quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Observações


Por Nathalie Quintane | França
Do livro Inimigo Rumor



Quer venha pela frente, quer venha por trás, quando o vento sopra forte, eu me inclino para a frente.
Quando caminho, há sempre um de meus pés que desaparece atrás de mim.
Conforme a parte do corpo que eu coce, produzo um som diferente.
Quando deslizo uma das mãos para baixo do travesseiro, antes de nele repousar minha cabeça, obtenho uma camada suplementar.
Com a mão direita ou com a esquerda, passando por trás do meus ombros, consigo atingir todos os pontos da superfície de minhas costas.
No verão, após permanecer sentada na varanda, muitas vezes constato, impresso na parte posterior de minhas coxas, o desenho da cadeira.
Quanto mais a poltrona em que me sento for baixa e acolchoada, mais os meus joelhos ficarão próximos de meu rosto.
Quando os caracteres impressos são muito pequenos, e as linhas muito cerradas, acompanho com o dedo as frases que leio em um livro.
Ainda que meu quarto seja um ambiente absolutamente escuro, fecho os olhos para dormir.
Quando subo as mangas do meu pulôver, a dobra do cotovelo as impede de deslizar.
Mesmo quando olho “atrás de mim”, continuo a ver o que há diante dos meus olhos.
No momento em que mergulho meus pés na água fria, vejo mais nitidamente o que me cerca, e meus pensamentos tornam-se mais claros.
Quando bebo, meu lábio inferior permanece seco.
Parada sob o sol, graças à posição de meu ombro, posso, de maneira aproximada, saber que horas são.
Ao beber um gole de água, atiro rapidamente minha cabeça para trás na hora de engolir um comprimido.
Observando uma pessoa sentada, no escuro, frente à tela de um computador ligado, noto que seu rosto fica azul.
Quando assopro as velas de um bolo de aniversário, gosto antes de encher as bochechas de ar.
No verão, descubro às vezes uma formiga, ou uma mosca, passeando sobre minhas roupas.
Quando mordo uma fatia de melão, ela dissimula minha boca.
Se esfrego os olhos em pleno dia, a seguir pode-se acreditar que acabei de acordar.
Depois de tomar um banho, posso escrever meu nome sobre o espelho do banheiro.
Com um simples movimento de língua, desalojo um pedaço de amendoim preso entre dois dentes.
Quanto menos é o objeto que seguro – um prego, por exemplo – mais meu polegar e meu indicador ficam próximos um do outro.
Do lado esquerdo do indicador da minha mão direita, próximo à unha, há uma mínima protuberância, dura, seguida de um pequeno vão: é ali que posiciono a caneta quando escrevo.
Quando me ensabôo, as partes pilosas de meu corpo produzem espuma em abundância.
Quando cruzo as pernas embaixo da mesa, às vezes bato com o joelho.
Avançando o lábio inferior e soprando forte, ergo a franja de cabelos que cobre minha testa.
Fechando meu olho esquerdo (ou direito), e envesgando o outro, consigo ver meu nariz.
Erguendo o pescoço diante de um espelho e abaixando os olhos, consigo ver debaixo do meu queixo.
Quando como ao ar livre, ao vento, uma mecha de cabelos entra, às vezes, em minha boca aberta.
Com uma pilha de livros nos braços, subo uma escada sem olhar os degraus.
Posso produzir um barulho notável se continuo a sugar com o canudinho o líquido que resta no fundo de um copo.
Quando a maçaneta da porta fica à minha esquerda, eu puxo a porta; quando fica à direita, eu empurro a porta.
Olhando pelo buraco da fechadura, eu vejo sem ser visto, a não ser que haja alguém atrás de mim.
Percebo melhor a direção em que seguem as nuvens se paro de andar.
Quando uma garrafa está virada verticalmente sobre meus lábios, é que estou bebendo suas últimas gotas.
Mesmo se lançar uma maçã bem longe, ela acabará por cair.
Quando como um pão com manteiga, mordo-o e, depois, rasgo-o, em geral, da esquerda para a direita.
Quando como uma torrada muito crocante, não ouço tão bem o rádio.
Um pouco antes de adormecer completamente, tenho às vezes a sensação de descer, de uma só vez, três andares de elevador.
Há uma temperatura abaixo da qual não posso falar sem, ao mesmo tempo, produzir uma nuvem de vapor.
Durante um beijo, minhas papilas gustativas também entram em ação.
Tradução Carlito Azevedo

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Momentos


Por Joyce Barreto Chicon
Por Joyce Barreto Chicon

Eu podia optar em estar em qualquer lugar, ou fazer qualquer coisa.
Mas prefiro estar com você, fazer tudo e nada com você.
É como dar mais sentido a vida, com pequenos detalhes.

Momentos simples, me despertam a criatividade
E me inspiram, faço coisas que nunca imaginei,
Por um lado tudo parece loucura,
Pelo outro é a melhor coisa que já vivi.

Uma noite com a lua bonita,
O vento soprando e tocando o rosto,
O céu nunca foi tão imenso
As estrelas nunca brilharam tanto.

Quando na verdade, se olho lá fora,
Chove e faz um tempo cinza,
Não há estrelas e a lua está escondida por
Nuvens negras.

Mas enquanto você habitar em meu ser,
Continuo vivendo um sonho,
E desenhando com palavras
O amor que sinto por você!


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terça-feira, 14 de agosto de 2012

Querem acabar com o português

*(da revista TPM, edição de agosto 2012 - Edição e reportagem por Nina Lemos)


Trends in english! 


Sabe quais são as tendências da temporada? As candy colors, as saias mullet, as calças flare e o monoprint, o famoso conjuntinho da vovó. TPM faz um apelo: vamos voltar a falar português?

O mundo da moda adora inglês. Eles acham chique, Como diz uma amiga: "Será que as pessoas acham que ficam mais inteligentes em inglês?". Só que o mundo perdeu a noção. Nos "shoppings", as "sales" agora são "up to 50%". VERDADE! As lojas deixaram de escrever "até" e trocaram pelo "up to"! E as tendências são todas... escritas em inglês. Confira a seguir!

1. Sneakers



Procure a tradução de sneacker em um dicionário de inglês. Você vai encontrar: "Sneaker: tênis, sapato esportivo". Sim, sneaker é tênis em inglês. Simples, não? 
Nada disso, porque o mundo das tendências é muito complicado. E o sneaker, coitado deixou de ser tênis (pelo menos no Brasil).

Problema: As pessoas esqueceram que sneaker significa o mesmo que tênis. Resultado: dando um Google, você vai encontrar centenas de ofertas de tênis sneaker. Gente, como assim? Escrever tênis Sneaker é o mesmo que escrever: tênis tênis. O tal "sneaker" é apenas um modelo de tênis. Ou seja, o sneaker é um tipo de sneaker. Deu para entender?


2. Saia mullet



Uma tendência tão falada quanto os Sneakers. Trata-se de saias ou vestidos mais curtos na frente e mais longos atrás. Se você falou assimétrica, acertou . Mullet é aquele cabelo curto na frente e comprido atrás. Por isso, achamos que no Brasil essa saia poderia ser chamada de Chitãozinho e Xororó.


3. Candy colors



Candy é bala. Talvez um dia as crianças brasileiras se esqueçam disso e falem: mãe, quero candy! A gente espera de verdade que esse dia não chegue. Candy color nada mais é do que tom bebê. Sabe rosa bebê? Azul bebê? Amarelo bebê? Bem, essas cores agora chamam candy color. E dizem que é tendência.

4. Monoprint: o bom e velho conjuntinho!



 Sabe aquele conjuntinho de duas peças que a sua avó usa para ir para a igreja? bem, ele existe desde que a gente se lembra do mundo. Mas agora ele é tendência (avise a sua avó) e tem outro nome: "monoprint". Sim, dá vontade de ter um ataque de riso. E print, para quem não sabe, é estampa. Uma palavra que está à beira da extinção. Agora é ethnic print, animal print. Nome  certo: ESTAMPA. E parem de hypar nosso conjuntinho. Deixem as nossas tradições afetivas de roupa em paz!

5. Calça flare



Já que estamos lembrando das nossas avós... Elas reclamariam se fôssemos visitá-las com uma calça larga com a barra meio que esbarrando no chão. "Que calça larga, menina." Aí você vira para a sua avó e fala: "Não é larga, vovó, é flare!" Sim, essa é uma calça suuupertendência  entre as meninas que seguem todas as tendências (também conhecidas como vítimas da moda) e agora chama flare, que significa... largo.


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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pensamentos meus




Às vezes o inesperado é bom,
e ser surpreendido de forma positiva, é melhor!

Fazer coisas diferentes e sair da rotina é importante,
se desprender das coisas e se desapegar das pessoas é necessário.

Querer que as coisas deem certo faz parte,
e ter sonhos e tentar realizá-los é raro.

Dar atenção e pensar nos outros pode ser mais fácil,
e pensar em si mesmo sem ser egoísta é sempre mais difícil.

Viver de emoções é ilusão, é fazer da vida uma peça de teatro sem fim,
ser racional e agir pela razão é realidade, encostar os pés no chão pode ser assustador.

Joyce Barreto Chicon
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Chorar faz homem brochar, será?


O assunto virou estudo, mas será que mulheres emotivas demais cortam o tesão de seus parceiros? Eles dão opinião deles.




Segundo um estudo desenvolvido pelo cientista Shani Gelstein no Instituto Weizmann de Ciências em Israel publicado na revista Science, as lágrimas de uma mulher podem influenciar no comportamento sexual do homem. Pois liberam substâncias que diminuem o nível de testosterona e a excitação dos homens. Um grupo de homens que se submeteram a alguns testes que comprovou a pesquisa. E é verdade que algumas mulheres se deixam levar mais pela emoção e menos pela razão. Ato que na relação não é algo positivo, pois mostra o lado frágil da mulher, passando a impressão de que ela não sabe lidar com seus momentos de crise e desconta em choro.


Segundo o psicólogo Alexandre Bez, se algo está errado com ela, e principalmente se algo não está indo bem na relação, é importante que o parceiro esteja ciente, e então mantenham diálogos, para que não o surpreenda. “Em algumas situações os homens se sentem impotentes, sem saber como agir diante de uma mulher chorona”, afirma Bez.




Veja o que marmanjos entre 23 a 40 anos dizem sobre suas reações diante da mulherada excessivamente emotiva, principalmente na hora H.

Como eles pensam?

“Broxar? Às vezes acontece, até porque se a parceira começa a chorar eu ficaria preocupado em saber o motivo, seria impossível continuar a relação, não teria cabeça para terminar o ato sexual. A menos que ela goste de chorar como uma fantasia, aí é outra história. Mas se o problema é porque brigamos antes, eu tentaria confortá-la e faria sexo com ela, seria até mais gostoso por causa da reconciliação”
Leandro, 25 anos

“Eu realmente não me sinto confortável se a minha namorada começasse a chorar na hora H. Com certeza eu ficaria incomodado e não conseguiria continuar, iria querer saber o porque e não teria mais vontade de fazer enquanto ela estivesse desanimada”
Carlos Ribeiro, 32 anos

“Acho que nem ela conseguiria continuar, porque se estiver chorando deve ter um motivo e acaba impedindo o clima. Creio que eu broxaria!” 
Caio Mendes, 27 anos

“Acho que não, eu ia tentar reanimá-la, conversar com ela fazendo carinho, a menos que fosse algo muito sério, aí teria que respeitar o momento dela.”
João Victor, 29 anos

“Chorar na hora H é muito broxante, não tem condições de continuar. Não sei o que eu faria se acontecesse!”
Iuri Carlo, 23 anos

“Me preocuparia, pois gosto que minha parceira se sinta bem, e tenha os melhores momentos comigo. Eu iria querer saber o motivo do choro e tentaria fazer algo para que ela ficasse bem. Não seria um problema, eu daria atenção. Acho muito egoísmo continuar sem se importar”
Victor Teixeira, 23

“Eu perderia o tesão, é claro. Mas me preocuparia, iria querer saber o motivo, mas se é atoa, porque é emotiva demais eu ficaria estressado. Porque para chorar tem que ter um bom motivo”
Adriano Damiano, 26 anos

“Broxaria! Na minha opinião, não tem nada pior do que mulher chorona. Se a mulher ta mal então nem deixe começar a rolar um clima”
Fabiano Heitor Castro, 35 anos

“Eu ia ficar desesperado, porque ela choraria? Se ela estivesse mal, eu nem ia querer mais fazer amor, faria de tudo para tentar ajudar, se fosse algo muito pessoal que eu não pudesse ajudar, tentaria ao menos dar conforto. Com certeza seria um momento em que ela precisaria de atenção e conforto.”
Diego Gasparinni, 26 anos

“Acho que qualquer homem perderia a vontade de continuar o ato, mas também se preocuparia, afinal faz parte dos homens serem protetores. Faria o que tivesse ao meu alcance para ajudar. Sexo é bom, mas pode ser feito a qualquer momento, o importante é manter o bem estar da relação, principalmente quando amamos nossas mulheres”
Eduardo Santos, 40 anos

”Eu ficaria sem entender, porque uma mulher começaria a transar e de repente chorar? Se ela não está bem, não pode deixar o ato começar. É claro que eu me sentiria incomodado e se soubesse que é frescura então, ficaria irritado. Mulher emotiva demais é cansativo e desgasta a relação.”
Robson Paiva, 28 anos

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Conquiste bons lucros

Tem fechado o mês sempre no vermelho? Então dê um adeus às dívidas e saia do aperto usando as horas vagas para fazer dinheiro


Para você conseguir pagar todas as contas, fazer a despesa da casa e ainda ver um dinheiro sobrando na sua conta no final do mês é um sonho? Mas é possível engordar seu orçamento com algumas atividades extras e dar adeus ao pesadelo da falta de grana. E melhor: sem comprometer seu trabalho com, carteira assinada. Aproveite o tempo livre para colocar suas habilidades em prática e ganhar um bom dinheiro com isso. Culinária, decoração, artesanato, ou qualquer atividade que você tenha um bom conhecimento, veja o que mais tem a ver com você e sua disponibilidade para executar o serviço, arregace as mangas e mãos à obra.


Decore e fature
Gaste: R$ 80,00 (festa para 50 pessoas)
Cobre: R$ 200,00

Use e abuse de sua criatividade. Invista num curso e deixe que os clientes venham até você. Caso a falta de tempo ou grana atrapalhe, nas bancas há muito material para aprender e treinar em casa. Comece com festas simples até pegar o jeito e partir para um negócio maior, como um casamento. Puxe, empurre, afaste o sofá, tire o quadro do lugar, invista em novas cortinas para dar contraste com o branco da parede e pronto. Transforme os ambientes, levando dicas que vão valorizar a casa de seus clientes. Com um toque e muito zelo, deixe os cômodos mais bonitos e aconchegantes e fature!



Dotes Culinários

Dotes culinários
Salgadinho (cento)
Gaste: R$ 13,00
Venda por: R$ 30,00

Bolo de festa (quilo)
Gaste: R$ 15,00
Venda por: R$ 35,00

Se você é daquelas que adora treinar seus dotes culinários e sabe preparar delícias que todo mundo adora, use todo seu conhecimento para ganhar dinheiro. Faça docinhos e salgados para festas, com um cronograma que defina os valores por encomendas. Se a produção der certo (e vai dar, com certeza), arrisque em outras guloseimas: bolos, tortas, lanchinhos... Mas como todo trabalho, é preciso divulgação, para isso, não tem mais promissor que o famoso boca a boca. Se tiver acesso à internet, divulgue seu trabalho através de blogs e sites. Coloque uma placa no seu portão com seus contatos e conte com a colaboração de amigos comerciantes para fazer seu marketing.

Sucesso com revenda

Custo é zero
Lucro: de 20% a 30% sobre sua venda

Antes de abraçar a ideia de iniciar revendas por catálogos, pesquise e tenha em mente que nem sempre o lucro será alto. Converse com revendedoras veteranas para ter uma base dos lucros. Para iniciar, trace um diferencial para acelerar suas vendas. Aos poucos adquira os produtos que percebe que tem muita procura por um preço melhor. Monte kits para facilitar a entrega dos pedidos. Em datas comemorativas, se tiver pronta entrega, garantirá os presentes de última hora aos seus clientes e lucro certo no seu bolso.




Artesanato
Gaste R$ 15,00
Venda por: R$ 30,00

Há diversas modalidades: bijuterias, decoupagem, reciclagem... Pinte e borde essa ideia e se dê bem. Para se tornar uma artesã de sucesso, invista em cursos. Tem muita aula gratuita. Visite feiras para enriquecer sua produção. O macramê, por exemplo, para decorar chinelos é uma alternativa perfeita para incrementar suas vendas. Veja nossa dica!

MATERIAL
1 par de chinelos
Agulha
2 travessões
Tesoura
Cola instantânea
10m de cordão encerado
Fio de náilon 0,30mm
22 entremeios de metal
56 contas de 6mm
Alicate de ponta fina.












FAÇA E VENDA

1- Corte 2,5m de cordão encerado e passe-o por baixo do fim da tira do chinelo. Junte as pontas para encontrar o meio.

2- Dê um nó e pingue uma gota de cola instantânea para o cordão não sair do lugar.

3- Insira em uma das pontas do fio 5 contas e 4 entremeios intercalados. Como o fio é comprido, enrole uma parte para facilitar o trabalho.

4- Passe a outra ponta por baixo da tira, saindo por cima do fio de contas. Em seguida, passe o fio de contas por dentro da laçada. Repita esse passo mais 3 vezes. 

5- Ao passar o fio das contas por dentro da laçada, posicione 3 pedras por cima da tira. Para fixar estas pedras, faça um ponto completo.

6- No próximo ponto acomode as três pedras na tira do chinelo. Faça mais 1 ponto para segurar e continue com mais 3 pedras. Na sequência faça mais 3 pontos, sem as miçangas.

7- Passe as 2 pontas pelo travessão com o alicate. Puxe a linha para acomodar a peça na tira do chinelo e dê 2 pontos de macramé para fixar.

8- Insira 9 contas pretas pelo fio e dê o primeiro ponto, acomodando 3 bolinhas na tira. Dê um ponto para segurar. Continue até prender as 9 contas, intercalando com o ponto.

9- Colocada todas as contas, faça mais 3 pontos até chegar no vértice da tira. Use mais 2m5 na outra tira e repita as sequências. No lugar do travessão faça 11 pontos de macramé. 

10- Nos fios de cima, coloque 3 entremeios. Em seguida, acomode os entremeios no vértice do chinelo. Prenda-o com o ponto torcido. Para arrematar, faça o meio ponto com cada lado do cordão. Passe a cola pelo verso dos pontos e corte os excessos com a tesoura.

Fonte
Mãos à Arte Chinelos, Pedrarias e Macramê (edição 47)
Editora Escala: www.escala.com.br
Execução: Angela de Luca e Miriam Pavani



O avesso da Pátria na 10ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty – FLIP

Na 10ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty - FLIP, uma das palavras que vi foi "O avesso da pátria" com Dany Laferrière e Zoé Valdez. Dedico este post com uma matéria publicada no Estadão no dia 06/07/2012. Sobre Dany Laferrière falando sobre sua aversão ao  nacionalismo. Espero que gostem

Dany Laferrière na 10ª edição da FLIP
Foto por Joyce Barreto Chicon

Dany Laferrière fala sobre sua aversão ao nacionalismo e lança livro na Flip

O haitiano participa da mesa 'O Avesso da Pátria' em Paraty e lança o livro 'Como Fazer Amor com Um Negro Sem se Cansar'

Com 27 anos de atraso, o livro Como Fazer Amor com Um Negro Sem se Cansar, do haitiano Dany Laferrière, chega ao Brasil no momento em que seu autor participa da 10.ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip). Laferrière concedeu entrevista ao Sabático lembrando que, ao escrever o livro, não tinha só em mente autores ligados à geração beat, sejam eles os protagonistas ou coadjuvantes do movimento literário liderado por Jack Kerouac, cujo mais famoso título, On The Road, foi filmado pelo cineasta brasileiro Walter Salles. A retomada dos ideais da beat generation mais de meio século após sua eclosão pode ser entendida como uma resposta à padronização cultural ditada pela nova ordem do mundo globalizado, que trocou a liberdade pela segurança. Laferrière é o oposto dessa cultura: ainda jovem, lutou contra a ditadura de Jean-Claude Duvalier, mais conhecido como Baby Doc. O pai já vivia no exílio e o filho não teve escolha além de seguir seus passos, em 1976, quando um amigo jornalista, Gaston Raymond, foi assassinado pelos Tontons Macoute, grupo paramilitar mantido pelo regime de Duvalier.

Morando em Montreal, Laferrière veio a Flip para conversar, neste sábado, 7, às 17h15, com a escritora cubana Zoe Valdés justamente sobre o que significa ser nacionalista (palavra que odeia) num mundo que se pretende sem fronteiras. Na terça-feira, dia 10, já encerrada a Flip, ele discute um tema ainda mais interessante, A Literatura e a Reinvenção do Eu, às 20 h, no Teatro Eva Herz (Livraria Cultura da Avenida Paulista).

Reinventar o eu é com ele mesmo. Após deixar o Haiti, Laferrière trabalhou como faxineiro de aeroporto e em uma fábrica de tapetes, onde vivia cortando as mãos e os braços, até que os colegas o ajudaram a arrumar um lugar melhor e seguro para que pudesse escrever seu primeiro romance. Foi assim que surgiu Como Fazer Amor com Um Negro Sem se Cansar. Transformado por Jacques Benoit no polêmico filme (homônimo) que provocou certo barulho em seu lançamento americano, o livro, apesar de ter como principal personagem um aspirante a escritor, não é autobiográfico. No entanto, muitas das opiniões sobre relações inter-raciais do protagonista são divididas pelo autor. No livro, o escritor fictício divide com seu amigo preguiçoso um minúsculo apartamento em Montreal. Velho é como o chama seu amigo Buba, que passa os dias dormindo, lendo o Corão ou ouvindo jazz. O objeto mais precioso de sua propriedade é uma máquina de escrever Remington, que ele comprou de segunda mão e julga ter pertencido a um ícone da literatura negra (teria sido Chester Himes?).

O livro é repleto de citações a autores que Laferrière ama: além de Himes, Baldwin, Henry Miller, Bukowski. A lista dos favoritos é imensa e inclui Mishima, Joyce Carol Oates, William Styron e, claro, Salinger. Qual máquina de escrever usada ele compraria? Provavelmente aquela que pertenceu a Bukowski. "Ele e Borges são meus autores preferidos."

Jornalista no Haiti, Leferrière escrevia para um suplemento cultural quando teve de deixar seu país, na Olimpíada de 1976. Fixando-se inicialmente nos EUA, onde nasceu a primeira das suas três filhas, ele tentou sobreviver lá por 12 anos como escritor, mas acabou voltando ao Canadá em 2002.

Apesar de ter escrito seu primeiro livro sobre as aventuras sexuais de um negro com loiras de apelidos engraçados, Laferrière garante que jamais se sentiu parte de uma minoria. Nem gosta que alguém o chame de escritor haitiano. "Sou escritor e sou haitiano, mas isso não significa que tenha de defender uma causa." No Canadá, diz, a cor da pele não importa muito, embora seu narrador discorde dele. No começo dos anos 1980, época da ação de Como Fazer Amor..., o narrador diz que a "grande era negra" já passou. Ao negro, conclui, só resta se reinventar, "ejacular petróleo". Se você quer um resumo da guerra nuclear, continua o protagonista, "ponha um negro e uma branca na mesma cama". O ódio no ato sexual "é mais eficaz do que o amor".



Laferrière lutou contra a ditadura de Jean-Claude Duvalier em seu país e é oposto aos "beats"
Por Estadão de São Paulo

É certo que, por aquela época, Laferrière já havia lido James Baldwin, o que pode ser atestado por algumas das ideias expressas no romance inaugural do haitiano, que traz ecos de Da Próxima Vez, o Fogo, manifesto de afirmação racial escrito em 1963 pelo autor de Giovanni (livro gay de amores inter-raciais). "Baldwin é preciso, assertivo, mas também lírico", diz Laferrière, definindo o americano como um produto de sua época e "um tanto obcecado por essa questão de raça". Hoje, conclui, "o mundo não é tão regulado por conflitos raciais". Não que eles inexistam. "Só que essa não é a preocupação central do século 21".

Já o recrudescimento de movimentos nacionalistas preocupa Laferrière. "A vida não é uma questão de nacionalismo, mas de respeito ao próximo." Foi isso que motivou o escritor a produzir L’Odeur du Café, registro autobiográfico proustiano em que a madeleine de Laferrière é o café preparado pela avó do escritor. Esse récit d’enfance traz lembranças descontínuas e incertas que são ao mesmo tempo reveladoras da formação de um sentimento nacionalista posteriormente abjurado pelo haitiano, que diz ter nascido como escritor em Montreal. Isso não significa que ele defenda a francofonia ou a cultura canadenses. "Sou contra fronteiras e a francofonia representa mais uma, entre muitas."

Como autor migrante, Laferrière escreveu outro relato autobiográfico pouco convencional, Pays Sans Chapeau, romance em que ele cruza o rio Styx, ou seja, o rio dos mortos, para narrar como é a vida do outro lado. É uma parábola sobre a travessia que empreendeu até chegar aos EUA. Reafirma também a total ausência de nostalgia do mundo que conheceu no Haiti, exceto pelas boas lembranças da infância, como a imagem de sua avó na varanda da casa ensolarada e o cheiro do café. Quanto ao misticismo haitiano, ele não deixou marcas profundas em Laferrière. "Minha mitologia é a liberdade, e a literatura, nesse sentido, foi generosa por me oferecer uma oportunidade de viver uma outra vida além da real."

Borges, segundo Laferrière, é outro exemplo de alguém que se reinventou por meio da literatura, assim como Bukowski. "Ambos têm um estilo conciso e um gosto particular pelas metáforas." A análise do procedimento retórico do argentino em comparação com a sua literatura e a de Bukowski pode parecer chocante, mas o haitiano insiste que, como Borges, também tomou vidas emprestadas para contar sua história. "Tenho uma tia que vive me dizendo que eu não escrevo as coisas tais quais elas acontecem, mas é assim que as vejo e é isso o que importa, afinal, em literatura."

O que interessa, diz ele, é o poder subversivo da retórica. "Ao escrever Como Fazer Amor..., pensei muito em Montaigne, em como poderia mudar a proposição ‘eu te amo’ por ‘eu te desejo’, pois você pode detestar alguém, mas desejá-lo com igual intensidade." Laferrière pensava e em loiras que sentiam atração por homens negros. "Invertendo a lógica do racismo, mudando a equação da força percebi que era possível escrever uma sátira sobre as diferenças sociais e o abismo entre as classes sem fazer um discurso político." Seu lado ensaístico, adianta, só virá no livro que escreve (Notas para Um Jovem Escritor), conselhos que, aos 59 anos, resolveu dar aos aspirantes a literatos.

O Livro

Como fazer amor com um negro sem se cansar

(Tradução de Heloisa Moreira e Constança Vigneron, Editora 34, 152 páginas, 35 reais) Escrito pelo haitiano Dany Laferrière em 1985, mas inédito no Brasil, causou controvérsia na época de seu lançamento e quando foi transformado em filme dirigido por Jacques W. Benoit. Primeiro, por causa do título, mas também pela história, que fala sobre dois jovens outsiders vivendo em Montreal, no Canadá, nos anos 70. Ambos negros africanos exilados, um aspirante a escritor que vive várias aventuras amorosas, e outro que só pensa em dormir, ouvir jazz e recitar o Corão, eles viverão várias aventuras no verão de uma época de experimentações mil. O livro combina humor, erotismo, poesia e violência para dar voz a esse diálogo intenso, que tem como trama central as diferenças entre as culturas de origem dos personagens.

Fonte: RevistaVeja


terça-feira, 3 de julho de 2012

Tem grana extra no seu armário


Você já parou para pensar que todas aquelas suas roupas, sapatos, bolsas, cintos e demais acessórios que você tem guardados há tempos dentro do seu guarda-roupa podem lhe render um dinheirinho e te ajudar a acabar com suas dívidas?

Por Joyce Barreto Chicon


Muitas pessoas almejam abrir seu próprio negócio, mas para muitas parece uma realidade distante, ou até impossível. Saiba que sua renda extra pode estar mais perto do que você pensa. Sabe aquelas peças que estão enterradas há um bom tempo no seu guarda-roupa, coisas que você comprou e nunca usou, tem aquelas que você utilizou apenas uma vez e nem se lembra mais. Está na hora de fazer uma faxina no seu armário e transformar tudo em dinheiro.

A ideia dos bazares em casa ou os brechós pela internet tem se tornado uma verdadeira febre e tirado muita gente do sufoco. Isso porque as peças que você não vê mais graça pode ser exatamente o que outras pessoas procuram.

A sua intenção é lucrar, então faça as coisas corretamente, preste atenção em cada detalhe, comece com uma faxina, reúna tudo o que não lhe serve mais, peças que você não usa. E cuidado com o apego material, essa é a hora que você deve deixar de lado a mania de acumular coisas por qualquer motivo, estava lá sem uso, não é agora que você vai encontrar utilidade, a menos que seja, LUCRAR.


Hora da faxina




Já se foi o tempo em que pessoas tinham preconceitos com os brechós, eles são ótimas alternativas para você comprar algo útil e por um preço menor. Mire-se nesse seleto público e transforme as suas peças novas e inutilizadas em produtos rentáveis, sem dó nem piedade.

Uma dica é que você utilize caixas de papelão, ou sacos plásticos para separar as peças por tamanhos e estilos, roupas que amassam com facilidade, você pode separar em cabides.

Não tenha dó de se desfazer das coisas, vale tudo: roupas, calçados, livros, móveis, acessórios... Peças como camisa branca, jeans, vestidos e saias de tecidos leves, couro e sapatos são os mais procurados e fáceis de vender.


Como iniciar?


Tem um espaço sobrando na sua casa? Pense bem, garagem grande, um quintal com bastante espaço, um cômodo isolado, ou qualquer espaço que você possa limpar e de maneira organizada montar o seu brechó. Para que tenha sucesso, é necessário que o ambiente escolhido tenha uma boa aparência, seja aconchegante, arejado e acima de tudo limpo.

Dica: Para ter um bom retorno, talvez você tenha que investir um pouco. Compre papel de parede, prateleiras, monte um provador, se necessário tapetes e banquetas ou pequenas poltronas para acomodar seus clientes. Quer conquistar com um atendimento diferenciado? Deixe cafezinho pronto em um local estratégico, copinhos e água para que eles possam se servir.

Não tem espaço em casa? Existem algumas alternativas para te ajudar, a internet, muitas pessoas desenvolvem blogs e sites e vendem tudo online, algumas usam até suas redes sociais, e fica por sua conta sair divulgando por aí. Mas se ainda sua ideia é algo físico, então vamos lá. Consulte a igreja de seu bairro e veja se eles fornecem espaço para um bazar, algumas fazem isso, mas existe uma divisão para fins beneficente.

Divulgue




Nenhum negócio decola, se você não tem uma boa lábia e não ter ideias para divulgar. Comece contando sua novidade para parentes, amigos e vizinhos. Que tal agendar um dia e reuni-los para um chá da tarde, ou algum evento de sua preferência, é nesse encontro que você vai começar a promover o seu brechó.


Brechó virtual



Para começar, procure um site gratuito como blogs que são fáceis de organizar. Pense em um nome atrativo e de fácil memorização. Tire foto e transfira para sua página. É importante que elas estejam em ótima resolução, com valor, descrições e formas de pagamento para evitar dúvidas nos clientes. Para fidelizar seu público, realize promoções e esteja sempre muito bem atualizada. Sempre!




Como ter o melhor preço

Cautela na hora de definir os preços dos produtos. Não cobre o mesmo valor que pagou, mesmo que não tenha usado uma unica vez. Lembre-se que roupa é igual carro: saiu da loja, perde o valor. A ideia é atrair compradores. Para não ter despesa com lavanderias é importante que as peças estejam em ótimas condições. Avalie pequenos defeitos, conservação, detalhes, tecidos, época e marca. É fundamental ter espírito empreendedor, mostre seus produtos, destaque os detalhes, fale deles como peças unicas, combine peças retro com atuais e mostre seu diferencial. 


Mire nos exemplos
www.ararareformada.blogspot.com 
www.lolitabrecho.blogspot.com 
www.dasmarka.com 





sexta-feira, 22 de junho de 2012

Mentes cansadas e perigosas


Respire fundo e conte até 10. Lembre-se: o estresse só vai te deixar fora do controle e trazer consequências muito sérias à sua saúde

Por Joyce Barreto Chicon




O estresse é um estado que prejudica o desempenho das pessoas, seja no trabalho, nos estudos ou em seus relacionamentos. O nervosismo é uma das maiores fontes da ansiedade que acaba tirando suas noites de sono e lhe deixando mais sensível e emotivo. E só para lembrar, são nesses momentos que ficamos mais impulsivos. Portanto, procure separar mais as coisas, por mais difícil que seja, tente não levar os problemas do trabalho para casa.

Esse é um grande erro entre os estressados de plantão. “Os problemas de ordem emocional prejudicam não só o humor como a saúde. Ele pode gerar diarreia, dores de estomago, de cabeça e ainda pior, ser responsável por uma depressão. Alguns problemas que já podem fazer parte da genética da pessoa podem ser acelerados por causa desses distúrbios emocionais, como enfarto e AVC (Acidente Vascular Cerebral), mas isso não significa que uma depressão ou o estresse mental está ligado diretamente com esses sintomas”, explica a psiquiatra da saúde mental da mulher, Renata Camacho. 

Segundo ela, as pessoas podem moderar tudo o que fazem. Mas os ansiosos, e os que se cobram demais têm mais dificuldade de se controlar. “O problema é que geralmente essas pessoas acham que podem controlar tudo o tempo todo, e não é bem assim que funciona. Cada um deve saber que possui um limite e precisa relevar algumas situações que fogem de seu controle”, afirma a especialista. Se esse é o seu caso, relaxe e exercite a mente. Exercícios também são essenciais para lidar com os problemas e crises de estresse.

Tenha mais prazer




Tire um tempo para você e faça atividades que lhe proporcione satisfação, como ler um bom livro, ir ao cinema, ver uma peça de teatro, viajar, ir ao shopping, namorar, enfim, são coisas que trazem alivio e relaxam. É importante enfatizar que as atividades variam de acordo com o gosto e o perfil das pessoas.

Mente e corpo



Praticar exercícios físicos é, sem dúvida, muito importante para aliviar o estresse, pois as atividades liberam endorfina, tranquiliza e desperta uma sensação de bem-estar. Mas para começar a praticar, é importante haver interesse, para não gerar ainda mais insatisfações e se irritar.

Ler é bom!

Marilyn Monroe


Há quem duvide, mas a leitura ajuda a relaxar. Além de proporcionar prazer, esse exercício ajuda no desenvolvimento da mente. É, de verdade, um ótimo exercício para a memória. Escolha um bom livro e aposte nela!


Equilíbrio acima de tudo




É fácil falar, o difícil é fazer! Perdeu a paciência com o chefe, com o marido, com as dívidas, com o trânsito ou com os filhos? Calma! Respire fundo e pense bem antes de gritar e sair por aí com a cabeça a mil por hora. Tente resolver os assuntos conversando. Se não adiantar, deixe o problema de lado e vá dar uma volta ou faça algo que sabe que vai lhe distrair por um tempo. Quando se acalmar, repense no que o tirou do sério e reflita na forma como poderá resolver o assunto. O segredo está em pensar antes de agir ou falar para não magoar as pessoas que gostam de você.

Mude suas atitudes




A mudança de alguns hábitos ruins é fundamental para aliviar o estresse mental. Tente dormir mais, se alimentar melhor e manter uma boa convivência com as pessoas ao seu redor. Mude com você mesmo, cuide-se sempre. Segundo a psicóloga, a partir do momento que você está feliz consigo mesma, terá mais prazer e satisfação mental. Portanto, alie-se a paciência e ao bom humor, suas atitudes, podem melhorar muito seu dia a dia.




Posted on sexta-feira, junho 22, 2012 | Categories:

terça-feira, 19 de junho de 2012

Segurança dos cartões

Simples precauções antes de dar o “enter” no carrinho de compras podem preservá-lo de muitas dores de cabeça
 
Por Joyce Barreto Chicon
 
É prático, cômodo, facilita a vida e nem precisa sair de casa para ter o que precisa. Comprar, pagar contas e verificar saldo e extratos bancários pela internet já é uma necessidade vital, mas por trás de tantas facilidades, perigo: seu cartão pode ser clonado e um fraudador pode devastar a sua conta bancária e seus limites de crédito num piscar de olhos. Portanto, não vacile. Segundo o advogado Marcos Diegues, do Procon, não se pode afirmar que os sites são 100% seguro. “É necessário pesquisar sobre o site antes de efetuar compras. Consulte a ficha da empresa nos órgãos de defesa do consumidor para saber se há reclamações registradas”, ensina.
Métodos seguros

Antes de sair cadastrando o número e senha do seu cartão de crédito, é necessário conhecer algumas formas básicas de proteção virtual, que proporcionam mais garantia para sua compra.

Existem mecanismos na internet que indica maior segurança, por exemplo, algumas vezes é possível notar um pequeno cadeado no rodapé dos sites, ou então no protocolo da página, se constar HTTPS:// também é um indicador de maior confiabilidade, do que os que são apenas HTTP://. Passe a reparar estes detalhes quando entrar em algum site para consumo.

Outro item que deve ser analisado são as informações que a página, como o endereço, telefones, CNPJ da empresa, responsáveis e outros dados que facilite o cliente conhecer melhor o fornecedor. Esta é uma forma de indicar seriedade e dedicação de tratar com os consumidores.

Uma dica é que durante a sua compra, vá salvando às páginas e informações de todo procedimento feito. É uma forma de garantir sua solicitação. Guarde com você, até receber seu pedido corretamente e com a certeza que estará livre de problemas.




Fui vítima, e aí?

Entre em contato com o site. Caso não resolvam o problema, acione a empresa no Procon. Se o seu cartão foi fraudado após a compra, a responsabilidade é do banco. Neste caso, o ressarcimento é inevitável. Após as compras, anote o número do protocolo de atendimento e solicite um comprovante da ação. Lembre-se: cabe a você tomar os cuidados antes de efetuar qualquer pagamento.

Previna-se

Mantenha o antivírus do seu computador sempre atualizado. Nunca abra e-mail com nome de bancos. As instituições financeiras não costumam se relacionar com seus clientes via e-mails. Na dúvida, entre em contato com sua gerência.  Se a compra puder ser por meio de boletos bancários, prefira a opção. Assim, você imprime e paga com segurança.

 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

E aí, vamos nos assumir?

Você é a encaracolada que não abre mão da progressiva e da chapinha, a gordinha adepta ao espartilho e modeladores, a branquela que paga todo mês para ganhar um bronze impecável, ou a menina com espinhas que exagera na base, no corretivo e maquiagem bem pesada para esconder os defeitinhos, que muitas vezes SÓ VOCÊ ENXERGA. Te pergunto: QUEM É VOCÊ DE VERDADE?


Marylin Monroe, ícone de beleza


Vou te contar uma coisa, você sabia que aquelas mulheres maravilhosas que causam uma sensação de “meu Deus como estou caída” que saem nas capas das revistas, elas são salvas pela Nossa Senhora do Photoshop? É pode parecer engraçado agora, mas a verdade é que aqueles corpões divinos foram esculpidos por algum profissional que entende muuuuito de photoshop. Pode acreditar em mim, como repórter, já estive cara a cara com grandes musas da televisão e as capas de revistas mais cobiçadas. Meninas elas são mulheres normais, assim como nós.

SIM, as mulheres normais somos nós, e por deixar-nos levar pelo padrão de beleza imposto pela mídia, aquele que NÃO EXISTE,viramos dependentes dos produtos de beleza que prometem nos transformar em divas. Mas sabemos que não é bem assim.

O pior é que com o passar dos anos, todo aquele cuidado e preocupação que você tinha em manter-se impecável, os estica-e-puxa dos cabelos, o estojo carregado de todos os tipos de maquiagem, que só ele pesava na sua bolsa. A mania de colocar modeladores na barriga, meias que apertam as coxas para não mostrar as celulites, e etc. Tudo isso podem virar os seus maiores vilões. Com o tempo você vai perceber que o seu cabelo já não tem mais brilho, balanço e está completamente destruído, isso se não caiu boa parte dele. Que seu rosto está mais envelhecido devido a quantidade de makes que você usava, que estouraram milhares de vasos no seu corpo de tanto que você o apertava e não o deixava “respirar”.

Faço um convite para você agora, e aí, vamos nos assumir?
Mostrar quem realmente somos, e o que temos de melhor?

Eu assumo, eu sou aquele tipo de garota, com um corpo normal, não sou gorda, mas não sou magra. Meus cabelos já perderam o brilho devido as agressões que já cometi contra ele, um mês castanhos claros, no outro negros. Tenho olheiras profundas, sardinhas e pequenas manchinhas na pele. E quer saber? É assim que eu me amo.

Para complementar este post, trago a vocês uma matéria ótima que li na revista TPM, edição de abril de 2010, da editora TRIP. LEIA E INSPIRE-SE.


Nudez sem castigo


Edição de abril 2010


Juliana, Michele, Thaisa, e Ariane toparam ser retratadas por um fotógrafo norte-americano totalmente desconhecido para elas. Despidas de roupa, vergonha, preconceito e photoshop, estas cinco brasileiras imprimem aqui seus padrões de beleza

POR Carol Sganzerla COLABOROU Jessica Grant | FOTOS Matt Blum

"Sou leitora assídua da Tpm porque nunca encontrei uma matéria que me causasse aquela sensação de mal-estar por ser como sou. Por isso, resolvi sugerir uma matéria. Hoje, fotografei com um artista chamado Matt Blum, que está em São Paulo fotografando para o The NuProject. Nesse projeto, ele busca a essência das pessoas e não só a beleza exterior, que estamos cansadas de encontrar em todo lugar. Ele me deixou super à vontade, a ponto de me esquecer que estava sem roupa. A sensação agora é que renovei minhas forças para uma vida inteira.”

A paulistana Michele Lerner escreveu esse e-mail para a Tpm tão logo fechou a porta de casa ao se despedir do fotógrafo Matt Blum, em fevereiro passado. Por uma tarde, ele a retratou, na presença do marido, nua – sem maquiagem, produção nem camuflagens. Assim como Michele, mais 11 brasileiras foram clicadas para o The Nu Project, projeto que o norte-americano iniciou há cinco anos, em Minneapolis, onde mora, para depois levá-lo para outras cidades do mundo. Por enquanto, fotografou cem mulheres, entre norte-americanas e francesas. Com a vinda ao Brasil, para um casamento no interior de São Paulo, Matt anunciou em sites que procurava protagonistas para o seu primeiro ensaio no país. Em 15 horas, recebeu mais de 500 solicitações. Entre as escolhidas, Juliana, Michele, Thaisa e Ariane.

Brasil, mostra sua cara

Agora, o que leva uma mulher comum a aceitar ser retratada nua por um fotógrafo nunca antes visto? Joana Vilhena de Novaes, autora de O Intolerável Peso da Feiura e coordenadora do Núcleo de Doenças da Beleza da PUC-Rio, acredita que, embora o The Nu Project não tenha sido pensado especificamente para cada uma dessas mulheres, elas ganham uma exposição e uma repercussão que as fazem se diferenciar das demais. “Isso hoje tem um valor absoluto porque vivemos numa sociedade do espetáculo. Um corpo que não tem visibilidade é um corpo que não existe. Expondo-se, você confere a ele uma existência que, sendo gorda ou magra, é distinta”, explica Joana. “Por isso choveu gente querendo expor esse corpo. Numa cultura de massa, quem não quer algo que seja único?”

Esse talvez seja um dos motivos pelos quais projetos fotográficos como o de Matt ganham tanta repercussão na mídia. Ele não é o primeiro que vem ao Brasil atrás desse tipo de trabalho. O norte-americano Terry Richardson e o peruano Mario Testino, renomados mundialmente, já retrataram um Brasil “nu” por meio de suas lentes. O primeiro, autor do Calendário Pirelli 2010, que, por acaso, foi produzido no país, lançou, em 2007, Rio Cidade Maravilhosa, em que, entre figuras anônimas, registrou Luiza e Yasmin Brunet nuas. O segundo, figura importante no mundo da moda, dois anos depois publicou MaRio de Janeiro Testino, com imagens das atrizes Fernanda Lima e Alinne Moraes seminuas.

O projeto de Matt Blum foca mulheres comuns, longe de ser – ou de seguir – um padrão de beleza cultuado pela sociedade. “O interessante do trabalho dele é que cabe todo tipo de mulher: a magra demais, a gorda demais, a que tem marcas”, comenta Juliana Bertechini, uma das personagens brasileiras. Matt, de 28 anos, iniciou o projeto sem pretensões, fotografando pessoas comuns sem experiência na frente da câmera. “Procuro capturar detalhes de humanidade pura e não distorcida. Não há produção e, muito menos, falsa sexualidade”, explica.

Mas por que o Brasil? “Pensei que seria interessante tirar fotos de pessoas normais, já que todos vão ao país para fotografar modelos e praias do Rio de Janeiro”, esclarece. No ponto de vista de Joana Vilhena de Novaes, é interessante ver um Brasil fotografado “gordo”. “Sendo o país um cartão-postal de corpos sarados, esse projeto cumpre um papel social importante”, acredita. E, considerando que o autor vem da cultura norte-americana, em que Hollywood desacostuma nosso olhar aos feios, aos imperfeitos e aos velhos, só mostrando pessoas lindas, magras e jovens, Matt vai na contramão ao fotografar imperfeições. “É importante as pessoas darem uma arejada no discurso que segue no sentido de criminalizar a gordura”, conclui.


Juliana Bertechini, 32 anos, professora e tradutora

O maior desafio para esta paulistana que fala com as mãos e de sorrisão aberto foi, durante o ensaio, conter o riso. “Nunca fui retratada sem sorrir, sou expansiva. Mas descobri, vendo as fotos, que posso fazer um olhar, uma expressão que não conhecia. Me emocionei com o resultado”, conta Juliana, que segue blogs de fotografia e conhecia o trabalho de Matt Blum desde 2007. Vontade de posar para um ensaio de nu artístico ela já tinha, mas nunca pensou que pudesse fazê-lo por achar esse tipo de trabalho incomum no Brasil. “Aqui se leva muito para o erótico, queria um trabalho em que estivesse nua de alma”, conclui.

Você é feliz com o seu corpo? Nenhuma mulher é 100% feliz com seu corpo, sempre tive uma encrenca com a minha barriga. Mas não deixo de comer uma lasanha nem digo não para a cervejinha de sexta-feira. Adoraria poder colocar um vestido mais justo, mas não sou infeliz por isso. As pessoas levam a perfeição muito a sério.


Michele Lerner, 24 anos, artista plástica


Há menos de um ano, pouco antes de se unir ao primeiro namorado da vida, escutava: “Você não vai emagrecer para o casamento?”. Ela rebatia, indignada: “Isso não diz respeito a ninguém, só a mim”. Michelle viu seu corpo ser posto em discussão desde menina, quando participava de um grupo de dança folclórica judaica. “Sempre fui gordinha, baixinha, de cabelo preto e enrolado”, assume ela, responsável pela ideia desta reportagem. “O negócio dele é ver gente normal, muito diferente dos editoriais de moda, que mostram que a beleza está na magreza. Quando vi as fotos, um portal se abriu para mim. Não importa quanto eu pese, foi um tesão ver o resultado”, relata.

Que relação tem com seu corpo? Não me sinto fora dos padrões ao mesmo tempo que nunca pertenci a um padrão de estilo. Sempre gostei das coisas diferentes, tenho seis tatuagens. Mas claro que me incomoda não conseguir comprar qualquer roupa que queira e perceber aquele olhar crítico de alguém quando tomo uma Coca-Cola ou uma cerveja!



Thaisa Burani, 25 anos, editora de livros infantis


“Para quem eu sou bonita e para quem eu não sou bonita?”, questiona-se Thaisa há 25 anos. Dona de um corpo esguio e rosto delicado, ela cresceu ouvindo que deveria ser modelo. Só não dos pais, intelectuais de esquerda, que concordavam com a opinião da filha: “Sempre tive medo de submeter meu corpo ao mercado”, explica. Além disso, não queria expor suas cicatrizes espalhadas por peito, braço e abdome, oriundas de cirurgias do coração – ela tem uma doença congênita – e de seguidas internações. “Sempre me vi nessa linha tênue de estar dentro e fora do padrão de beleza. Dentro porque sou magra, alta e tenho um rosto bonitinho, mas fora porque tenho poucas curvas e muitas cicatrizes. Nunca me senti a gostosona."
 

Como foi se ver nas fotos? Gostei muito, porque você se ver no espelho nunca é igual a você se ver em uma foto, ainda mais sem maquiagem e sem Photoshop. Você se dá conta da visão que os outros têm de você.


Ariane Lins, 38 anos, empresária

Ariane chegou de Manchester, na Inglaterra, onde mora há seis anos, para passar três meses de férias no Rio de Janeiro, com vontade de se submeter a uma lipoaspiração. Conforme foi frequentando as praias cariocas, começou a perceber no corpo de outras mulheres tudo aquilo que incomodava no seu. “Não era nada que me impedisse de viver”, brinca a capixaba. Ao mesmo tempo, soube pela mãe, que mora em Nova York, que Matt estaria no Brasil e realizaria o The Nu Project. “Gostei muito da proposta porque ele consegue tirar a beleza do feminino, você não precisa ser necessariamente uma mulher bonita para os padrões”, explica.

Como foi ser uma das personagens de Matt? Fiquei orgulhosa por ter tido coragem de fazer as fotos consciente de que não teria nenhum retoque. Sabia que estava me expondo, mas percebi que realmente não tinha por que me esconder, afinal, é como se as lentes de Matt captassem o seu interior.


Posted on quarta-feira, junho 13, 2012 | Categories: