Saiba
como ajudar a salvar a vida de seu bichinho de estimação com orientação e dicas
práticas de primeiros socorros
Seu pet
se acidentou? Sofreu um derrame? Teve crises de diarreia? Calma! Diante de uma
emergência de socorro, a primeira coisa a fazer é evitar o pânico, alerta a
veterinária Carla Alice Berl, do
Hospital Pet Care. Quando seu pet passa
por apuros em casa, diz ela, é
necessário saber o que fazer antes de recorrer ao veterinário. Além disso,
Carla adverte: não subestime um olhar
cabisbaixo e nem tampouco o sono constante de seu bichinho. Ignorar alguns
sintomas de que algo não vai bem é uma atitude que pode colocar em risco a vida
de seu amigo. Saiba o que fazer antes de buscar ajuda profissional.
Traumáticos
Os principais traumas são brigas,
atropelamento e quedas. Diante de alguma dessas situações, não mexa no animal. “Passe um lençol por baixo do animal, peça ajuda
de alguém próximo (como um vizinho, se não tiver ninguém em casa), coloque-o
sobre um lugar plano e chame o veterinário”, ensina Carla. Depois de sofrer um trauma, ele provavelmente estará
sentindo muita dor. Então é normal que fique agressivo e até responda, à sua tentativa
de ajuda com uma mordida. “É
completamente normal, funciona como uma forma de defesa, por isso não fique irritado”,
salienta a veterinária. Tenha sempre perto uma focinheira. Verifique se há
sangramentos e tente estancá-lo. “Nunca
tente deslocar ou puxar membros que pareçam fraturados. Você pode agravar o problema,
alerta Carla.
Gastrointestinais
Os bichinhos são curiosos e é natural
que comam o que não devem, inclusive, alimentos recheados de veneno para ratos.
Por isso todo cuidado é pouco. Não deixe ao alcance dos animais. Os cachorros são
as maiores vítimas, pois estão sempre farejando em busca de alimentos. Vômitos
e diarréias estão entre os primeiros sintomas de que algo não caiu bem no
estômago do pet. Fique atento a presença
de sangue, convulsões e tremedeira, outros sintomas de envenenamento. “Nunca force o vômito, leve-o imediatamente
ao veterinário”, diz Carla. Se apresentar vômitos frequentes, fique de olho
na cor. A cor escura é sintoma de gastrite forte. Já o amarelado não é tão
alarmante, mas pode indicar problemas no fígado ou rim. Acontece quando come algo
a que não está acostumado. O que faz o organismo rejeitar. Mesmo assim, fique
em estado de alerta. Se isso sempre ocorre é preciso investigar as causas.
Cardíacas
Um animal cardíaco apresenta intensa
falta de ar, fica ofegante e, em casos mais graves, com a língua arroxeada e
desmaios constantes. Não medique seu bichinho. “O único que poderá investigar as causas e tratá-lo é o veterinário”,
diz Carla. Em gatos, os problemas são mais comuns. Fique atenta se o bichano
apresentar cansaço, falta de apetite e ficar constantemente fatigado. Alguns cães
possuem problemas de traqueia flácida. Ficam desesperados, andando de um lado
para o outro e puxando o ar como se estivesse engasgado. Acalme-o. Diante da
situação, massageie levemente de cima para baixo o pescoço do cão, como se o
estivesse acariciando. Sopre bem devagar às narinas dele. “Isso ajuda a dilatar a traqueia, facilitando a respiração do animal”,
ensina a veterinária.
Neurológicas
Normalmente, o sinal vem de convulsões,
não tente pegar o animal, isso é muito perigoso. Retire qualquer objeto de perto,
preste atenção no tempo de duração da crise. Se ocorrer por cerca de um minuto,
aguarde a crise passar e leve-o ao veterinário. “Convulsões prolongadas podem causar edema cerebral com sequelas
irreversíveis”, frisa Carla. Animais também sofrem Acidente Vascular Cerebral,
o famoso AVC. Se perceber que seu bichinho apresenta algum problema de
coordenação motora, procure ajuda para investigar a causa.
Machucou? Curativo nele
Raspe os pelos em volta do ferimento e
lave bem a região com sabão neutro. Aplique um antisséptico com algodão e evite
o contato com sua pele. Para isso, use luvas descartáveis. Após o procedimento,
não coloque gaze ou abafe o ferimento. Essa atitude prejudica a cicatrização.
Para evitar que o animal lamba o machucado, deixe-o com o cone protetor até a
total cicatrização.
Tenha sempre a mão (BOX)
Glicerina
líquida
Antisséptico
Mertiolate
Algodão
Luvas
descartáveis
Cone
protetor




















