. “É completamente normal, funciona como uma forma de defesa, por isso não fique irritado”, salienta a veterinária. Tenha sempre perto uma focinheira. Verifique se há sangramentos e tente estancá-lo. “Nunca tente deslocar ou puxar membros que pareçam fraturados. Você pode agravar o problema, alerta Carla.

Gastrointestinais
Os bichinhos são curiosos e é natural que comam o que não devem, inclusive, alimentos recheados de veneno para ratos. Por isso todo cuidado é pouco. Não deixe ao alcance dos animais. Os cachorros são as maiores vítimas, pois estão sempre farejando em busca de alimentos. Vômitos e diarréias estão entre os primeiros sintomas de que algo não caiu bem no estômago do pet. Fique atento a presença de sangue, convulsões e tremedeira, outros sintomas de envenenamento. “Nunca force o vômito, leve-o imediatamente ao veterinário”, diz Carla. Se apresentar vômitos frequentes, fique de olho na cor. A cor escura é sintoma de gastrite forte. Já o amarelado não é tão alarmante, mas pode indicar problemas no fígado ou rim. Acontece quando come algo a que não está acostumado. O que faz o organismo rejeitar. Mesmo assim, fique em estado de alerta. Se isso sempre ocorre é preciso investigar as causas.


Cardíacas
Um animal cardíaco apresenta intensa falta de ar, fica ofegante e, em casos mais graves, com a língua arroxeada e desmaios constantes. Não medique seu bichinho. “O único que poderá investigar as causas e tratá-lo é o veterinário”, diz Carla. Em gatos, os problemas são mais comuns. Fique atenta se o bichano apresentar cansaço, falta de apetite e ficar constantemente fatigado. Alguns cães possuem problemas de traqueia flácida. Ficam desesperados, andando de um lado para o outro e puxando o ar como se estivesse engasgado. Acalme-o. Diante da situação, massageie levemente de cima para baixo o pescoço do cão, como se o estivesse acariciando. Sopre bem devagar às narinas dele. “Isso ajuda a dilatar a traqueia, facilitando a respiração do animal”, ensina a veterinária.

Neurológicas
Normalmente, o sinal vem de convulsões, não tente pegar o animal, isso é muito perigoso. Retire qualquer objeto de perto, preste atenção no tempo de duração da crise. Se ocorrer por cerca de um minuto, aguarde a crise passar e leve-o ao veterinário. “Convulsões prolongadas podem causar edema cerebral com sequelas irreversíveis”, frisa Carla. Animais também sofrem Acidente Vascular Cerebral, o famoso AVC. Se perceber que seu bichinho apresenta algum problema de coordenação motora, procure ajuda para investigar a causa.

Machucou? Curativo nele
Raspe os pelos em volta do ferimento e lave bem a região com sabão neutro. Aplique um antisséptico com algodão e evite o contato com sua pele. Para isso, use luvas descartáveis. Após o procedimento, não coloque gaze ou abafe o ferimento. Essa atitude prejudica a cicatrização. Para evitar que o animal lamba o machucado, deixe-o com o cone protetor até a total cicatrização.

Tenha sempre a mão (BOX)
 Glicerina líquida
 Antisséptico
 Mertiolate
 Algodão
Luvas descartáveis
 Cone protetor

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