E é assim que deve ser,
dois corações andando juntos na mesma sintonia.
dois corações andando juntos na mesma sintonia.
Duas vozes que juntas formam louvores,
E de um louvor, três simples palavras quando
unidas na mesma frase,
Acariciam os ouvidos,
E que essas palavras se formem sempre que
Os olhos se cruzarem e os lábios não mais
aguentarem,
O coração e a mente pela primeira vez se juntam
e empurram um intenso suspiro,
Levando finalmente, “Eu te amo”, aos ouvidos dos
dois apaixonados.
E que hajam discordâncias,
Lágrimas,
Tristezas que despertam corações.
Mas que reine a maturidade,
E ensine que a avalanche serviu para renovar.
Que as dúvidas e receios tropecem nas certezas,
nas experiências e coerências,
E forme uma explosão de desejos.
Que tire os sentidos e acabe em dois corpos
unidos em um único abraço,
Onde mais uma vez os olhos se cruzam
Os lábios se aproximam,
e num simples estalo,
um beijo aconchega os dois corações apaixonados.
...
E como dizia o poeta...
De tudo ao meu amor
serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
(Vinícius de
Moraes)
...
E que todas essas palavras unidas se repitam por
anos, anos e mais anos.
Sem fim...
Em que o eterno seja até os dois corações em
carne se cansarem,
E descansarem para sempre, levando as almas a
viajarem de mãos dadas ao desconhecido,
E se amem na presença do eterno Deus.
(Joyce Barreto Chicon)


















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