terça-feira, 22 de setembro de 2009

Versos Íntimos


Versos Íntimos
(Augusto dos Anjos)
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!


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sábado, 12 de setembro de 2009

ESQUECIMENTO



Eu sinto a dor do esquecimento
Sinto saudades da inocência
Penso, imagino e quero apagar tais pensamentos
Ainda não entendo razões de certas fantasias
Que simplesmente aparecem e me fazem sonhar,
Só lembro que ainda existe uma dor,
A dor do esquecimento.

Traída pela própria vontade,
E pelo próprio desejo,
Os sonhos se desfazem como um beijo.

A fé que me dava forças,
Hoje também é esperança,
A dor desconhecida,
Surgiu em meu ventre,
Na minha mente e no que me faz mulher.

Aquelas crenças que fazia parte de mim
Aquela vontade de viver e me permitir
Aquele Deus que sempre acreditei,
Ainda são partes de mim.

Posso sonhar, posso rir, posso amar,
Mas ainda existe aquela dor do esquecimento!

Por Joyce Barreto Chicon
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

INSPIRAÇÃO

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Inspiração vem de coisas que te faz lembrar alguém,
Ou algum momento marcante que arde em dois corações.
Inspiração surge com pensamentos positivos
Ou quando nos perdemos em nossas razões.
Inspiração aparece quando estamos vivendo intensamente
Ou quando amamos alguém perdidamente.

Por Joyce Barreto Chicon


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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Tomara

Ficarei ausente por um tempo do blog, pois farei uma viagem para Fortaleza/ CE, enquanto isso deixo uma música que acordei pensando, sabe aquelas que grudam na cabeça o dia inteiro? Pois é, esse foi minha companheira hoje.

 TOMARA do ilustre Vinícius de Moraes, um de meus favoritos poemas!

"...E A COISA MAIS DIVINA QUE HÁ NO MUNDO, É VIVER CADA SEGUNDO COMO NUNCA MAIS."

terça-feira, 4 de agosto de 2009

REFORMA ORTOGRÁFICA



Acentuação dos ditongos das palavras paroxítonas

Some o acento dos ditongos (quando há duas vogais na mesma sílaba) abertos éi e ói das palavras paroxítonas (as que têm a penúltima sílaba mais forte):

idéia ideia
bóia boia
asteróide asteroide
Coréia Coreia
platéia plateia
assembléia assembleia
heróico heroico
estréia estreia
paranóia paranoia
Européia Europeia
apóio apoio
jibóia jiboia
jóia joia

ATENÇÃO! As palavras oxítonas como herói, papéis, troféu mantêm o acento.

Acento circunflexo em letras dobradas

Desaparece o acento circunflexo das palavras terminadas em êem e ôo (ou ôos):

crêem creem
lêem leem
dêem deem
vêem veem
prevêem preveem
enjôo enjoo
vôos voos

Acento agudo de algumas palavras paroxítonas

Some o acento no i e no u fortes depois de ditongos (junção de duas vogais), em palavras paroxítonas:

baiúca baiuca
bocaiúva bocaiuva
feiúra feiura

ATENÇÃO! Se o i e o u estiverem na última sílaba, o acento continua como em: tuiuiú ou Piauí

Acento diferencial

Some o acento diferencial (aquele utilizado para distinguir timbres vocálicos):

pêlo pelo
pára para
pólo polo
pêra pera
côa coa

ATENÇÃO! Não some o acento diferencial em pôr (verbo) / por (preposição) e pôde (pretérito)/ pode (presente). Fôrma, para diferenciar de forma, pode receber acento circunflexo.

Acento agudo no u forte

Desaparece o acento agudo no u forte nos grupos gue, gui, que, qui, de verbos como averiguar, apaziguar, arguir, redarguir, enxaguar:
averigúe averigue
apazigúe apazigue
ele argúi ele argui
enxagúe você enxague você

ATENÇÃO! As demais regras de acentuação permanecem as mesmas.

ALFABETO -Inclusão de três letras

Passa a ter 26 letras, ao incorporar as letras “k“, “w” e “y“.

GRAFIA DE PORTUGAL - Alterações limitadas a Portugal

Desaparecem o c e o p de palavras em que essas letras não são pronunciadas:

acção ação
acto ato
adopção adoção
óptimo ótimo

Eliminação do hífen em alguns casos

O hífen não será mais utilizado nos seguintes casos:
1. Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente:
extra-escolar extraescolar
aero-espacial aeroespacial
auto-estrada autoestrada
2. Quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes serem duplicadas:
anti-religioso antirreligioso
anti-semita antissemita
contra-regra contrarregra
infra-som infrassom

ATENÇÃO! O hífen será mantido quando o prefixo terminar em r-
Exemplos: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista.

TREMA - Extinção do trema

Desaparece em todas as palavras:
freqüente frequente
lingüiça linguiça
seqüestro sequestro

ATENÇÃO! O trema permanece em nomes como Müller ou Citröen.

Espero que as informações tenham sido úteis!

FONTE: http://www.reformaortografica.com/

domingo, 28 de junho de 2009

domingo, 31 de maio de 2009

Tiros em Columbine


Michael Moore
Na abertura de uma conta em um determinado banco, você tem direito a escolha de uma arma de fogo. “Mas não é perigoso dar uma arma dentro de um banco?” Questiona o cinegrafista Michael Moore.


Michael Moore, que cresceu em Michigan/ EUA (considerado o paraíso dos amantes de armas) quando adolescente ganhou um prêmio da National Rifle Association Marskman, por ser um bom atirador.

Homens vestidos de soldados dizem que ter uma arma é uma missão de responsabilidade. “Quem não tem arma, não é responsável”, afirma um deles.

Nas escolas alunos eram expulsos por portar armas de fogo. Crianças e adolescentes, Carregavam má reputação pela cidade, eram vistos como crianças com problemas, possuíam mal comportamento na escola, e por fim, eram vistos como alunos “perigosos”.

Pessoas dormem com armas (magnum 44) carregadas debaixo de seus travesseiros.

Lockheed Martin é a maior fábrica de armas do mundo, situada na região de Littleton/ Clorado.

Eric Harris, cujo pai era piloto e medalhado na guerra do golfo. 20% das bombas largadas nessa guerra foram por aviões que partiram de Oscoda, cidade onde Eric passou boa parte de sua infância.

Eric Harris e Dylan Klebold
Na manhã do dia 20 de abril de 1999, o instituto Columbine nos Estados Unidos da América, ficou marcado por um massacre praticado por dois estudantes, Eric Harris e Dylan Klebold, que possuíam bombas, metralhadoras Uzis, além de outras armas. Os dois percorreram toda escola e atiraram em alunos e professores, que desesperados corriam para debaixo das mesas da bibiblioteca e cafeteria.

Enquanto escondidos, professoras entravam em contato com a polícia e a mídia pedindo socorro e descrevendo a cena desesperadora que presenciavam. O pai de Eric Harris entrou em contato também e alegou que seu filho podia fazer parte do tiroteio, quando foi questionado, alegou que Eric fazia parte de uma gang, a “máfia dos impermeáveis”.

Mataram 12 alunos e um professor, atingiram também várias pessoas com 900 balas que foram disparadas, as armas utilizadas foram compradas legalmente em lojas da região.

Eric Harris e Dylan Klebold

Harris tinha um diário, que mais tarde foi encontrado pela polícia, ele escrevia coisas que foram consideradas como delírios. No final do massacre Harris e Klebold dispararam sobre eles mesmos.

Este foi um assunto que na época repercutiu e virou polêmica no mundo todo, o ocorrido inspirou o documentário do cineasta Michael Moore, "Tiros em Columbine" produzido em 2002 que ganhou o Oscar de melhor documentário em 2003. E que até hoje é lembrado, sendo usado como comparativo para outros massacres também realizados em outras partes do mundo.

Intratec TEC-DC9 é semi-automática, pesa em torno de 1,5kg, utiliza mução de 9x19 Parabellum
Fonte - do blog "srjamesbond"

Para abordar o massacre, Michael Moore, mostra inúmeros acontecimentos violentos e criminosos. Como crianças e adolescentes conseguem armas de fogo com tanta facilidade?  “Por quê os Estados Unidos é o país mais violento e racista do mundo?".

De quem é a culpa? Especialistas julgaram quem consideram os maiores responsáveis pela imaginação e violência dos jovens. Heavy-metal, os pais, os filmes violentos, South Park, os jogos de vídeo, a televisão, os meios de comunicação, o diabo, os desenhos animados, a sociedade, as drogas e por maioria de votos o roqueiro Marlyn Manson.

Tantas acusações na mídia levou o cantor a se defender e afirmou que artistas como ele, não são os culpados. Mas depois do massacre, as pessoas realmente acreditavam que os assassinos escutavam Marlyn Manson. Michael Moore foi ouvir o cantor tinha para dizer. Manson falou sobre influências do presidente, em momentos que pessoas se esquecem que o presidente largou bombas do outro lado do mar, mas ninguém o julgaria, preferiam julgar Manson, porque ele faz rock, e as pessoas acham uma ameaça porque segundo ele, ele dis o que pensa e o que quer.

Michael Moore pergunta: O que você diria para os alunos de Columbine?
Marlyn Manson responde: Eu não diria nada, simplesmente ouviria o que eles têm para dizer. Acho que foi isso que as pessoas não fizeram.

Michael Moore compara os EUA e o Canadá, países vizinhos com uma diferença muito grande nos números de violência. Enquanto nos Estados Unidos a quantidade de homicídios, vendas de armas e crimes aumentam. Os canadenses não se preocupam em deixar as portas de suas casas abertas durante a noite.


Sinopse

Um documentário que investiga a fascinação dos americanos pelas armas de fogo. Michael Moore, diretor e narrador do filme, questiona a origem dessa cultura bélica e busca respostas visitando pequenas cidades dos Estados Unidos, onde a maior parte dos moradores guarda uma arma em casa. Entre essas cidades está Littleton, no Colorado, onde fica o colégio Columbine. Lá os adolescentes Dylan Klebold e Eric Harris pegaram as armas dos pais e mataram 14 estudantes e um professor no refeitório. Michael Moore também faz uma visita ao ator Charlton Heston, presidente da Associação Americana do Rifle.


DICA: Para quem se interessar em assistir o documentário, no "youtube", é possível encontrar completo. divididos em 8 partes, clique aqui e assista.


segunda-feira, 11 de maio de 2009

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Um sorriso que fez meu dia valer



Um sorriso que fez meu dia valer
Que doçura,
O brilho nos olhos me cobra um sorriso,
Sentada de vestido florido, que jeito curioso o dela,
Seus cabelos negros e crespos, ajeitado num laço vermelho,
Tão miúda, com braços e pernas finas,
Pele nova e pura, de cor negra opaca.
Com os dedos entrelaçados, olhava para tudo o que parecia novidade
Avistou uma mulher de saia rodada guiando um cachorro na rua,
Seguia-os com os olhos, em seguida deu um sorriso travesso
Mexia a cabeça procurando algo interessante que pudesse ver,
Não avistou nada diferente, ajeitou-se no acento, e brincava com as mãos,
Moleca levada agarrou a bolsa da mãe que estava ao lado,
De uma forma rápida e engraçada fuçava nos pertences aliestavam
Puxou uma fita cor-de-rosa e amarrou-a no pulso,
Com movimentos lentos dava um nó na fita,
A Mãe olhava de uma forma impaciente,
Logo saltou do acento e levantou a menina pelo bracinho magro
Que lançou-lhe um olhar de desaprovação,
A mãe encaixou a menina entre as penas e empurrando-a com o corpo,
Lançou-a para frente, esmagando-a na mulher de vermelho em pé a sua frente
A menina que várias vezes reparava que eu a observava-a, olhou para o lado e disse um oi com uma voz fina e tranquila acompanhado de um sorriso tímido, que fez valer minha manhã
A mãe lançou-a rapidamente para fora do ônibus,
E então eu observei-as pela janela, até não poder vê-las mais,
Aquele foi o ato que tomou conta dos pensamentos em parte do meu dia.


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terça-feira, 17 de março de 2009

de Carlos Drummond de Andrade


Carlos Drummond de Andrade


Esta semana voltando do trabalho para casa, peguei o metrô na Sé sentido Barra Funda/ SP, sentei e abri um livro que adoro, "CORPO", de Carlos Drummond de Andrade. Estava entretida na leitura, reparei por um momento que um rapaz sentou-se ao meu lado e ficou observando o livro. Normal, é comum encontrar curiosos que tentam ver a capa do livro que estamos lendo, eu faço parte deste grupo! ;)

Senti um cutucão no meu braço, olhei para o lado, e esse rapaz disse:
- Me desculpa incomodar, mas reparei que está lendo Drummond, eu adoro todos os poemas dele.
- Pois é, são muito bons mesmo, eu adoro! - E voltei para minha leitura.
- Olha, eu sei que nem conheço você, mas eu gostaria de te sugerir uma leitura, pode ser?
- Claro! Respondi.
- Leia "o poema das 7 faces". Duvido que não goste.
- Eu adoro este poema, difícil é conhecer as obras de Drummond e não conhecer "o poema das 7faces"!

E assim se desenvou uma conversa de alguns minutos sobre Drummond. Achei tudo tão inspirador que resolvi dedicar um post a este poema que foi assunto entre mim e o rapaz que não perguntei o nome. E também um poema lindo do livro que eu lia no metrô. "Flor Experiente".



Poema de sete faces
(Carlos Drummond de Andrade)

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! Ser gauche na vida.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas e amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus,
se sabias que eu era fraco.

Mundo mundo vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo mundo vasto mundo,
mais vasto é meu coração.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.


O poema do livro "CORPO"




Flor Experiente

Uma flor matizada
entreabre-se em meus dedos.
Já sou terra estrumada
- é um de meus segredos.

Careceu vida lenta
e mais que lenta, peca,
para a cor que ornamenta
esta epiderme seca.

Assino-me no cálice
de estrias fraternais
O pensamento cale-se
É jardim, nada mais.

(do livro Corpo, de Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Crise na coleta de lixo



Frase pintada na parede de um clube em Osasco
Por Joyce Barreto Chicon

A situação do lixo no país é de chocar, é comum passarmos pelas ruas e encontrarmos muita sujeira espalhada, lixo de todos os tipos pelas calçadas e no meio da rua dificultando o transito de carros e pessoas. Infelizmente faz parte da realidade do nosso país.

E quando aparece na mídia, também ganha destaque pessoas inconformadas dizendo que tudo é um absurdo, logo esses mesmos indivíduos, acham culpados e são eles, o governo e o Estado, sempre estão em nosso julgamento. Mas me pergunto, e nós,  O QUE FAZEMOS PARA MELHORAR A SITUAÇÃO QUE TANTO NOS INCOMODA?

Eu sim fico inconformada quando ando pelas ruas e encontro nas frentes de casas, lixo e entulho jogado, então vejo essas pessoas andando pelas ruas e jogando embalagens de alimentos no chão, ou quando estou dentro do carro e vejo o indivíduo da minha frente atirar pela janela desde uma simples bituca de cigarro, até enormes quantidades de papeis pela janela.

Confesso que atitudes assim me deixam irritada. Claro, como pode uma pessoa não ter noção alguma do quanto aquele ato é prejudicial, me desculpem, mas isso sim é uma enorme ignorância humana.

Latões de lixo recicláveis em Campos do Jordão
Foto por joyce Barreto Chicon


Outra questão é, somos seres racionais (às vezes nem tanto), mas sabemos os problemas que o consumo exacerbado causa para nós mesmos. Muitas das embalagens dos produtos que compramos é extremamente prejudicial ao meio ambiente, e ao invés de dispensá-los, ou mandar para reciclagem, quando não é na rua, esgotos e rios, esse lixo é jogado em restos orgânicos. Viram lixo acumulativo, um dos maiores causadores das enchentes que nos últimos tempos é um fator muito preocupante no país.

Mesmo as vítimas desse caos, quem deveriam ser as principais colaboradoras com o meio ambiente, são aquelas que também não pensam nas consequências de seus atos. Não generalizo, mas afirmo que através de pesquisas os locais que se encontram de maneira mais precária sobre o lixo, são os lugares de baixa renda.

Surge uma sensação de abandono e de pouco caso, e são em situações assim que colocamos o governo como culpado de atos que podem ser evitados pelas pessoas.

O maior problema de todos, é o comodismo da população, mesmo para as coisas que os incomodam. Essa é uma crise que só vem crescendo, e campanhas e discursos de conscientização deixaram de ter valor. E enquanto nós não fizermos a nossa parte, será um problema sem solução.

Por joyce barreto Chicon

Imagens de lixo e entulho em frente barracos e casas

 Entulho abandonado por cerca de três meses em um bairro de Osasco
Foto por Joyce Barreto Chicon

Terreno abandonado com placa "Proibido jogar lixo ou entulho de qualquer natureza" - Prefeitura de Osasco - SP
Foto por Joyce Barreto Chicon

Lixo e entulho espalhados pelo mesmo terreno da foto acima
Foto por Joyce Barreto Chicon

Lixo abandonado pelas calçadas
Foto por Joyce Barreto Chicon

Calçada na cidade de Carapicuíba em frente a barracos na Avenida
Foto por Joyce Barreto Chicon


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No dia 13/02/2009, o jornal O Estado de São Paulo, publicou uma matéria sobre a crise na coleta de lixo em São Paulo. E o Jornalista Washington Novaes, fez um artigo sobre o assunto: “No meio dos lixões importando lixo”.



É um assombro ler no jornal (Estado, 13/2) que há uma crise na coleta seletiva de lixo em São Paulo e que a maioria das cem cooperativas de catadores reduziu em dois terços suas atividades, por causa da queda brutal nos preços dos produtos que vende. Nem é preciso ser muito informado para deduzir que se agravará o problema da coleta geral do lixo na cidade, que produz mais de 12 mil toneladas diárias de resíduos domiciliares e comerciais e está com seus aterros esgotados. E o próprio coordenador da coleta seletiva admite que pelo menos 20% do que já vai para aterros seria reaproveitável. Desperdício que vai aumentar, já que os catadores, no País, respondem pelo encaminhamento às empresas recicladoras de cerca de um terço do papel e papelão, uns 20% do plástico e do vidro, mais de 90% das latas de cervejas e refrigerantes.


Tudo fica ainda mais difícil de assimilar quando se raciocina que, com uma crise de recursos como a que engolfa o planeta, materiais mais baratos (como os reaproveitáveis e recicláveis) deveriam, em princípio, ser valorizados. Da mesma forma, quando se lembra que em grande parte do mundo aterros nem podem mais existir, pela legislação - enquanto nós continuamos a depositar em lixões a céu aberto mais de metade das 230 mil toneladas recolhidas a cada dia (IBGE); e pouco mais de 10% chega a aterros adequados. E ainda não é tudo. Este jornal informou também (2/2) que a construção civil gera na cidade 17 mil toneladas de resíduos por dia e que parte deles vai para 1,4 mil pontos irregulares, fora dos "ecopontos". Só 1% dos resíduos é reaproveitado (90% na Holanda). E provavelmente nada se resolverá tão cedo, já que a licitação para quatro aterros de entulhos (124 mil toneladas/mês) está embargada pelo Tribunal de Contas do Município, uma vez que o preço ali previsto está 34% acima do que é pago hoje.


Não é só São Paulo que sofre. Praticamente todas as grandes capitais brasileiras estão com seus aterros esgotados. Coleta seletiva é exceção rara. E, no entanto, como já se comentou aqui, a maior parte do que vai para aterros poderia ter uma destinação mais adequada. Um estudo universitário mostrou que 91% do lixo aterrado em Indaiatuba (SP) poderia ser reciclado ou reaproveitado. E é assim em toda parte.


Mesmo em áreas em que poderíamos estar tranquilos vivemos às voltas com situações dramáticas. Agora, por exemplo, o Brasil pode sofrer retaliações da União Europeia (Estado, 26/12/2008) por não cumprir o prazo concedido pela Organização Mundial de Comércio (OMC) para unificar a legislação que proíbe a importação de pneus usados. O prazo terminou em novembro, mas o governo brasileiro não conseguiu derrubar na Justiça liminares das recicladoras que lhes permitem a importação de milhões de pneus a cada ano - com o argumento de que o País permite a entrada de pneus do Uruguai e Paraguai, porque um Tribunal Arbitral do Mercosul assim o exige (embora a Argentina não cumpra a "exigência"), segundo o Itamaraty. A Europa tem altos interesses em jogo na questão, porque a cada ano são descartadas ali dezenas de milhões de pneus usados, para os quais não há destinação. O curioso é que temos legislação a respeito: o Conselho Nacional do Meio Ambiente não só não permite a importação como obriga os fabricantes locais de pneus a receber de volta um número maior do que o fabricado. E o Ministério Público Federal é pela proibição de importar.


Mas surpresa mesmo é tomar conhecimento (Ambiente Brasil, 11/2) de que estamos importando lixo tecnológico da Califórnia. Segundo o Departamento de Controle de Substâncias Tóxicas daquele Estado, em 2006 pelo menos 1.190 toneladas de lixo eletrônico foram enviadas para o Brasil (televisores, computadores, celulares e outros itens), contrariando, em princípio, a Convenção de Basileia, que tenta combater o trânsito internacional de resíduos perigosos dos países industrializados para os demais. E aqueles itens enviados têm alto teor de chumbo e mercúrio. O Brasil recebeu naquele ano cerca de 20% do lixo eletrônico exportado pela Califórnia, que tem legislação proibindo o despejo desses itens em aterros. Por isso, exporta-os, integrando-se ao chamado "colonialismo da imundície", promovido por grande parte dos países desenvolvidos, principalmente para a África (a Nigéria é a campeã dos receptores). O Brasil participa da Convenção de Basileia, mas o Ministério do Meio Ambiente informou não ter conhecimento do assunto.


Melhor ficar de olho aberto, já que agora o governo Barack Obama tem como um de seus membros em alto posto Larry Summers, que, em seu tempo de Banco Mundial, chegou a propor como política oficial a exportação exatamente do lixo tecnológico para países do "Terceiro Mundo", invocando como argumento a "justiça social"! Dizia ele que, como a produção de lixo tecnológico é pequena nos países "em desenvolvimento", medida per capita, então seria justo que recebessem o lixo tecnológico que os desenvolvidos geram em abundância. Recebeu uma resposta contundente e arrasadora do então secretário nacional de Meio Ambiente, José Lutzenberger, e não insistiu mais no assunto.


Seja pelo ângulo que for, nosso progresso na área dos resíduos tende a demorar. Inclusive porque continua empacado no Congresso o projeto de Política Nacional de Resíduos Sólidos, mandado pelo Executivo. Embora seja um texto muito fraco e deficiente, poderia pelo menos fazer avançar a discussão, por meio dos parlamentares mais empenhados. Mas estes são poucos e enfrentam os lobbies das grandes empresas de coleta e destinação de resíduos (fortes financiadoras de campanhas eleitorais), além das produtoras de embalagens, que não querem ter a obrigação de recolhê-las e dar-lhes destinação. Se não houver pressão social - e forte - não caminharemos.

Washington Novaes é jornalista
E-mail:
wlrnovaes@uol.com.br


segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O Último Dia de um Condenado

O último dia de um condenado -
 Victor Hugo 
(ed. Estação Liberdade)

Principalmente para os admiradores do autor e poeta Victor Hugo. Quem já leu alguma de suas obras, sabe que são leituras prazerosas, inteligentes e filosóficas. E não tem nada melhor do que ler um livro que te prenda durante a história inteira, daqueles que você não vê a hora de saber o que vai acontecer no final, mas quando está para acabar, não da vontade de parar de ler mais.

E "O último dia de um condenado" é exatamente assim, uma leitura prazerosa que prende o leitor do início ao fim, tipo de história que você viaja para dentro do livro e ve todas as cenas perfeitamente. 

INDICO, é uma leitura fácil, 188 páginas, e a divisão é feita pelos dias do condenado, ou seja, são passagens bem curtas. Caso se proponha a ler, acredito que em uma semana consegue terminar.

Trechos do livro:

Página 31
“Condenado à morte!
Já se vão cinco semanas que convivo com tal pensamento, sempre só com ele, sempre petrificado por sua presença, sempre encurvado sob seu peso!
Outrora, pois me parece que faz anos e não semanas, eu era um homem como outro qualquer. Cada dia, cada hora, cada minuto tinha sua ideia. Meu espírito, jovem e rico, era repleto de fantasias.”

Página 131
“Ora! Vamos, coragem diante da morte, tomemos esta terrível ideia com as duas mãos e consideremo-la de frente. Perguntemos a ela o que ela é, saibamos o que ela quer conosco, esmiucemo-la por todos os lados, perscrutemos o enigma e olhemos antecipadamente para dentro do túmulo.”

Dica: Eu que adoro livros, e normalmente compro vários, sou uma "traça" de sebos. Acho ótimo os títulos que a gente encontra que quase não existem mais, e os valores baixinhos. Apesar de que este eu comprei na FLIP de 2008.
Acho que muitos conhecem e até fazem o mesmo, mas tem o site Estante Virtual que você consegue ter uma base de valores, e se de repente se interessar e quiser comprar, vale a dica! ;)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Calculadora de calorias para Natal

Olá Blogueiros(as),

Imagem de divulgação - G1


É fato que todo mundo adora a ceia de Natal, raras as pessoas que não gostam desta data. E o mais esperado depois dos presentes pelas crianças, é a ceia, por todos!

O problema é que são nas festas de fim de ano que ultrapassamos todos os limites e comemos tudo o que temos direito. Resultado disso é o ganho de uns quilinhos a mais.

Estava navegando pela internet quando encontrei essa matéria no G1: "Calculadora mostra quantas calorias você vai consumir na ceia de Natal"

Acho que é bem superficial, mas não deixa de ser interessante, veja a matéria inteira clicando aqui!

Dá para ter uma base de calorias você vai ganhar nessas festas. O problema é que se for colocar tudo o que tem vontade na calculadora, eu acabo desistindo por desanimo. Calorias elevadas, fazer o que?!


 

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Resenha do filme SURPLUS


Documentário Surplus

O filme Surplus produzido por Erik Gandini faz uma crítica ao consumismo e ao grande problema social e econômico criado pela sociedade capitalista, faz uma comparação a países pobres e países ricos. Por exemplo, mostra o isolamento do rapaz Sueco com a sociedade consumista, um milionário que gasta seu dinheiro de forma leviana. Embora não lhe falte nada material, há um enorme vazio. Em contrapartida mostra uma cubana que adquire um desejo insaciável por todo este consumismo, é nítido como ficou encantada com um BIG MAC e ao mesmo tempo com a diversidade que a mídia  oferece, dizia o quanto achou maravilhoso o fato de poder comer e ao mesmo tempo trocar os canais da televisão. Esses são fatores que passam desapercebidos pela sociedade porque já existe um costume sob essas ações,  no caso da segunda personagem citada há a formação de um conjunto de ideias e crenças, fazendo-a acreditar que a felicidade está no consumismo. Assim como gerado no consumidor em geral.

A televisão e todo meio midiático é também algo persistente no filme a forma com que o capitalismo controla e manipula a sociedade contemporânea, enfatiza a indução para o consumismo, algo que fixe na mente do telespectador “compre mais, gaste mais, compre no McDonald’s, tome Coca-Cola, assista a Gobo, MTV,...”, a mídia é um sistema problemático culturalmente, é um meio que transmite excessos de informações o tempo todo, em Surplus fica claro a ideia da robotização e alienação da sociedade que é afetada diretamente pela mídia.

Uma das cenas interessante e curiosa que vale ressaltar também é a produção de bonecos feitos de silicone, para satisfação e prazer tanto masculino quanto o feminino. Esses bonecos possuem órgãos genitais feitos com materiais bem realísticos. Considerados uma inovação do mercado do sexo. Fica explicito que o próprio humano criador de objetos que podem substituí-lo em qualquer situação.



Surplus nos coloca a pensar sobre o processo de globalização com suas imposições ao mundo atual, ao assistir o filme, nos sentimos desconfortáveis com todas aquelas cenas e mixagens rítmicas com as falas, movimentos e expressões, atendendo o objetivo de que a ideia fixe em nossas mentes.

O filme Surplus une um conjunto de ideias similar ao da escola teórica de Frankfurt, que tem como conceito o ser humano unidimensional, acreditando que a indústria cultural padroniza os produtos para vender, de forma que os consumidores sejam completamente alienados. A indústria produz enormes quantidades de um único produto, logo várias pessoas compram deste mesmo produto. A mesma coisa com a mídia, em apenas trinta segundos numa propaganda que induz o individuo obter o desejo do consumo, várias pessoas tem acesso àquela mesma informação ao mesmo tempo, o que direciona a manipulação da consciência da massa social, e consequentemente atinge a cultura padronizando e moldando-as para fazer parte dos padrões da sociedade consumidora.




Surplus retrata bem esse processo de massificação, na criação dos produtos, na forma usada para induzir o consumidor a gastar de forma exacerbada, apontam produtos dos quais não existem motivos de ser consumido, mas através de propagandas, o consumidor sente a necessidade de ter aquele determinado produto para suprir um desejo que foi criado através da própria mídia. E é exatamente isso que o comunista Karl Marx ressalta, como o ser humano pode ser moldado, e transformado em máquinas.

Esse consumismo cresce cada vez mais, mas porque a sociedade se submete a trabalhar mais e ser manipulada, pois trabalham por mais tempo, às vezes ganham mais, gastam exatamente o que ganham, além de fazerem dívidas em créditos, logo o consumismo aumenta gradativamente. Este é um enorme circulo vicioso: O ser humano sem perceber se coloca apto, trabalha, recebe seu salário, se deixa levar pela mídia, consome o que pode e o que não pode, e se dispõem a trabalhar mais e mais para alimentar este vício chamado consumismo crescente.

Trailler Surplus, no youtube




O filme completo, legendado



sexta-feira, 19 de setembro de 2008

PARABÉNS MÃE!



MOÇA DOS CABELOS NEGROS

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Moça dos cabelos negros
Cada manhã de uma forma
Ora calma, ora enérgica, as vezes se transforma
Mas sempre bela, e venturosa
Tão bonita, batalhadora
Como mantém tal beleza,
Num mundo cheio de tristeza?
Tão forte, sedutora
Moça da pele jovem,
Vivida cheio de experiências,
Experiência de menina, de mulher
Experiência de mãe, minha musa.
Tão bonita, meu amor
Inspira-me, mais que a razão
Doce e sensível como um beija-flor
Preenche de alegria meu coração
Moça de minha prosa,
Digo-lhe a verdade, sobre a mãe majestosa
Que sempre foi e sempre será para mim
Digo a ti, por você meu amor não tem fim!

(Por Joyce Barreto - dedicado a minha mãe - 19/09/2008 -)


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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A LUA





No manto negro da noite
A lua exibe sua beleza no céu
Tão bela ilumina
E trás vida as trevas
Lua divina,
Nunca estás sozinha
Sempre acompanhada
Pelas mais belas estrelas
Lua que presenteia
Os namorados com sua luz e beleza
Luz que acaricia o oceano,
Enriquece os olhos de quem as vê
Mesmo que não haja estrelas,
Românticos a observam e
Contemplando sua beleza
Brincam de decifrar desenhos
Que a enche de graça.
Ah, majestosa lua
Como és bela,
Enobrece a madrugada,
Faz meus pensamentos divagarem
Por espaços desconhecidos, mas tão únicos
Lua inspiradora,
Como é bela!
(Por Joyce Barreto Chicon)
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segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Dos filmes que indico - Quando Nietzsche Chorou



"Quando Nietzsche Chorou" conta a história de um encontro fictício entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche e o médico Josef Breuer, professor de Sigmund Freud. Nietzsche é ainda um filósofo desconhecido, pobre e com tendências suicidas. Breuer passa por uma má fase após ter se envolvido emocionalmente com uma de suas pacientes. Breuer é procurado por uma amiga de Nietzsche, ela está empenhada em curá-lo e pede ao médico que o trate com sua controversa terapia das palavras.

Um filme que me inspirou muito, todas as frases citadas, toda a psicologia do filme... Sem dúvidas um dos melhores filmes que já vi!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Loucura é pensar demais...




Louca?
Talvez, quero viver nas loucuras de meus pensamentos, tenho obsessão pelas palavras e pela imaginação que me permite ir para qualquer lugar. A loucura me oferece a liberdade, e com ela não tenho medos, sou livre deles, sou livre para o que eu quiser, e o que eu quero é viver da liberdade, por mais que minhas idéias pareçam loucas.
Mesmo que ninguém não compreenda, não me importo, pois só eu sei o prazer que é viver dominada por minhas próprias loucuras!



Por Joyce Barreto Chicon
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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Porque eu escrevo?


Joyce Barreto Chicon


A poesia exercita a minha mente
Não nasci com dons plausivos,
Não tenho a voz mais doce para transformar palavras em canções,
Não entendo de lógica, nem desenvolvo ou soluciono problemas com agilidade e facilidade,
Não tenho o dom da dança e nem sei interpretar tão bem uma peça teatral,
Não sei me expressar direito e nem falar bonito em público
Não sei passar uma imagem que eu tenha gostado para o papel,
Não sei administrar as coisas

Nem sei lidar com meus próprios sentimentos.

Tudo o que faço é desenhar com as palavras e a emoção.

Eu vivo em um mundo dominado pelo caos, violento e cheio de injustiças. Mas faço da minha vida uma poesia, minha mente viaja para lugares fantásticos, fantasio meu mundo, imagino o amor, a paixão e a felicidade!

Eu vivo de poesia!


Por Joyce Barreto Chicon

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terça-feira, 15 de abril de 2008

Apaixonada por você...


APAIXONADA POR VOCÊ


Um sentimento diferente surgiu dentro de mim
Passa dias, passa noites, e meus pensamentos sempre focados em você
Às vezes triste, caminho sem rumo, mas ainda com você preso em minha mente.
Parece irreal, lutei tanto para não gostar de ninguém,
Mas por você foi inevitável, seu jeito, seu sorriso que possui carisma supremo,
capaz de cativar o mais insensível coração.
Hoje percebo o quanto você me faz falta,
E estou em uma guerra constante contra mim mesmo,
Lutando por um grande ideal: “Você”
Perdoe-me por diversas vezes ter sido tão egoísta, mas meus medos e receios sempre foram mais fortes do que eu...
Embora esta sempre tenha sido minha realidade, eu vou me desviar e seguir um outro caminho, fazer uma escolha diferente e arriscar sem medo o que nunca acreditei...
Porque você tão único, atencioso, compreensivo, carinhoso e tão incrível, gerou em mim uma harmonia ansiosa chamada
PAIXÃO...
Por Joyce Barreto Chicon

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