domingo, 27 de outubro de 2013

Liliana Crociati de Szaszak

No post “Cemitério da Recoleta – Buenos Aires” Mencionei que um dos principais mausoléus que me chamou a atenção foi o da italiana Liliana Crociati de Szaszak, vou explicar por que.


O túmulo de Liliana fica localizado em uma das esquinas do cemitério da Recoleta, e mesmo que se trate de um túmulo, é harmonioso, por causa da delicadeza na qual foi esculpido a imagem da moça e seu cachorro. O pai de Liliana pediu ao escultor Wieredovol VIladrich um mausoléu que imitasse a frente do quarto da filha e além a imagem em tamanho real de Liliana, esculpiu a imagem do cachorro Sabú, o fiel companheiro da moça.

Túmulo de Liliana Crociati de Szaszak
Por Joyce Barreto Chicon
No dia 26 de fevereiro de 1970, com 26 anos de idade, a jovem Liliana passava sua lua de mel em Innsbruck na Áustria. Quando uma tragédia aconteceu, seu quarto de hotel foi atingido por uma avalanche, que a matou. Conta a história que nesse mesmo dia (ou muito próximo disso), seu cachorro Sabú faleceu.

A mãe de Liliana projetou o túmulo no estilo gótico, tentando destacá-lo dos demais túmulos do cemitério. Abaixo da estátua de Liliana e Sabú há um pódio de pedra que exibe uma placa, onde o pai de Liliana escreveu um poema (em italiano) expressando seus sentimentos pelo o que ocorreu com a filha.

“A Mia Figlia”

Solo mi chiedo il perché
Tu se partita e distrutto hai lasciato il mio cuore
Che te solamente voleva, perché?
Perché? Solo il destino sà il perché e mi domando perché?
Perché non si può stare senza te, perché?
Tanto bella eri che la natura invidiosa ti distrusse, perché?
Perché, solo mi domando se Dio c'é, con se porta via ciò che suo non è
Perché ci distrugge e lascia all'infinito il dolore!
Perché? Credo al destino e non a te, perché?
Perché solo sò che sempre sogno con te, perché c'é di che?
Per tutto l'amore che sente il mio cuore per te.
Perché? Perché?
Il tuo papá

Tradução

À minha filha
Somente me pergunto o porquê
Tu te foste e deixaste meu coração destruído
O qual apenas te queria, por quê?
Por quê? Apenas o destino sabe a razão, e eu me pergunto: por quê?
Porque não podemos ficar sem ti, por quê?
Tu eras tão bonita que a natureza, invejosa, destruiu-te. Por quê?
Apenas me pergunto por que, se há um Deus, ele leva-te em Seu nome.
Porque ele nos destrói e nos deixa numa eternidade de tristezas!
Por quê? Eu acredito no destino, não em Você. Por quê?
Porque apenas sei que sempre sonho contigo, por que isso?
Por todo o amor que meu coração sente por ti.
Por quê? Por quê?
Teu Papai

Liliana Crociati de Szaszak
Fonte: recoletacemetery

Sabú
Fonte: recoletacemetery



Fonte:recoletacemetery


Fonte: recoletacemetery

Fonte: recoletacemetery
---

É uma história triste, mas que se um dia você for até o Cemitério da Recoleta, entre tantas histórias riquíssimas, não deixe de conhecer o mausoléu de Liliana Crociati de Szaszak.

É claro que existem outras inúmeras histórias tristes, curiosas e também apaixonantes no cemitério da Recoleta de Buenos Aires. Para conhecer um pouquinho mais, acesse: http://www.recoletacemetery.com/.

Até o próximo post...


sábado, 26 de outubro de 2013

Cemitério da Recoleta - Buenos Aires

Nos posts anteriores, falei sobre a viagem a Buenos Aires que meu namorado e eu fizemos nessas férias, falei sobre “A crise da Argentina” e comecei a falar em como foi a “viagem para Buenos Aires”. 

E prometi que falaria sobre todos os detalhes que mais chamaram a atenção na viagem.

Aqui falo sobre o Cemitério da Recoleta, que foi um dos mais incríveis passeios que fizemos muito rico em conhecimento e bem curioso também.

Cemitério da Recoleta - Buenos Aires
Cementerio de la Recoleta assim falam os portenhos. O Cemitério foi inaugurado em 1822 no harmonioso e nobre bairro da Recoleta. Flores cercam o cemitério, na entrada um jardim verde que recebe os visitantes. A mistura da flora com a beleza arquitetônica é um convite para conhecer o que há de tão especial dentro do cemitério.

Quando falamos de “cemitérios” algumas pessoas mostram repulsa, porque já imaginam o ambiente e cenas fúnebres, mas não estamos falando de um cemitério simples, no qual o movimento lá dentro é para condolências, ou cerimônias funerárias. Falo de um cemitério que carrega aulas riquíssimas da história argentina. Além de obras artísticas de deixar qualquer um admirado e esquecer que está dentro de um cemitério.

Assim como o cemitério da Consolação em São Paulo, o Cemitério da Recoleta em Buenos Aires possui grande influência francesa, e em suas instalações existem a maior parte das famílias aristocratas da Argentina.

Lá, muitos mausoléus são famosos e alguns turistas vão direto a procura dessas, como:

Eva Perón

Eva (Evita) Duarte de Perón (1919-1952), considerada a defensora dos trabalhadores, esposa do general Juan Domingo Perón.

Luis Federico Leloir (1906-1987), cientista ganhador do prêmio Nobel de Química de 1970.

José Hernández (1834-1886), reconhecido peta e político.

Miguel Cané (1851-1905), escritor e advogado.

Victória Ocampo (1891-1979), escritora e editora.

Victória Ocampos
 Nicolás Avellaneda (1837-1885), foi presidente da Argentina 
entre 1874 e 1880. Além de advogado e jornalista.

 Adolfo Bioy Casares (1914-1999), escritor de obras famosas, também escreveu com outros autores de peso no país.

Miguel Juárez Celman (1844-1909), foi presidente da Argentina e advogado.

Cosme Argerich (1758-1820), primeiro mestre de estudos médicos da Argentina. 

Blanca Podestá (1889-1967), atriz e produtora enterrada no jazigo familiar García Velloso.
Cosme Argerich

Carlos Maria de Alvear (1789-1852), soldado que lutou pela independência americana.

Alejandro Vicente López y Planes (1785-1856), autor do hino nacional da Argentina.

Juan Andrés Gelly Y Obes (1815-1904), chefe do Estado-Maior do Exército da Argentina na guerra do Paraguay.





Além de milhares de outros nomes famosos e muito importantes da história da Argentina.

Lá, tiramos algumas fotos incríveis do cemitério, e vou compartilhar com vocês!

Para ver em tamanho original, clique sob a foto.




















No próximo post, falarei sobre o mausoléu que entre todos me chamou mais atenção, e fiz questão de pesquisar detalhes sobre toda a história da italiana Liliana Crociati. Vocês entenderão porque.

Então... Até o próximo post amigos blogueiros...



Posted on sábado, outubro 26, 2013 | Categories:

sábado, 7 de setembro de 2013

Para sempre minhas musas

Eternas musas.
Porque me inspiro em mulheres de verdade, com beleza própria, talentosas, com mil defeitos, sem photoshop, sem mimimi, sem vulgaridade... Simplesmente elas, lindas do jeito delas,sensuais como nunca mais existirá. Todas muito peculiares, inteligentes e fizeram histórias, não se importando com o que o mundo diria sobre elas, sobre seus defeitos, problemas, vícios, polêmicas e o que fosse.

Elas eram autenticas: tristes e felizes, risonhas e choronas, meigas e indelicadas, apaixonantes e desprezíveis... Sempre majestosas e ORIGINAIS, sempre elas mesmas!

Não tem como não amá-las. Mulheres com M maiúsculo...
Mulheres em crise que souberam brigar com a vida.

Dignas de admiração e inspirações.
Essas são eternas!

Edith Piaf

Ella Fitzgerald

Anne Sexton

Marilyn Monroe

Judy Garland


Bessie Smith

Jane Russell


Porque resolvi escrever sobre essas incríveis MULHERES?
Me inspirei em uma leitura fantástica indicada pela minha analista, que hoje esse livro virou o meu de cabeceira: "Mulheres que correm com lobos" de Clarissa Pinkola Estés.

Em uma certa página, as minhas musas apareceram, e amei ainda mais a minha leitura, vou citar abaixo os trechos.

Janis Joplin

 Janis Joplin, uma cantora de blues da década de 60, é um bom exemplo de uma mulher braba cujos instintos se viram prejudicados por forças alquebradoras do espírito. Sua vida criativa, sua curiosidade inocente, seu amor pela vida, sua atitude irreverente para com o mundo durante os anos do seu crescimento eram impiedosamente criticados pelos seus mestres e por muitos dos que a cercavam na comunidade batista de meninas brancas ‘bem-comportadas’, no sul dos Estados Unidos.

Embora fosse excelente aluna e pintora talentosa, era repudiada pelas outras meninas por não usar maquiagem e pela vizinhança por ouvir jazz e gostar de escalar uma formação rochosa fora da cidade para ficar lá cantando com seus amigos. Quando afinal fugiu para o mundo dos blues, era uma pessoa tão carente que não sabia mais dizer quando era a hora de parar. Ela não tinha limites no que dizia respeito a sexo, bebidas ou drogas.


Há algo em Bessie Smith, Anne Sexton, Edith Piaf, Marilyn Monroe e Judy Garland que apresenta o mesmo padrão de instintos prejudicados pela fome da alma: a tentativa de ‘se ajustar’, a tendência à intemperança, a possibilidade de parar. Poderíamos trazer uma longa relação de mulheres talentosas de instintos feridos que , num estado de vulnerabilidade, fizeram escolhas infelizes...”


Presente para os seus ouvidos:

Janis Joplin's Greatest Hits - Full Album



Edith Piaf - Padam Padam



Judy Garland - Get Happy




quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Canecas porta-biscoito, um mimo!

Sabe quando você encontra o objeto certo, aquele que se encaixa com seus gostos, é ótimo, não é? Navegando na internet em meio a algumas pesquisas encontrei o tipo de coisa que despertou aquela famosa sensação: “Isso foi feito pra mim”
Antes de ver as coisinhas fofas que quero compartilhar com vocês, e tenho certeza que vão adorar, vou explicar...
Faz um tempo, eu aprendi apreciar alguns chás, pesquisar sobre a funcionalidade de cada tipo, e adaptei no meu dia-a-dia. Consequentemente fiz de uma xícara legal a minha preferida.
Outra coisa que adoro e acho combina com tudo e todos os momentos, são cookies, aquele bolachão de baunilha com gotinhas de chocolate mesmo. É tudo tão simples, mas é esse o meu momentinho de simplicidade mais feliz.
E olhaaa, encontrei um mimo ideal para pessoas que adoram juntar essas duas coisas...
Canecas porta-biscoito/ Mugs
Fonte: Etsy


Fonte: Mocha


Fonte: Uncommongoods


Fonte: Uncommongoods




Fonte: Entresuelo



Fonte: Pinterest



Fonte: Pinterest

São adoráveis, não são?

Até o próximo post
Posted on quinta-feira, agosto 22, 2013 | Categories:

sábado, 20 de julho de 2013

Feliz dia do amigo!

Neste post decidi dedicar uma passagem fantástica de um dos livros mais marcantes da minha vida "O pequeno príncipe" a todos meus verdadeiros amigos.

Aos que realmente lerem espero que não precise de palavras e textos explicativos para que entendam o motivo dessa passagem, tenho certeza que entenderão perfeitamente, principalmente o quanto são importantes para mim. 

Aos que me CATIVAM:


E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua ideia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol.
Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não
como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor
de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o
barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu
começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o para-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.



O livro: 
O pequeno príncipe
Autor: Antoine de Saint-Exupéry
Editora: Agir
91 páginas


Livro de criança? Com certeza!
Livro de adulto também, pois todo homem traz dentro de si o menino que foi.
O pequeno Príncipe devolve a cada um o mistério da infância. De repente retorna os sonhos. Reaparece a lembrança de questionamentos, desvelam-se incoerências acomodadas, quase já imperceptíveis na pressa do dia-a-dia. Voltam ao coração escondidas recordações. O reencontro, o homem-menino.


quarta-feira, 3 de julho de 2013

O lado bom da vida

Costumo classificar meus livros como: “pesados”, “os fantásticos”, os de “cabeceiras”, os “light para descanso”, os “professores”, os “terapeutas”, “livros chacoalhões” (são aqueles que te faz acordar pra vida de alguma forma), os “conselheiros”, enfim, são muitos.
Este eu classifico como “light para descanso” com um “Q” de “conselheiro”.

Ganhei este livro de presente de aniversário de uma amiga, as palavras dela “Eu li a sinopse e pensei: É este!”. E ela acertou. Agora que finalizei a leitura posso dizer, me senti um pouco “Pat” (personagem principal), e quando eu era apenas eu “Joyce” lendo o livro, parecia que ele falava diretamente comigo. E vocês vão saber, porque copiei trechos significativos e colei logo abaixo.


Gostei, é uma leitura rápida e gostosa. Recomendo!



Livro: O lado bom da vida
Autor: Matthew Quick
Editora: Intrínseca
Gênero: literatura Estrangeira
254 páginas

*O livro que inspirou o filme*

Sinopse
Pat Peoples, um ex-professor de história na casa dos 30 anos, acaba de sair de uma instituição psiquiátrica. Convencido de que passou apenas alguns meses naquele “lugar ruim”, Pat não se lembra do que o fez ir para lá. O que sabe é que Nikki, sua esposa, quis que ficassem um "tempo separados".

Tentando recompor o quebra-cabeças de sua memória, agora repleta de lapsos, ele ainda precisa enfrentar uma realidade que não parece muito promissora. Com seu pai se recusando a falar com ele, sua esposa negando-se a aceitar revê-lo e seus amigos evitando comentar o que aconteceu antes de sua internação, Pat, agora um viciado em exercícios físicos, está determinado a reorganizar as coisas e reconquistar sua mulher, porque acredita em finais felizes e no lado bom da vida.

À medida que seu passado aos poucos ressurge em sua memória, Pat começa a entender que "é melhor ser gentil que ter razão" e faz dessa convicção sua meta. Tendo a seu lado o excêntrico (mas competente) psiquiatra Dr. Patel e Tiffany, a irmã viúva de seu melhor amigo, Pat descobrirá que nem todos os finais são felizes, mas que sempre vale a pena tentar mais uma vez.

Um livro comovente sobre um homem que acredita na felicidade, no amor e na esperança.

Trechos que me aproximaram mais ainda da leitura




E agora que terminei minha leitura, estou autorizada a assistir ao filme, espero que seja bom igual!


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Vou devanear, mas na praia...

Praia Maranduba - Ubatuba - São Paulo

É o momento de espairecer,
De relaxar a mente,
Descansar o corpo e curtir outros ares,
Colocar as ideias e os pensamentos em ordem.
Sentir a areia,
Olhar para frente e ver o mar,
Ouvir o som das ondas
ligado à natureza.

É um bom começo para alinhar a vida.
E que os ventos tragam tranquilidade,
Eu vou para a praia.

Até o próximo post...