Com medidas simples e higiênicas, é
possível passar a temporada livre da ardência e das dores na hora de fazer um
simples xixi
Além
de férias, praia, descanso e diversão, o calor também é sinônimo de perigo
contra nossa intimidade. Nesta época, o suor genital é inevitável. Com ele, ficamos
mais suscetíveis às infecções no trato urinário, a famosa ITU. Os principais
órgãos afetados são rins, bexiga, próstata e uretra, normalmente contaminados por
bactérias, fungos e microorganismos com a exposição da intimidade em banheiros
sujos, piscinas e praias. Responsável por mais de 90% dos casos de infecção
urinária, a bactéria Escherichia Colia é mais comum. Quem prende a urina por
muito tempo, mesmo sem pensar, também favorece sua proliferação no organismo. “Usar calça jeans apertada, absorventes
diários e roupas que abafam as partes íntimas ajudam a causar infecções,
principalmente no calor”, adverte a ginecologista Rosa Maria Neme, acrescentando que, se tem o hábito
de usar absorventes internos ou diários, é preciso realizar a troca a cada três
horas, no máximo. “Se entrar no mar ou na
piscina, não fique com a roupa de banho molhada por muito tempo. Prefira
sabonete íntimo, durma sem calcinha e, durante, o dia use calcinha com forro de
algodão”, recomenda.
Atitudes vitais
Ninguém
está livre de sofrer uma infecção urinária, mas as mulheres são as maiores
vítimas. Portanto, prevenir ainda é o melhor remédio. E fique atenta aos
sintomas. Diante de dores ao urinar, sangramento durante e logo após a micção,
é infecção na certa. Se a dor logo embaixo do ventre vir associada à febre alta,
procure um médico imediatamente. “Para
evitar a infecção, é bom beber bastante líquido, não prender a urina, manter a
higiene íntima adequada e visitar o ginecologista regularmente”, aconselha Rosa
Maria. Se sentir fortes dores, procure logo um médico para checar se há
infecção. Só ele poderá diagnosticar o tipo de bactéria e prescrever o melhor remédio
para aliviar os sintomas. O tratamento é feito, normalmente, à base de
antibióticos específicos.
Duração do tratamento
Cada
caso é um caso. Dependendo do tipo de infecção e do antibiótico receitado, o
tratamento, interrupto, poderá durar de 3 a 15 dias. O cuidado maior deve ser com as gestantes,
que terão de ser tratadas com um antibiótico específico, pois na maioria dos
casos, as bactérias infeccionam os rins. A grávida deverá fazer o tratamento
corretamente para evitar maiores problemas, podendo até ficar internada e submetida
à cirurgia.
Contágio pelo sexo
O homem
com infecção urinária é uma fonte de risco para a mulher também, Segundo Rosa
Maria, a infecção não tem um diagnóstico visível, o que dificulta, numa
primeira relação sexual, saber se o parceiro sofre ou não o problema. Mas o
homem também sente sensibilidades na hora de urinar e no canal da bexiga. “Portanto, se ele tiver infecção, o risco de
transmiti-la para a mulher é grande”, alerta a ginecologista. Então,
atenção! Só pratique o ato sexual com camisinha e exija higiene também do
parceiro para evitar problemas futuros com sua intimidade.
Medidas preventivas
A
prevenção ainda é a atitude mais eficaz contra esse mal. No calor, durante o
banho, lave bem as partes íntimas com o sabonete de preferência líquido e
indicado para essa região, pois o sabonete em pedra usado também no corpo todo,
potencializa a proliferação de bactérias. Lave bem também o fundo das calcinhas
debaixo do chuveiro, aproveitando a água morna. Coloque para secar em um
ambiente arejado, depois passe o ferro na temperatura certa para matar os
germes.




















