sábado, 20 de julho de 2013

Feliz dia do amigo!

Neste post decidi dedicar uma passagem fantástica de um dos livros mais marcantes da minha vida "O pequeno príncipe" a todos meus verdadeiros amigos.

Aos que realmente lerem espero que não precise de palavras e textos explicativos para que entendam o motivo dessa passagem, tenho certeza que entenderão perfeitamente, principalmente o quanto são importantes para mim. 

Aos que me CATIVAM:


E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua ideia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol.
Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não
como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor
de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o
barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu
começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o para-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.



O livro: 
O pequeno príncipe
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Agir
91 páginas


Livro de criança? Com certeza!
Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi.
O pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retorna os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino.


quarta-feira, 3 de julho de 2013

O lado bom da vida

Costumo classificar meus livros como: “pesados”, “os fantásticos”, os de “cabeceiras”, os “light para descanso”, os “professores”, os “terapeutas”, “livros chacoalhões” (são aqueles que te faz acordar pra vida de alguma forma), os “conselheiros”, enfim, são muitos.
Este eu classifico como “light para descanso” com um “Q” de “conselheiro”.

Ganhei este livro de presente de aniversário de uma amiga, as palavras dela “Eu li a sinopse e pensei: É este!”. E ela acertou. Agora que finalizei a leitura posso dizer, me senti um pouco “Pat” (personagem principal), e quando eu era apenas eu “Joyce” lendo o livro, parecia que ele falava diretamente comigo. E vocês vão saber, porque copiei trechos significativos e colei logo abaixo.


Gostei, é uma leitura rápida e gostosa. Recomendo!



Livro: O lado bom da vida
Autor: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Gênero: literatura Estrangeira
254 páginas

*O livro que inspirou o filme*

Sinopse
Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados".

Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.

À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.

Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.

Trechos que me aproximaram mais ainda da leitura




E agora que terminei minha leitura, estou autorizada a assistir ao filme, espero que seja bom igual!


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Vou devanear, mas na praia...

Praia Maranduba - Ubatuba - São Paulo

É o momento de espairecer,
De relaxar a mente,
Descansar o corpo e curtir outros ares,
Colocar as ideias e os pensamentos em ordem.
Sentir a areia,
Olhar para frente e ver o mar,
Ouvir o som das ondas
ligado à natureza.

É um bom começo para alinhar a vida.
E que os ventos tragam tranquilidade,
Eu vou para a praia.

Até o próximo post...

sábado, 27 de abril de 2013

Essência




O tempo passa, a gente cresce e amadurece.
Aprende milhões de coisas com a vida.
Ao decorrer desse aprendizado levamos muitos tombos, mesmo com certa dificuldade, a gente aprende a levantar.

Em alguns momentos e para certas decisões precisamos ser mais maleáveis, sensatos e coerentes, em outros, mais fortes e resistentes.

Aprendemos a ter equilíbrio e seguir novos caminhos.

Com tantos altos e baixos somos obrigados a fazer escolhas, e nossa personalidade se autodefine.
Todas as lições da vida nos transformaram no que somos. E são essas lições que nos diferenciam das outras pessoas, e assim nos tornamos únicos.

Fator que faz algumas pessoas gostarem de você pelo o que você é, e outras simplesmente não são compatíveis.

E isso jamais deve influenciar em nada em nossas vidas. Devemos cultivar as relações de amizade, amor, carinho e afeto com aquelas que estão sempre juntas de nós. E jamais desejar o mal das que não nos querem por perto, apenas seguir caminhos opostos, pois ninguém é obrigado a conviver com ninguém.

A vida é assim.
Isso acontece comigo, com você e com todas as outras pessoas.
Mas uma coisa eu posso afirmar, foram tantas coisas e tantas mudanças. E eu nunca perdi a essência de quem eu sempre fui!

(Joyce Barreto Chicon)
Posted on sábado, abril 27, 2013 | Categories:

sexta-feira, 19 de abril de 2013

De olho nas lentes de contato


Seja para corrigir a visão ou melhorar a aparência, é bom lembrar: sem prescrição médica e higiene necessária, elas podem danificar se tornar grandes vilãs


Elas são as queridinhas quando o assunto é melhorar a aparência, isso para os que necessitam do óculos. Muitas vezes o grau das lentes corretoras é alto, e se um indivíduo não gosta de usar o acessório, recorre às lentes de contato.

Mas também se tornam adornos da beleza, há aquelas pessoas que tem o desejo de vez ou outra desfilar com olhos verdes, azuis, castanho claro. Ou ainda são ótimas opções em festas à fantasia, pois muitas lentes de contato possuem efeitos personalizados.

Mas a verdade é que lentes de contatos não são para qualquer pessoa, existem uma infinidade de tipos no mercado óptico, mas sem prescrição médica e também uma boa higiene, ao invés de ajudar, ela prejudica o usuário.

Doenças oculares
Mesmo com a prescrição de um profissional, as lentes de contatos exigem extremo cuidado. Se mal armazenada, ou exposta a poluição, se não desinfetada corretamente, ela pode causar problemas como conjuntivite, inflamações oculares, perfurações na córnea e outros problemas ainda maiores.

Foi o caso da estudante Myrian Almeida, 22 anos, que teve inflamação na superfície ocular causada por uma lente cosmética. “Queria mudar a cor dos olhos, mas a embalagem não tinha qualquer informação sobre os cuidados. Apesar de usar o líquido adequado para a lavagem e conservação no estojo, elas deram fungos causando ardência e coceira nos meus olhos”, relembra Myriam, que precisou recorrer a um oftalmologista para resolver seu problema.


Venda sem prescrição é crime
Assim como os óculos de grau que encontramos em barracas de camelôs e em farmácias, vender lentes de contato sem prescrição médica é antiético.
E mais, o uso das lentes cosméticas e decorativas, sem prescrição médica é absolutamente condenado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia, pela Sociedade Brasileira de Lentes de Contato e pela Sociedade Brasileira de Oftalmologia, avisa o oftalmologista Renato Fernandes da Clínica Oftalmo Day Tijuca, especialista em cirurgias de catarata e de córnea.

Segundo ele, existem vários tipos de lentes: As corretivas que são usadas em pacientes com alguma doença ocular. As cosméticas são pintadas para fins estéticos e visam mudar a cor dos olhos ou encobrir imperfeições na região ocular. As decorativas que, além de encobrir a íris, podem ser do tipo esclerais, ou seja, que se apoiam na parte branca dos olhos, são as mais perigosas. Elas dão a impressão de que o olho está preto ou vermelho. Podem causar uma série de problemas como conjuntivite e inflamações.


Lentes, somente em lojas especializadas!
Hoje em dia até pela internet você consegue comprar, mas o azar é só seu.
Lentes de contatos e óculos de grau se compra somente em lojas especializadas no assunto. Lá você encontra marcas confiáveis, produtos oftalmologicamente testados, e de boa qualidade.

É verdade que algumas vezes a internet e lojas não especializadas vendam lentes por preços bem inferiores, isso se torna tentador. Mas o preço que você pode pagar mais tarde é maior, tanto no bolso, quanto pela saúde.


Vai aderir? Tome nota!
O oftalmologista chama atenção também para outros cuidados necessários antes do uso da lente: Pacientes que têm doenças de superfície ocular como olho seco severo, pouca lágrima e superfície ocular muito irritada precisam primeiro tratar essas alterações para depois colocar a lente de contato. Fernandes lembra ainda que é preciso fazer a assepsia correta para evitar complicações geradas pelo uso indevido das lentes de contato: Estar com as mãos limpas no momento da colocação e da retirada do produto, trocar diariamente o líquido que conserva a lente no estojo, utilizar soluções limpadoras adequadas para a lavagem e desinfecção, e não dormir utilizando as lentes.


para revista 7dias




Posted on sexta-feira, abril 19, 2013 | Categories:

quarta-feira, 10 de abril de 2013

O princípio do beijo

A comunicação como base dos vínculos e relacionamentos duradouros


Apesar da aparente conectividade em que vivemos e de todas as maneiras possíveis de se comunicar que a humanidade tem à disposição atualmente, uma das queixas mais frequentes entre as pessoas é a dificuldade nas relações, em todas as esferas, profissionais, pessoais e familiares.

Vivemos numa Torre de Babel, quando o assunto é comunicação interpessoal. As pessoas, de maneira geral, demonstram grande dificuldade para expressarem suas ideias, objetivos, percepções e emoções verbalmente. Num mundo de imagens em que os instantâneos fotográficos substituem as palavras, a relação com a comunicação verbal está realmente perdendo espaço.




Não é difícil flagrarmos a humanidade teclando freneticamente em seus aparelhos celulares por todos os lados, nas ruas, elevadores, salas de aula, e até ao volante. Em estudos apresentados pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABraMeT), o condutor que envia SMS enquanto dirige aumenta em 23 vezes as chances de sofrer ou provocar colisão. É a quarta principal causa de acidentes de trânsito no Brasil e no mundo.

Esse teclar constante captura a pessoa para um espaço virtual fazendo com que, muitas vezes, perca o contato com a realidade física. Temo que, até durante as refeições, prefiram teclar para seu acompanhante a falar com ele ou pior a companhia em carne e osso seja menos interessante do que a virtual.

Empobrecimento da capacidade mais humana que possuímos. Tudo me parece superficial, breve e rápido. Por outro lado, e talvez na mesma proporção, a capacidade para escutar o outro parece estar diminuindo. Não somos melhores ouvintes, a experiência da digitação de mensagens coloca o receptor na condição de leitor.



Estamos perdendo a capacidade de escutar atentamente o outro. Quando se tecla, o tempo de resposta se dá no tempo do outro e isso pode ser um flagelo para quem espera, pois a expectativa é que o outro responda imediatamente, no tempo de quem digita. Se o outro estiver conectado no mesmo tempo, sorte, senão a mensagem estará lá e será respondida, ou não, num outro tempo.

Vai se perdendo também a capacidade de “ler” os sinais das expressões faciais, pois as pessoas não têm fisionomias emoticons. Os sentimentos humanos são muitos e não raramente contraditórios. Difícil escolher aquele que melhor defina determinada situação. Por vezes devem ser vários os emoticons para a mesma situação e ainda deve-se contar que o receptor seja ótimo intérprete, senão, fica por isso mesmo, “eu escrevo e o outro finge que entende” e acaba por aí. No Facebook só há a opção “curtir” ou o silêncio, o desprezo. Não ser curtido é uma experiência chata. Dizer alguma coisa que ninguém notou é como contar uma piada sem graça que ninguém ri e deixa o contador constrangido.

Pior do que perder a percepção do outro, é perder a conexão consigo mesmo. Tornar-se incapaz de reconhecer as sensações do próprio corpo e os próprios sentimentos em relação às coisas e às pessoas. Se não for capaz de reconhecer os sentimentos e sensações em si mesmo, o que dirá no outro. Falta o sentir, depois vem o verbo. Parece que a humanidade caminha a passos largos nessa direção – evitando sentir e não falar.



Agora, transporte tudo isso para o ambiente organizacional. São muitos os desafios dos gestores de pessoas. As relações humanas nunca foram simples, porém, com o advento da “virtualização” as relações dos gestores com a equipe também precisam de atenção.

Meu pensamento é que antes que os gestores se entusiasmem com novos aplicativos e ferramentas eletrônicas, para gestão de pessoas, deve-se retroceder para o básico, a construção de vínculos. Essa ideia do Princípio KISS, acrônimo que em inglês que dizer: “Keep It Simple, Stupid” ou ”keep it simple and straightforward”, também um trocadilho de “princípio do beijo” valoriza a simplicidade do projeto e defende que toda a complexidade desnecessária seja descartada.

Muito se revela através do bom e velho olho-no-olho, da escuta ativa, da atenção ao não verbal e à linguagem corporal. Fatalmente são aspectos que se perdem numa relação virtual e ou digitalizada.



Não quero fazer nenhuma apologia contra as ferramentas eletrônicas, elas vieram para ficar, facilitam a vida desde que nós as dominemos e não o contrário. Percebo as pessoas escravas de seus aparelhos, alguns até adoecem se ficam sem conexão. Como se estivessem abandonados ou excluídos do universo. Será?
 
Segundo o “American Journal of Psychiatry”, mais que vício, o uso excessivo de internet pode ser considerado distúrbio mental. “Viciados” podem perder a noção do tempo chegando a esquecer de comer e dormir. Comportamentos exagerados podem levar ao isolamento social. Quem não vive sem o aparelho celular também é chamado de nomofóbico. Na Inglaterra, esse termo surgiu para designar o mal que afeta cerca de 76% dos jovens do país.
 
A atenção para a criação de vínculos é importante, mesmo que sejam  virtuais ou a partir deles. Nem sempre as relações são satisfatórias e isso acontece não só em função de “com quem”, mas também do “como” nos relacionamos e variam de acordo com a qualidade, a consistência, a constância, o significado a força.
 
 
O ambiente digital online oferece condições ideais para que as pessoas se expressem e isso pode trazer oportunidades e ameaças. Há redes mais focadas nas relações profissionais, visando a exposição das experiências no mercado de trabalho e a participação de grupos relacionados a tais  interesses, o que tem facilitado muito os processos de recrutamento e seleção e até, em muitos casos, encurtando o caminho para localizar pessoas que sejam facilitadoras para aproximar profissionais e ou empresas com interesses afins.
Quanto às ameaças, a mídia especializada informa: “Cuidado com sua imagem 2.0”. Empresas de recrutamento e seleção utilizam informações das redes sociais para analisar perfil dos candidatos. Tudo pode ser utilizado contra você. Comentários negativos sobre a empresa, vazamento de informações sigilosas, opiniões desdenhosos sobre líderes e gestores. Demissões decorrentes de postagens viraram lugar comum. Certamente não é nesse espaço que se pode dizer tudo o que se pensa.

Há outras redes em que a proposta é mais social e se vê de tudo. Disseminação de pensamentos filosóficos, imagens agradáveis, paisagens bucólicas, refeições em andamento, desabafos, piadas, pensamentos comunitários, compartilhamentos de ideias e ideais nem sempre praticados por quem os posta. Parece um mundo de fantasias, sorrisos, festas, viagens. Celebridades anônimas se mostrando para quem quiser ver. Pode-se até pensar que as pessoas sejam mesmo “janelas abertas” para o mundo.
 
Ao meu olhar, sob os Avatares sorridentes, parece mais uma tentativa de fuga da realidade, a busca da satisfação imediata, do ser visto, notado, da relação sem compromisso, do contato sem profundidade, lazer, para o indivíduo e distração fácil  e garantida no ambiente de trabalho. Por outro lado é enorme o potencial de negócios cibernéticos, impensáveis há bem pouco tempo, pois é possível monitor tudo através das tantas ferramentas de informações e inteligência sob inocentes cliques. Sabia que câmera de vídeo do seu computador pode ser ligada remotamente sem que você saiba? Que você certamente já conversou com robôs e nem se deu conta? Já recebeu como resposta a alguma informação postada na internet a seguinte pergunta: “Você é humano?” Há pesquisas nesse “cyberterreno” de arrepiar.
 
Mas o tema do vínculo é desafiador, voltemos a ele, porque de fato, se expor para o outro, gera diversos sentimentos: medo, ansiedade, angústia, prazer, alegria, cooperação, cumplicidade, competitividade, inveja, etc. Assim, o ato de se relacionar ou de criar vínculo implica no exercício de estar atento a si e ao outro e cuidar dessa relação. O que de fato não acontece nas redes sociais. O exercício é individual, a pessoa posta o que ela quer sem se preocupar com o outro. O outro ou outros da sua rede de relacionamento, em muitos casos, é um desconhecido.
 
É fato que em muitas ocasiões é mais fácil falar sobre situações difíceis com estranho. Isso realmente promove a sensação de alívio, mas no caso virtual a exposição atinge escalas gigantescas correndo o risco da pessoa sofrer “bulling eletrônico” ou “Cyberbulling”.
 
 
 
Voltando então para as relações não virtuais, para o simples, o básico, que é a proposta deste artigo. Como construir vínculos, a base dos relacionamentos humanos? Como melhorar a comunicação entre as pessoas em todas as esferas?
 
Não há  milagres, mas pequenos atos podem interferir positivamente na qualidade dos relacionamentos. Surpreenda-se, não há nada de novo nisso, não se trata da inovação das comunicações, apenas o básico. Seguem algumas dicas ou sugestões que acredito poderão fazer diferença:
 
Olhar e perceber a pessoa com quem você mantém uma conversa, por mais breve que seja. O olhar é a maneira mais poderosa de inclusão e seu contrário também é verdadeiro;
 
Dirigir-se às outras pessoas com gentileza, utilizar palavras como “por favor”, “obrigada”, demonstrando a capacidade de reconhecimento de um  préstimo;
 
Elogiar com palavras gentis;
 
Cumprimentar as pessoas com quem você convive, nos elevadores, corredores, em salas de reunião, em casa, os pais, os filhos, os irmãos, os vizinhos.
 
Respeitar as diferenças, desenvolver a capacidade empática. As pessoas são diferentes. Às vezes digo para alguns pais que nãoprecisa enviar o filho para uma experiência no exterior, mande-o para a casa de um amigo por uns dias e ele já perceberá as diferenças.
 
Evitar o modo “multi e automático” quando iniciar a conversa com alguém.
Não seja mecânico. Privilegie aquele momento e só aquele momento. Mantenha o foco naquilo que esta fazendo, principalmente se envolver outra pessoa.
 
Escutar o que o outro está dizendo. Evitar interromper quem está falando e aguardar que  finalize o raciocínio antes de responder. Evite julgar o outro e fazer críticas desnecessárias. A sensibilidade é fundamental.
 
Por parecer relativamente simples as pessoas não costumam dar muita atenção para esse tipo de comentário, entretanto, se vale como estímulo, não somos nada sem os outros. O ser humano é naturalmente gregário e  a vida em sociedade permite o amplo aprendizado, consigo e com os outros.
 
Conseguimos nos desenvolver e melhorar como seres humanos através das relações com o outro. As pessoas percebem, assim como você, quando alguém está verdadeiramente interessado no que você diz.
 
Precisamos do outro para saber se crescemos, o outro é que nos informa, direta ou indiretamente, sobre a nossa própria evolução e adequação social, favorecendo o autoconhecimento.
 
Assim, não espere que o outro dê o primeiro passo para começar a agir de maneira mais gentil e cordial. Talvez no início alguns até achem estranho, mas se o que foi dito neste artigo fizer sentido para você coloque em prática.



 
Um texto de:
Adriana Gomes: Diretora do site WWW.vidaecarreira.com.br, Coordenadora do Centro de Carreiras e do Núcleo de Estudos e Negócios em Desenvolvimento de Pessoas da ESPM

domingo, 7 de abril de 2013

07 segredos do bom café




As dicas são básicas, mas essenciais para deixar o seu cafezinho de todos os dias muito mais irresistível. Apesar de parecer super fácil preparar o café, poucas pessoas respeitam medidas, e algumas acabam errando a mão vez ou outra. E amantes de café é o que não falta, portanto a barista Márcia Matta, da dicas que vão fazer a diferença no seu café todas as manhãs.

Medidas
A proporção é 04 colheres (sopa) de pó bem cheias para 01 litro de água. O principal erro é adicionar muita água na extração da bebida ou pouco pó para uma determinada quantidade de água.

Água
Utilize sempre água pura e limpa, seja filtrada ou mineral.

No ponto
A água deve ser apenas aquecida, numa temperatura entre 90 e 95°C. Desligue o fogo ao primeiro sinal de fervura. A água não pode ferver, pois a perda de oxigênio altera a acidez do café e volatiza seus aromas.



Pó bem armazenado
A embalagem ainda fechada deve ser mantida em local limpo e fresco. Depois de aberta, conserve-a na geladeira. Neste caso, o café deve ser mantido longe dos produtos químicos e de odores fortes. Se a embalagem for do tipo “almofadinha”, despeje o pó em um pote bem fechado e leve também à geladeira. Mas se for a vácuo, vede-a bem para poder preservar o bom do seu cafezinho.

Térmica
Café na garrafa térmica nem sempre é bom. Sabores e aromas são mantidos no máximo por uma hora na térmica e desde que não esteja adoçado.

Requentado, não!
Esqueça a história de reaquecer o café. A bebida perde as suas características originais de aroma e sabor ao ser resfriada e depois reaquecida.

Açúcar, adoçante ou amargo?
Para saborear o café e perceber suas diferentes características e nuances devemos tomá-lo sem açúcar. Se fizer questão, evite adoçá-lo durante o preparo. Deixe para fazer isso nas xícaras, de acordo com a preferência de cada um.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Livro: 100 dicas infalíveis para emagrecer e se manter em forma

Neste post incluirei informações sobre este livro, foto da capa, sinopse e nota sobre o autor. Além de um link que permita com que você consiga baixar o primeiro capítulo. Mais abaixo opiniões.

O Livro:
Ao contrário do que pregam algumas dietas, não existe fórmula mágica para emagrecer. Para o Dr. Fred A. Stutman, o único meio de perder peso é comer menos e se exercitar mais. Mas não se assuste achando que você está sentenciado a viver com fome e a se exaurir em intermináveis sessões de exercícios.
As 100 dicas que ele apresenta neste livro proporcionam um método de emagrecimento gradativo e fácil de seguir. Você aprenderá a escolher os alimentos certos e a consumi-los da forma adequada. Descobrirá também como praticar exercícios em ritmo apropriado. Graças a isso, melhorará a saúde de forma geral e, dificilmente, voltará a engordar.
Além de saborosas, as sugestões de refeições e lanches criadas pelo Dr. Stutman são simples e saudáveis. Com elas, você chegará ao peso ideal sem se expor aos riscos que se escondem nas perigosas dietas da moda, como aquelas que são pobres em carboidratos. Além disso, consumirá alimentos nutritivos que previnem doenças.
Opte pelas dicas que têm mais a ver com seu estilo de vida. Cada sugestão que você seguir o ajudará a emagrecer. Os quilos perdidos não voltarão, pois você terá adotado bons hábitos alimentares e estará se exercitando com regularidade - duas práticas que podem ser mantidas pelo resto da vida.
A caminha é indicada pelo Dr. Stutman como a melhor e a mais eficiente atividade física para quem quer entrar em forma. Ela não apresenta os riscos dos exercícios que exigem maior esforço e pode ser praticada até por pessoas que têm um cotidiano atribulado.
Neste livro você conhecerá também diversos conceitos equivocados que fazem parte do universo das dietas e que, muitas vezes, prejudicam o processo de emagrecimento. Alguns deles são: tudo o que comemos à noite se transforma em gordura, contar calorias não é importante, adotar uma dieta radical é o melhor meio de entrar em forma e exercícios não são essenciais para a perda de peso.
As dicas do Dr. Stutman vão deixá-lo atento a esses mitos e a muitos outros. Com elas, você emagrecerá de modo saudável, sem privações e sem se tornar prisioneiro do nefasto efeito sanfona. Perderá peso de forma lenta e estável, graças a ajustes simples na ingestão de calorias e à prática de exercícios moderados.
Sobre o Autor
Dr. Fred Stutman, M.D., é especialista em dieta, nutrição e fisiologia do exercício e pratica medicina familiar na Filadélfia como membro do Temple University Health System. Escreveu 10 livros sobre temas relacionados à sua área de atuação que já figuraram em uma série de publicações, como The New York Times, USA Today, Cosmopolitan e Reader's Digest.
1º Capítulo em PDF:
Opinião:
Este livro, tenho como um guia de dieta e saúde, isto porque é diferente de todos os livros que publicam páginas e mais páginas sobre as dietas da moda, àquelas que prometem milagres e diversas ilusões. Diferentes também das revistas sobre dieta e emagrecimento, que são outras publicações que te fornecem cardápios dicas e milhões de ilusões que são paliativas, quando não uma grande junção de ladainhas para apenas gerar lucro para o mercado bilionário da beleza e dieta.

O livro é ótimo porque trata dos assuntos de forma real, mostrando que o ideal é cada um aprender a respeitar o ritmo de seus corpos, e aprender a reeducar seus hábitos alimentares e adaptar as atividades físicas em seu dia-a-dia, da sua maneira.
São realmente ótimas dicas sobre determinados assuntos, que geralmente nos surgem dúvidas, por exemplo, sobre o consumo das fibras, sobre o colesterol, chá verde, horários corretos para se alimentar, caminhadas, e muito mais que realmente mudará a sua visão sobre seus próprios hábitos e principalmente o incentivará seguir uma vida mais saudável.
Recomendo, porque é uma leitura ótima, fácil e bem rápida. As dicas fazem parte da realidade das pessoas, não há promessas de milagres, não há restrições. É apenas uma reeducação de hábitos que com certeza vale a pena seguir, não apenas para perder peso (quem precisa), mas para obter mais saúde.
Dicas contidas no livro, postadas anteriormente aqui no blog:

josana marly
já li 3 vezes esse livro e já consegui emagrecer 23 quilos, só seguindo as dicas infalíveis, amei e recomendos para todos.

Ana Dâmaso
Livro de fácil leitura e compreensão com dicas importantes para mudanças no estilo de vida, Ana Dâmaso Autora da área de saúde

NARA DE FATIMA RODRIGUES BORBA
gostei muito das dicas que li .quero ter esse livro .ja estou lendo o livro aprendendo gostar de si mesmo.da altora LOUISE HAY..MUITO BOM...


 



terça-feira, 19 de março de 2013

As funções dos chás

Já que virei adepta do chá, posto aqui uma imagem bem legal, super curtida no Tumblr.
Os chás e suas funções.

 
 


Inclua mais chá no seu dia a dia, é saudável e ajuda a emagrecer.

Benefícios do chá verde, ele ajuda MESMO a perder peso. Pode confiar!
 
 

quarta-feira, 6 de março de 2013

Adeus a ele, Chorão!

Alexandre Magno Abrão (1971-2013) - Chorão do Charlie Brown Jr.


Ídolo!

“Ainda vejo o mundo com os olhos de criança
Que só quer brincar e não tanta "responsa"
Mas a vida cobra sério e realmente não dá pra fugir

Livre pra poder sorrir, sim
Livre pra poder buscar o meu lugar ao sol


…”

Quando marca a vida!
Paz por toda eternidade para nosso ídolo Chorão.



Posted on quarta-feira, março 06, 2013 | Categories:

sexta-feira, 1 de março de 2013