A cidade que nunca dorme
Por Joyce Barreto
São Paulo, a grande metrópole e também conhecida como a terra da garoa, É também a terra da inversão térmica, as quatro estações do ano em um só dia. O inverno de muito frio ou com um sol ardente, o verão com um calor insuportável ou que trás temporais e ventanias derrubando árvores e desabrigam milhões de pessoas.Grandes opostos, grandes ironias, têm fartura e tem miséria, numa esquina a requinte e o luxo, na outra o mendigo com seu cobertor mal cheiroso e a fome. Em uma calçada o executivo com uma maleta de couro e sua amiga ao lado com cabelos sedosos e suéter de pele, do outro lado a criança sozinha e abandonada com roupas rasgadas, pés descalços, cabelos sujos, mãos estendidas esperando algum trocado.
Um estado de misturas tem paulista, cariocas, gaúchos, nordestinos e até gringos. Pessoas únicas com estilos, manias e costumes completamente diferentes umas das outras. Pessoas de todas as cores, sotaques distintos, uns loiros, outros morenos, ruivos e grisalhos, os apaixonados e os descrentes, os pais, os professores, os estudantes, os travestis, os confeiteiros, os palhaços, as celebridades, os ricos, os pobres e os ninguém, todos transitando pelas mesmas calçadas.
A cidade do stress, dos quilômetros e quilômetros de transito, do emprego e do desemprego, da falta de transporte público, do vandalismo, da greve, dos protestos, da revolta, do PCC e da Cracolândia.
São Paulo, a cidade iluminada que possui paisagens fantásticas, artes nos muros, nas estações de metrô, quadros e nomes dos ilustres poetas e artistas que viveram aqui, as noites são convidativas e românticas, nas praças os namorados e amantes beijando e abraçando-se, pelas ruas grupos de amigos esbanjando alegrias e sorrisos, pessoas se encontram e brindam seus amores, os amigos, a família, o nascimento, mais um aniversário, o envelhecimento, as novas conquistas e os prazeres da vida.
Enquanto a maioria na cidade adormece, nos faróis fazendo malabares, limpando vidros dos carros, vendendo balas e trolhas, algumas famílias passam a noite trabalhando por um tostão e encarando muitos “Nãos”.
São muitas tristezas e injustiças, são tantas as decepções, lágrimas que percorrem muitos rostos. Na calada da noite, quando venta e a temperatura cai, pessoas estremecem debaixo das pontes, debaixo de toldos e nas sarjetas. Quando não lançam mão de uma garrafa de bebida alcoólica e drogas que os fazem esquecer o frio.
Este é a mesma SÃO PAULO, bom de viver. Cidade maravilhosa que adoro, são os pequenos detalhes que a torna especial, tem suas satisfações. Aquela padaria orgânica na Paulista, aquele shopping ponto de encontro de muitos amigos em pinheiros, a mercearia do seu Mário e dona Marina na esquina daquele bairro, aquele bar que toca mpb e jazz do centro, a balada de Moema, as famosas avenidas e ruas de comércio que passam mais de seis milhões de pessoas por dia, as rodovias que ficam interditadas a todo momento, os lugares que possuem nomes indígenas, como: o parque do Ibirapuera e o Anhangabaú e os museus e arquiteturas gigantescas pelo centro da cidade.
São Paulo é uma caixinha de surpresas, muitas boas e ruins, muitas dores e muitas delícias, horrores e prazeres. Essa é São Paulo o coração do Brasil.
E pela AVENIDA PAULISTA:
(Fotos de um trabalho de fotojornalismo, por Joyce Barreto; Fernanda Kanasiro, Marina Cezário e Carolina Carvalho)



























