sexta-feira, 1 de junho de 2012

Camiseta é fashion

A consultora de imagem Fernanda Doná explica como a sua camiseta básica, pode te deixar estilosa

Por Joyce Barreto Chicon

Ísis Valverde ganhou um ar
de menininha sapeca com a peça básica
Criativas, modernas e muitas vezes são as queridinhas da mulherada, principalmente das mais jovens. Essa peça coringa do seu guarda-roupa é tão versátil que fica linda até em uma super produção. Escolha uma camiseta que combine com seu estilo, e monte um look criativo.

As camisetas são ótimas para qualquer ocasião, proporciona um ar descontraído, mas ao mesmo tempo pode deixar você elegante. "A camiseta é uma peça básica, mas que pode ser usada com tudo, short, saia, calça e leggins. O importante é ficar atenta e não exagerar nas informações, por exemplo, se você usa uma camiseta com estampas coloridas, esqueça calças brilhosas, com muitos bolsos, ou outros detalhes que carregam o look. Opte por algo reto e de preferência sem mistura de cores", explica a consultora de imagem Fernanda Doná.

É possível encontrar nas lojas camisetas personalizadas que dão uma aparência mais romântica, comportada ou até mais chique mesmo.

Camiseta nas cheinhas
São tantas as opções de estilo que fica fácil escolher uma que valorize o corpo. Na hora da compra escolha modelos mais acinturados, com caimentos suaves. As manguinhas devem ficar até o meio do braço, pois disfarçam as gordurinhas dessa região. Se fizer questão de estampas, opte pelas mais discretas. Evite camisetas justas que possam marcar muito o corpo e qualquer peça com drapeado, esse estilo aumenta ainda mais a silhueta.

Magrinhas
Fique atenta para não escorregar no modelo.As camisetas largas devem ser evitadas, assim impede que a roupa modele o corpo. Escolha as baby looks, modelos drapeados, e com caimento leve são boas pedidas para compor seu look.

Ombros de fora
Geralmente possuem um tecido mais leve que as demais, o caimento nos ombros deixa o look mais sensual, mas é preciso saber combinar, e por formar um visual mais descolado, é bom evitá-la em compromissos mais formais. Cintos fininhos modernizam o visual.

Acessórios
Muita calma nessa hora! Lembre-se que o excesso de informações na produção pode transformar o look em um desastre. "Se a camiseta possui estampas e cores quentes, o mais apropriado é usar brincos pequenos e nada pesados, colares ou pulseiras, evite usar tudo junto", aconselha a Fernanda.

Sempre coordene as cores das bijus, por exemplo, se os brincos são prateados, pulseiras e colares também devem ser. Os cintos ganharam força na moda de uns tempos pra cá, mas não é por isso que você vai exagerar e colocar um ultracinto por cima da camiseta, o correto é destacar seu look e apenas dar um toque com os acessórios, o cinto deve ser fino e muito discreto, fivelas largas, nem pensar.

Se você é uma adepta a pulseiras, deve ser discreta também nesse itém, esqueça aquelas que por onde você anda faz barulhos como pequenos sinos.

Acessórios no cabelo também devem ser simples, um brilhinho tudo bem, uma rosa imensa você sai de moderna para brega. Seja sempre discreta e destaque apenas a peça principal do seu look.


Use, abuse e arrase


Skyland, R$74,50 -
SAC (11) 3064-6633 


Flor de Coral, R$ 44,90 -
SAC (11)3596-7181






Camiseta rosto, Shemil

R$ 40,00. (11) 3222 8357

Camiseta com estampa perfume, Shemil
R$ 37,50. (11) 3222 8357



Camiseta circo, Dzarm
R$ 79,00. SAC 0800 473 114

Camiseta zíper, Dzarm
R$ 69,99. SAC 0800 473 114
Posted on sexta-feira, junho 01, 2012 | Categories:

terça-feira, 22 de maio de 2012

Por que é tão difícil ser Monógamo?

Filme: De repente é amor

Monógamo =Aquele que tem uma só esposa ou um só marido
Polígamo = Quem tem mais de um cônjuge ao mesmo tempo

Na 1ª temporada e no 7º episódio do seriado Sex and the city, a grande questão abordada pela personagem Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), é a monogamia. Muitas perguntas e dúvidas foram levantadas durante todo episódio.

“Será que os homens têm aversão inata à monogamia, ou é mais do que isso?”

Ainda com tantas possibilidades em uma grande metrópole, com tantas opções do que fazer e tantas pessoas para conhecer. “Ser Monógamo é pedir muito?”

“É chato ser monógamo?”

Ou simplesmente é mais prazeroso ser polígamo?

“A monogamia está fora de moda?” Ainda que você fique com uma pessoa, o fato de querer ficar apenas com ela, e até namorá-la, é confundir os sentimentos?

Então, talvez seja por isso que hoje existe o termo P.A. (Pau Amigo), é isso mesmo, aquele negócio de ficar, beijar e transar com um amigo, e tudo sem compromisso nenhum. Assim, ninguém carrega o peso de ter que dar satisfação, de repente se surgir a oportunidade de ficar com aquela mulher maravilhosa na balada, ou com aquele cara fenomenal que desfila no corredor da empresa. Sem problemas, afinal é só uma “ficada com o amigo” mesmo. E porque não, vamos curtir a vida, certo?

Mas ainda tenho minhas dúvidas, não sei, muitas vezes vejo as pessoas por aí falando sobre moralidade, respeito, caráter e tudo o mais. Sem contar com aqueles que adoram falar sobre o que é certo e o que é errado.

Mais estranho ainda, é quando vejo a mulherada conversando sobre os homens. Aliás, me surpreende que elas julguem tanto eles quando os mesmos resolvem falar de sexo ou das mulheres gostosas que circular perto deles. Afinal, já houve pesquisas mostrando que as mulheres falam muito mais de sexo do que os homens, e elas já estão até mais cara-de-pau, e cheeeia das atitudes também. Para que esperar eles chegarem nelas com conversinhas fiadas, elas podem muito bem fazer isso e de uma maneira mais surpreendente até, dificilmente alguma leva um fora, e se leva também, eles viram gay para toda a rodinha de amigas dela. Eu posso falar tudo isso, afinal, sou mulher e tenho amigas bem modernas também.

Mas voltando para a monogamia, ou poligamia se preferir. Um fato é: ...Homens e mulheres, se não tem um compromisso sério, um namoro oficial ou algo do tipo, que mal há em ser polígamo?

Responda-me você.

Ser monógamo, é chato?



Acredite se quiser, mas ser fiel ainda é um pré-requisito para àqueles que querem assumir algo sério. Sim, por incrível que pareça ainda existem pessoas que procuram um grande amor, que queira viver uma vida inteira com ele (a), e assumir uma relação de verdade, cheia de costumes do passado, um deles é a fidelidade. E cá entre nós, com tanta modernidade por aí, em relação aos namoricos, algo assm é até admirável.

Quantos de vocês já não ouviu dizer que namorar ou ser casado é perca de tempo, claro, com tantas coisas para ser exploradas por aí, ficar com uma pessoa só é besteira. Já que este é um texto opinativo, posso dizer o que eu penso sem problema algum.

É muito legal poder sair com os amigos para vários lugares, conhecer muitas pessoas diferentes, ficar sem compromisso, e confesso que ser solteira (o), é algo gratificante, todo o tempo é nosso e podemos fazer o que quiser, sem ninguém pegando no nosso pé, não é mesmo?

Mas sinceramente, eu acho prazeroso ter uma pessoa do seu lado que realmente vale a pena, e que só essa pessoa te satisfaz de forma que você se sinta única (o), de maneira que nenhuma daquelas centenas que você saia fazia. E você se sinta também, feliz e que perceba que finalmente é importante para alguém, e não da sua mãe que estou falando.

“Em uma cidade com possibilidades infinitas, às vezes, não existe coisa melhor do que saber que você só tem uma”, Carrie Bradshaw em Sex and The City.



Quanto custa ser monógamo?

Filme: Diário de uma paixão

É, o assunto é sobre fidelidade. Ter uma só pessoa na sua vida e sentir-se feliz por isso. Dá para imaginar?
Vou voltar a ser piegas e brega para alguns. Mas depois que você conhece alguém que te faz sentir completa, você se fecha para outras opções, que na verdade não acrescentaram nada na sua vida e nem significado teve. Sim, porque pela primeira vez você será importante, e essencial para alguém. E olha que mágico, este alguém, será também especial para você. A vai, pára, a sua vida não vai ser monotona, e sem graça por isso, a menos que você seja um porre e não aceite as mudanças. Aí meu querido (a), o problema é com você. Então, porque não se dá uma chance e se permita mais?

Poligamia, já!



É mais fácil, parece mais prazeroso, envolve aventuras, é tentador, não acha? É um caso a mais, e você é só mais um (a) também.

É necessário mesmo viver de tudo, passar por inumeras situações, até porque a vida é mesmo uma escola, e tudo vale como eternas lições, basta você querer aprender.

No nordeste se ve mtos homens com mais de uma mulher e tds cientes, tive um prof. Desembargador aposentado que disse que nao morreria sem ver legalisada a poligamia se ate a uniao estavel de pessoas do mesmo sexo foi legalizada.”
Rodrigo, 30 anos

Você sabia que em alguns países nos quais é algo normal os homem terem mais de uma mulher, essas mesmas lutam contra a poligamia? Creio que não seja algo mesmo muito agradável.


Monógamo ou Poligamo, eis a questão...






“Eu nunca namorei, nunca quis, nem conheci ninguém que eu gostasse tanto para pedir em namoro. A única vez que fiquei muito tempo com alguém, durou 5 meses, e eu ficava também com outras pessoas, mas é normal eu aproveito a minha vida e estou bem assim, quando tiver que encontrar alguém, naõ vai ser planejado.”
Fábio, 27 anos

“Já namorei algumas vezes, mas já fui traído e já traí. Sempre brigavamos, eu acho que se não existe respeito ou se não gostar de verdade. Não da certo a relação. E acho mais difícil as pessoas querer algo sério hoje em dia.”
Bruno, 25 anos

“Já aproveitei muito a minha vida de solteira, namoro há 4 anos e nós pretendemos construir uma vida juntos, eu acho que depois que você encontra alguém que vale mesmo a pena. Deve valorizá-lo, desde que seja reciproco. Me sinto apaixonada todos os dias, estou satisfeita e isso me basta.”
Luciana, 29 anos

“Eu acho um assunto complicado, porque enquanto uns desejam ter alguém para a vida toda que a valorize e vice-versa, o outro pode não ter o mesmo pensamento, isso é algo delicado porque pode ferir os sentimentos das pessoas. Mas eu sou a favor da monogamia, acho importante reconhecer o valor que as pessoas tem.”
Aline Oliveira, 24 anos

“Todo mundo já traiu, ou já foi traído. Ou seja, todos já provamos um pouco da poligamia, é bom no início porque é sempre uma nova aventura. Mas depois é fato que você vai sentir um grande vazio.”
Adilson, 28 anos

“Penso que seja uma questão cultural, Não acho a poligamia algo hediondo, mesmo em nossa cultura, mas deve haver compreensão de ambos os lados, mas prezo e quero para mim uma vida monógama.”
Nilton Morimoto,

“Acredito que esse termo “poligamia”, seja uma desculpa e um nome menos agressivo para uma promiscuidade e orgia. Se o cara diz que quer um relacionamento fixo com várias mulheres, chega a ser bizarro. Eu dou valor ao modo tradicional, a monogamia.”
Victor Teixeira, 24 anos

“Eu desejo um único parceiro para minha vida, que sejamos só nós dois. Mas se acontece de ele não ter interesse e mostrar que só quer curtir a vida, então teremos um problema. Há muitos homens que mostram que não estão nem aí, e saem com várias mulheres ao mesmo tempo. Estão na fase de curtição sempre.”
Regina, 24 anos

“ Eu acho engraçado ouvir de mulheres que os homens são os maiores cafajestes que existem no mundo, sendo que muitas delas são completamente vulgares, fazem de tudo para se exibir para qualquer um que exale um cheiro masculino. Prova disso, você vai em qualquer balada, e temos um grupo de mulheres usando vestidinhos cubinhos, agarrados, quase penetrando no corpo, com pernas de fora, quase sempre são tomara-que-caia, um enorme salto que nem elas conseguem se equilibrar, e andam como patas, cabelos chapados e nem elas conseguem assumir quem realmente são, escravas da chapinha e maquiagem. São ótimas para satisfazer o desejo de qualquer cara afim de transar. Mas andar de mãos dadas com uma pessoa assim é vergonhoso. Eu gosto de mulher que acima de tudo se da valor. São bonitas sem forçar nada. Eu levo a sério a monogamia, e acho hipocrisia quando mulher fala que homem não presta e não vale nada.”
Diego, 28 anos

“Monogamia: impraticavel nos dias de hoje!
Lucas Massari, 23 anos


Filme: Diário de uma paixão



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Feliz emprego novo

Mudar de empresa ou ganhar um aumento? Siga as dicas e obtenha sucesso em sua vida profissional

Por Joyce Barreto Chicon

Tem se sentido estagnada profissionalmente? Não vê a menor perspectiva de aumento ou promoção? Está insustentável sobreviver ao pesado ambiente de trabalho? Então, chegou mesmo a hora de dar uma sacudida e mostrar todo seu potencial ao mercado que, diga-se de passagem, está aquecidíssimo de vagas. Como? É o que ensina o consultor de Recursos Humanos Bráulio Candian Junior, da Sampling.

Currículo perfeito
A primeira dica é atualizar seu currículo de maneira atrativa antes de sair à luta! É essencial que seja objetivo, sucinto e limpo. Resumindo: destaque suas melhores habilidades, sempre partindo da mais atual. Sair entregando currículo de porta em porta é coisa do passado. Segundo Candian Junior, a internet facilita o processo a custo zero e sem estresse. As redes sociais são fortes aliadas. “Cultive bons relacionamentos. Para muitas empresas a indicação é a melhor forma de preencher uma vaga. Sendo assim, comece já a articular seu networking”, recomenda. Trace objetivos, foque as empresas que deseja trabalhar seja persistente. Se conhecer alguém que trabalhe lá melhor ainda. “A melhor opção para começar buscar uma recolocação é estar empregado. Evite sair da empresa sem ter algo garantido”, ensina o especialista.

Cresça e apareça
Todo mundo gosta de ser reconhecido pelo seu trabalho. Melhor ainda quando os elogios vêm acompanhados de grana e promoção. É exatamente pela falta disso que as pessoas se frustram e perdem qualidade e rendimento na empresa. Mas o especialista alerta que não é só reclamar. Para conquistar uma promoção, é necessário fazer por merecer. “É preciso entender a política da empresa. Invista em conhecimento para agregar valor. Tenha espírito de liderança, seja proativa, otimista e esteja em dia com suas responsabilidades. Promoção e reconhecimento são consequências”. Mostre interesse em desempenhar um bom trabalho e exija feedback periódico de seu chefe, trabalhe para melhorar as falhas e esteja madura para receber as críticas construtivas.

Aumento, aumento!
Se o objetivo é permanecer na empresa, mas conquistar um salário melhor tenha foco. Analise os resultados. Se a empresa lucrou, é possível e bem provável que haja recompensa, mas se perceber que não há boas perspectivas arregace as mangas, pois é hora de prospectar planejamento é a chave para ter sucesso.

Você está contratada!
Se isso é tudo o que você quer ouvir, então lembre-se que a comunicação é fundamental. Saiba se expressar com segurança e atitude. Cautela para não interromper o entrevistador e os concorrentes. Se policie nos processos seletivos, vista-se com discrição, não fale alto ou rápido demais, responda tudo o que lhe for questionado e mostre interesse pela vaga. Além disso, claro, seja educada e simpática, mas sempre sendo você mesmo. Siga os conselhos e feliz trabalho novo!







quarta-feira, 25 de abril de 2012

Diário de uma paixão

Por diversas vezes assisti a esse filme, e sempre me emociono muito com a história. Eu que não sou emotiva e nem gosto de filmes de romance, mas essa história me comove, isso porque me lembra muito a história dos meus avós. Aos que são fãs dos filmes do genero romance, acredito que irão gostar muito.
Sinopse
Numa clínica geriátrica, Duke, um dos internos que relativamente está bem, lê para uma interna (com um quadro mais grave) a história de Allie Hamilton (Rachel McAdams) e Noah Calhoun (Ryan Gosling), dois jovens enamorados que em 1940 se conheceram num parque de diversões. Eles foram separados pelos pais dela, que nunca aprovaram o namoro, pois Noah era um trabalhador braçal e oriundo de uma família sem recursos financeiros. Para evitar qualquer aproximação, os pais de Alie a mandam para longe. Por um ano Noah escreveu para Allie todos os dias mas não obteve resposta, pois a mãe (Joan Allen) dela interceptava as cartas de Noah para a filha. Crendo que Allie não estava mais interessada nele, Noah escreveu uma carta de despedida e tentou se conformar. Alie esperava notícias de Noah, mas após 7 anos desistiu de esperar ao conhecer um charmoso oficial, Lon Hammond Jr. (James Marsden), que serviu na 2ª Grande Guerra (assim como Noah) e pertencia a uma família muito rica. Ele pede a mão de Allie, que aceita, mas o destino a faria se reencontrar com Noah. Como seu amor por ele ainda existia e era recíproco, ela precisa escolher entre o noivo e seu primeiro amor.

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Uma cena que eu adoro, é essa:
Falo por mim (Joyce Barreto), que acredito que pequenos detalhes, podem gerar grandes conquistas. Momentos simples tornam-se marcantes e inesquecíveis. 
E o mais importante é que eu nunca acreditei no amor, mas isso mudou, agora acredito com grande intensidade que um sentimento pode mudar uma pessoa e tomar os pensamentos dela.

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Algumas cenas e frases do filme

Frase citada no filme: "Nada está perdido ou pode ser perdido. O corpo, indolente, velho, friorento...
as cinzas deixadas pelas chamas passadas... arderão de novo"
(Walt Whitman)

"Posso ser divertido se quiser. Concentrado. Inteligente. Superticioso. Corajoso. E também um bom dançarino. Posso ser o que você quiser. Diga o que quer, e eu serei pra você."



"Se você é um pássaro, também sou."

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"Eles não se entendiam, raramente concordavam em algo. Brigavam sempre. E se desafiavam todos os dias. Mas, apesar das diferenças, tinham algo importante em comum: eram loucos um pelo outro."
 
"Não sou ninguém importante, apenas um homem comum, com pensamentos comuns. Eu levo uma vida comum. Nenhum monumento dedicado a mim. Meu nome logo será esquecido. Mas em um aspecto, eu obtive sucesso como ninguém jamais teve. Amei alguém de coração e alma. E isso sempre foi o bastante pra mim."
 

"Se, em algum lugar distante no futuro, nós nos vejamos em nossas novas vidas, eu irei sorrir pra você com alegria, e lembrarei de como passamos o verão sob as árvores, aprendendo com o outro e crescendo no amor. E talvez, por um breve momento, você sinta também, e irá sorrir, e saborear as recordações que sempre dividiremos. Eu amo você, Allie."
 
Allie: E se amanhã eu não lembrar mais de nada?
Noam: Eu continuarei aqui, ao seu lado!

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Allie: Você acredita que nosso amor é capaz de fazer milgagres?
Noam: Claro, é ele que traz você de volta pra mim todos os dias.
Allie: Será que nosso amor seria capaz de nos levar juntos?
Noam: Nosso amor é capaz de fazer qualquer coisa.
 
 

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Filhos, eu?

Revista Lola Magazine (Edição 12 – Setembro 2011) Editoria – Comportamento


Filhos, eu?
Uma mulher não pode ser completa e realizada se não perpetuar a espécie, certo? NEM A PAU! Para algumas, conseguir reconhecer que simplesmente não têm vontade de ser mães é que é a verdadeira plenitude

Por LUCIANA ACKERMANN


Ser ou não ser mãe? Não faz muito tempo, essa pergunta dificilmente se colocava para as mulheres, acostumadas com a ideia de que ter filhos era o caminho para que elas fossem completas, realizadas, bem encaminhadas na missão suprema da feminilidade. Mesmo hoje, quando está bem claro que a realização pode ser encontrada trilhando outros caminhos, essa não é uma questão que se faça de maneira tão hamletiana. Na maioria dos casos, não há nem mesmo um timing exato, não existe o momento do clique em que uma mulher decide: “Ah, quer saber, não quero ter crianças”. A decisão, no geral, aparece aos poucos e de forma inconsciente num processo em que atuam todos os complicados vetores do desejo. E, quando ela surge, costuma vir recheada de um monte de explicações, que podem passar, por exemplo, por diferentes medos – de não ser uma boa mãe, de perder a liberdade, de que a criança atrapalhe a vida amorosa e a profissional... E há quem, simplesmente, vai logo admitindo: nunca teve vontade. Sem dramas, sem alardes, sem teatralidade.

Autora do livro “Sem filhos: A mulher singular no plural”, a psicanalista Luci Mansur diz que ainda estamos, culturalmente, sob o efeito da supervalorização da maternidade que explodiu no século 19, quando ela virou sinônimo de plenitude. Mas isso vai mudando. Com a revolução provocada pela pílula anticoncepcional, a procriação começou a sair da esfera obrigatória para entrar no campo da liberdade de escolha. “Desfez-se o mito do instinto materno”, diz ela.

“O desejo de ter filhos não é nem constante nem universal. E, já que existe escolha, existe diversidade de opiniões. Não é mais possível falar de instinto ou de desejo universal”, diz a filósofa francesa Elisabeth Badinter, autora de “O Conflito, A Mulher e a Mãe”. Não que seja fácil – a responsabilidade, em qualquer caso, é grande. “A partir do momento em que você decide, fica a fantasia de que ser bom, e a possibilidade de frustração é muito maior”, afirma a psicóloga Lidia Aratangy.

A seguir, cinco mulheres contam os diferentes caminhos que percorreram até decidir que seriam mais felizes sem filhos. Em todas as histórias de que o que torna uma mulher realizada está ligado às coisas que ela encontra para dar sentido à sua vida. Aí, é o velho cada um, cada um. Simples assim...

DEPOIMENTOS

“NUNCA SENTI AQUELE DESEJO ARREBATADOR”
Mila Moreira, 62 anos, atriz



“Resolvi não ter filhos por várias razões, uma delas é que nunca senti firmeza em minhas relações. No meu primeiro casamento, eu quis, cheguei a pensar que estava grávida, comprei algumas roupinhas, mas era alarme falso – confesso que fiquei na maior alegria quando soube. Eu perdi meu pai muito cedo, comecei a trabalhar bem nova, fui arrimo de família e não me via com um filho. Sou taurina, não sei levar a vida na flauta, qualquer coisinha que meu cachorro tem já fico preocupadíssima, imagine com um filho? Nunca ficaria tranquila.

Também não senti aquele desejo arrebatador de ser mãe, de ter uma continuidade no mundo. É uma decisão difícil, complicada, é preciso dedicar todo o seu tempo àquela criatura, é full time. Vejo na minha escolha algo de egoísmo, nunca me achei disponível dessa forma, mas posso dizer que curti e supri meu lado maternal com meus sobrinhos e enteados. Três delas eu considero como filhas mesmo. Agora, sou tia-avó e estou adorando.

Sempre pensei que, se um dia a vontade de ser mãe apertasse, eu poderia adotar. Acho bem legal poder dar um lar e uma série de oportunidades a alguém desprovido de tudo isso. Mulher é um bicho estranho. Quando pego um bebê no colo, acho gostoso, não quero largar, fico encantada com aquela fofurinha, mas minha vida seria outra coisa se tivesse escolhido ter. Minha mãe dizia que ter filhos era uma loucura e que, se pudesse escolher, não teria, e eu entendia a opinião dela. Não fui cobrada por isso, não. As cobranças eram para eu casar (risos). O que fiz várias vezes na minha vida!”


“PENSEI. PENSEI, PENSEI, ATÉ ACHAR MOTIVOS PARA NÃO TER”
Vanessa Lampert, 31 anos, escritora

“Sempre achei que queria ser mãe. Gosto de crianças e elas gostam de mim. Meu plano era engravidar logo depois de me casar. Já meu marido achava que deveríamos esperar uns três anos. Conversamos e negociamos que aguentaríamos dois anos. Nesse período, percebi que eu não tinha noção da responsabilidade de criar um filho. Pensei sobre tudo o que envolve a formação do ser humano. Vi que, por mais que os pais tenham valores e princípios, que se dediquem aos filhos, chega uma hora em que perdem o controle e se veem diante de alguém que não tem nada a ver com eles. Não existem garantias, e eu vi isso na minha família. Entre 2000 e 2002, ajudei a cuidar dos filhos das minhas duas irmãs e dos meus dois irmãos. Era o máximo ficar com eles, trocar fraldas, brincar, mas chegava um momento em que eu me cansava e ficava aflita para colocar a criança nos braços dos pais. Sem ser pessimista, também analisei se estaria preparada para lidar com um filho com problemas, que dependesse totalmente de mim. Além de tudo isso, também não gosto da ideia de deixar os filhos com empregadas, o que possivelmente acontecia já que nós dois trabalhamos fora.

Enfim, pensei em tudo. Muita gente tem filhos por egoísmo ou para dar uma satisfação à sociedade, mas não acho justo trazer uma pessoa a este mundo tão complicado sem refletir seriamente a respeito. Passei a compreender que o meu marido já tinha noção da responsabilidade de ter um filho. Acabamos desistindo de nos tornar pais. Foi uma escolha com convicção, consciente. Engraçado que, antes de ter essa clareza, eu inconsciente, me esquecia de tomar a pílula. Mas, desde que decidimos não ter filhos, meus problemas de memória passaram. Muita gente acha que sou diferente, nem todo mundo quer mexer em um conceito tão arraigado. Dizem que o amor entre mãe e filho é completamente diferente, mas eu não sinto falta desse amor, não há lacunas! As pessoas estranham nossa decisão, há até quem tente me convencer a mudar de ideia. Às vezes, esse tipo de conversa enche até um pouco o saco. Mas, depois de tudo que já pensei, não existe a menor possibilidade. Ainda tem gente honesta no mundo... Alguns casais admitem que, se pudessem voltar ao tempo, também não teriam filhos. A solução é eu assumir que penso diferente e, por isso, às vezes sou meio alienígena.”


“EU SIMPLESMENTE NÃO TENHO ESSE SONHO”
Flavia pirola, 36 anos, empresária

“Achava que seria mãe de dois meninos, casei há nove anos e fui adiando a maternidade até sentir aquele desejo de ser mãe, mas isso não aconteceu. Não tenho esse sonho. Penso na enorme responsabilidade de formar uma pessoa de boa índole, humilde, com valores legais. Também acho meio deprimente pensar que você se dedica e cuida daquele ser para depois ele ir embora. A ideia de que o filho pertence ao mundo é cruel.

Trabalho desde meus 19 anos na empresa do meu avô, que era o patriarca da família. Quando ele morreu, assumi o lugar dele. Sou responsável por 64 funcionários, já tenho que dar conta de muita coisa... Além disso, há o agravante de que eu moro em São Paulo e meu marido mora em Poços de Caldas. Nós nos revezamos e nos vemos todos os fins de semana. Realmente, um filho não faz falta em nossas vidas. Vivemos num clima de namoro, uma relação de cumplicidade, fazemos planos de viagens. Temos três cachorros.

Notei que minhas amigas também não têm esse desejo da maternidade. As cobranças sociais às vezes até acontecem, mas não dou a menor atenção, ou devolvo a pergunta: “Posso deixar aqui? você ensina o que é certo e errado?”. Acho que tudo o que foi acontecendo em nossas vidas foi nos levando a desistir de ter filhos”.


“EU ADORO A LIBERDADE DE NÃO TER FILHOS”
Vera Lucia Hiar, 47 anos, dentista

“Nunca me vi com esse instinto materno. Tem mulheres que nascem e crescem com esse desejo, mas, para mim, não foi algo latente. Sempre tive uma série de outras prioridades, especialmente os estudos e a carreira. Na época da faculdade, fiz terapia – e um dos assuntos recorrentes das sessões era essa minha falta de desejo de ser mãe. Cheguei a me sentir mal e estranha por isso. Talvez eu seja um pouco egoísta por não querer me dedicar integralmente a uma criança, por não me dispor a dividir meu tempo. Um filho é muita responsabilidade! Trabalho mais de 12 horas por dia e teria que mudar radicalmente meu estilo de vida.

Coincidiu de eu me casar com um homem que também não queria ser pai. Nossa dedicação é um para o outro, e a relação é ótima. Nós viajamos, curtimos a vida a dois. Temos mais liberdade para dormir até mais tarde, não cozinho quando não estou a fim. Se tivesse um filho, seria aquela dedicação ferrenha, de unhas e dentes. Eu ficaria maluca. Durante um bom tempo, fiz odontopediatria, o que proporcionou o convívio com crianças e, de certa forma, preencheu esse possível lado maternal e me bastou. Mais tarde, acabei cuidando dos meus familiares mais velhos."


“NÃO GOSTO DE CRIANÇAS, NÃO TENHO APEGO”
Carla Machado, 35 anos, administradora

“Desde adolescente, eu nunca tive vontade de ser mãe, ouvia as meninas da minha idade falando sobre esse desejo – e não me identificava em nada com aquelas conversas. Não gosto de crianças, não tenho apego! Na verdade, eu quero distância delas. Uma das afinidades entre mim e meu marido foi o fato de ele não querer ser pai. Nós não tivemos contato com crianças em nossas famílias e criamos um modelo de vida no qual não cabem filhos, temos muito trabalho, muitos compromissos. Claro que nós saberíamos cuidar, mas, do jeito que é nossa dinâmica, não da nem para a gente ter um cachorro! Puxa, já não somos sete bilhões, para que vou colocar mais uma pessoa neste planeta ambientalmente destruído? Não dizem que em 20 anos não haverá água em São Paulo? Então, é até uma decisão consciente... Além disso, é caro sustentar um filho, dar boa educação, bons colégios. Isso tudo até a universidade... já li que os gastos desde o nascimento até o término da graduação chegam a 1 milhão de reais. Logo que nos casamos, há seis anos, meus sogros chegaram a fazer uma pressão, mas expliquei o que penso. Já pensei que eles teriam de adotar um neto. As cobranças não duraram muito. Tenho até algumas técnicas para me livrar das pressões. Quando alguém diz que sou egoísta por não ser mãe, respondo: “Egoísta é quem, para satisfazer um desejo próprio, coloca mais um ser neste mundo cruel (risos)”, ou corto logo: “Deus me livre, detesto crianças...”. As pessoas ficam horrorizadas.


“MUITOS CASAIS TORNAM-SE PAIS CONTRA A VONTADE, APENAS PARA NÃO FICAR ISOLADOS”

O professor de inglês canadense Jerry Steinberg fundou, em 1984, o No Kidding, uma comunidade virtual para reunir casais solteiros sem filhos, para combater o que classifica como preconceito contra quem não tem. Quase 30 anos depois, ele continua firme em sua opinião.

LOLA: Existe um mito em torno da maternidade?
Jerry Steinberg: não posso dizer que o instinto maternal é um mito, mas muitas fêmeas, incluindo as humanas, não o têm. Achar que uma mulher só é completa se tiver filhos é um pensamento raso, limitado, tacanho. É um insulto a todas elas...

Você defende esse ponto de vista desde 1984. Não houve nenhuma mudança nesse período?
Sim, houve uma mudança. Nos Estados Unidos, na Escandinávia e no Canadá, 10% dos casais não tinham filhos em 1984. Hoje, esse número saltou 20%, e continua crescento. A sociedade está aceitando mais o fato de que algumas pessoas não querem ter filhos por diversas razões – financeiras, psicológicas, sociais, de carreira e ambientais. Nem todo mundo deve ter filhos, a superpopulação é um dos maiores problemas em todos os cantos do mundo, e ter mais crianças aumenta os problemas.

Mas a cobrança ainda é grande?
Sim, acontece desde quando as mulheres são bem pequenas e vai até quando passam da idade de engravidar. Quando crianças, elas são presenteadas com bonecas de plástico, empurram os carrinhos, dão mamadeira, comidinhas, trocam as fraudas... Eu as chamo de mães em formação. Não gostaria de ter que desistir da carreira que escolhi, por qualquer período de tempo, para ficar em casa cuidando de crianças. Sinto pena das mulheres inteligentes e ambiciosas que tiveram que viver desse modo no passado.

O que acontece com os casais sem filhos?
Muitas vezes, eles perdem os amigos que têm filhos, sentem-se isolados e com necessidade de fazer novas amizades. Sentem-se como os únicos no mundo nessa situação.

Você acredita que muitos casais cederam à pressão social e tiveram filhos?
Sim, alguns casais se tornam pais contra a vontade. São frequentes os comentários: “Se você me ama, vai ter filhos comigo”; “Você seria um pai maravilhoso”... Um pai relutante, provavelmente, não será bom pai. Sou professor há 43 anos, continuo amando dar aulas, meus alunos parecem gostar, sempre tive avaliações positivas. Se eu tivesse sido forçado a me tornar um professor, acabaria odiando . E que tipo de professor eu seria?