sábado, 3 de janeiro de 2015

Mulheres: Infecção urinária no verão

Com medidas simples e higiênicas, é possível passar a temporada livre da ardência e das dores na hora de fazer um simples xixi


Além de férias, praia, descanso e diversão, o calor também é sinônimo de perigo contra nossa intimidade. Nesta época, o suor genital é inevitável. Com ele, ficamos mais suscetíveis às infecções no trato urinário, a famosa ITU. Os principais órgãos afetados são rins, bexiga, próstata e uretra, normalmente contaminados por bactérias, fungos e microorganismos com a exposição da intimidade em banheiros sujos, piscinas e praias. Responsável por mais de 90% dos casos de infecção urinária, a bactéria Escherichia Colia é mais comum. Quem prende a urina por muito tempo, mesmo sem pensar, também favorece sua proliferação no organismo. “Usar calça jeans apertada, absorventes diários e roupas que abafam as partes íntimas ajudam a causar infecções, principalmente no calor”, adverte a ginecologista Rosa Maria Neme, acrescentando que, se tem o hábito de usar absorventes internos ou diários, é preciso realizar a troca a cada três horas, no máximo. “Se entrar no mar ou na piscina, não fique com a roupa de banho molhada por muito tempo. Prefira sabonete íntimo, durma sem calcinha e, durante, o dia use calcinha com forro de algodão”, recomenda.


Atitudes vitais
Ninguém está livre de sofrer uma infecção urinária, mas as mulheres são as maiores vítimas. Portanto, prevenir ainda é o melhor remédio. E fique atenta aos sintomas. Diante de dores ao urinar, sangramento durante e logo após a micção, é infecção na certa. Se a dor logo embaixo do ventre vir associada à febre alta, procure um médico imediatamente. “Para evitar a infecção, é bom beber bastante líquido, não prender a urina, manter a higiene íntima adequada e visitar o ginecologista regularmente”, aconselha Rosa Maria. Se sentir fortes dores, procure logo um médico para checar se há infecção. Só ele poderá diagnosticar o tipo de bactéria e prescrever o melhor remédio para aliviar os sintomas. O tratamento é feito, normalmente, à base de antibióticos específicos.

Duração do tratamento
Cada caso é um caso. Dependendo do tipo de infecção e do antibiótico receitado, o tratamento, interrupto, poderá durar de 3 a 15 dias. O cuidado maior deve ser com as gestantes, que terão de ser tratadas com um antibiótico específico, pois na maioria dos casos, as bactérias infeccionam os rins. A grávida deverá fazer o tratamento corretamente para evitar maiores problemas, podendo até ficar internada e submetida à cirurgia.

Contágio pelo sexo
O homem com infecção urinária é uma fonte de risco para a mulher também, Segundo Rosa Maria, a infecção não tem um diagnóstico visível, o que dificulta, numa primeira relação sexual, saber se o parceiro sofre ou não o problema. Mas o homem também sente sensibilidades na hora de urinar e no canal da bexiga. “Portanto, se ele tiver infecção, o risco de transmiti-la para a mulher é grande”, alerta a ginecologista. Então, atenção! Só pratique o ato sexual com camisinha e exija higiene também do parceiro para evitar problemas futuros com sua intimidade.

Medidas preventivas
A prevenção ainda é a atitude mais eficaz contra esse mal. No calor, durante o banho, lave bem as partes íntimas com o sabonete de preferência líquido e indicado para essa região, pois o sabonete em pedra usado também no corpo todo, potencializa a proliferação de bactérias. Lave bem também o fundo das calcinhas debaixo do chuveiro, aproveitando a água morna. Coloque para secar em um ambiente arejado, depois passe o ferro na temperatura certa para matar os germes.

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