Especialista dá dicas para resolver
os conflitos do passado e reatar o relacionamento ou desistir de uma vez por
todas de um amor perdido
Da ficção para a realidade
Assim
como na ficção, na vida real, muitos casais se continuam se amando, mesmo
separados. É o caso de Akemi e Felipe Alves, eles ficaram dois anos
separados, ela em Tóquio, no Japão e ele em São Paulo. “Até
que ela resolveu vir pra o Brasil e nós conversamos e acertamos os ponteiros.
Fato é que eu nunca deixei de amá-la”, declara. Hoje os pombinhos estão felizes juntos, mas têm que enfrentar a
saudade. “Eu estou estudando no interior
e não posso levá-la comigo. Termino o meu curso no ano que vem, enquanto isso
ela me espera no nosso antigo apartamento na capital”, conta o engenheiro
agrônomo. Conviver com a distância só
prova que os dois estão mais maduros e mais apaixonados do que nunca. Mas, nem
todos conseguem resolver os problemas e dar uma segunda chance ao amor. “Há pessoas que se gostam, mas não sentem-se
preparados para se amarrar”, comenta o psicólogo. A assistente de marketing
Alda Santos já passou por essa situação.“Meu ex-namorado me amava, mas era imaturo
demais para namorar. Acabamos terminando por esse motivo”, lembra. Se o
relacionamento de Alda teve realmente um ponto final, isso só o tempo dirá. A
moça ainda não descarta a possibilidade de reconciliação. “O casal pode se repetir, mas o momento é outro. A vida não se repete,
nem as situações amorosas. Pode ser que o que não deu certo no passado seja
resolvido no futuro com o amadurecimento dos dois”, conclui Bez. Exatamente
como na trama de Bosco Brasil. Para
que o romance dê certo desta vez, eles vão ter que pensar nas diferenças um do
outro e tentar se adaptar com manias e costumes. É esperar para ver!
Recaídas em xeque
Segundo
o psicólogo, as recaídas nem sempre são saudáveis. “Pessoas que vivem relembrando o passado e não se desligam de amores
antigos costumam ter problemas psicológicos ligados ao ego. Estas pessoas
normalmente têm medo de sofrer, de ficarem sozinhas e são muito inseguras”, analisa
Bez. Segundo ele esse tipo de relação na maioria dos casos não dá certo. Mas
existe também outro tipo de recaída, aquelas que não são tão freqüentes e que,
segundo o psicólogo, acontecem porque ambos sentem saudade do romance “Se as pessoas se encontram depois de muito
tempo e percebem que ainda existe um sentimento e que na época em que ficaram
juntos não eram maduros o suficiente para manter a relação, acabam tendo as
famosas recaídas e podem até reatar. Mas é importante tomar cuidado para não
confundir os sentimentos”, explica o especialista.
Hora de partir para outra!
Foi
o que aconteceu com Daniela Andrade , o
romance vai e volta acabou quando ela percebeu que já não existia mais amor e
que não havia motivos pra protelar o fim do romance. “Vivi um namoro cheio de idas e vindas. Até que percebi que não valia
mais a pena e parti para outra. Hoje estou muito feliz ao lado de outro homem”,
conta. Chega a um ponto que os dois tem experiências de vida suficientes para
aceitar que o relacionamento desgastou e encarar os fatos. “Faz parte de qualquer relacionamento
fantasiar e planejar o futuro, isto quando já existe uma confiança no outro e
os planos partem dos dois. Mas com um tempo acontecem desentendimentos que
afastam o casal e um já não agüenta mais a convivência com o outro, por mais
que exista um sentimento, ambos não sabem aceitar suas diferenças”, explica
Bez. Neste caso, nem adianta insistir, o relacionamento está fadado ao
fracasso. “Quando o casal resolve tentar
novamente, precisa pensar se vale a pena. Será que você não está se iludindo
por um sentimento que já teve? Existem relacionamentos que não devem ser
retomados, pois as pessoas envolvidas não mudaram e algumas atitudes vão se
repetir e criar problemas novamente, pense se você tem maturidade para conviver
com o que incomodava antes. Se a resposta é sim, então vale tentar mais uma
vez”, sentencia. Mas, se a resposta for não, já está mais do que na hora de
partir para outra, conclui.


























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